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sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Natal

Sagrada Família, óleo sobre tela de Francisco Bayeu (Zaragoza, 1734 - 1795)

Este ano decidi passar o Natal sozinha. Aparentemente esta decisão não corresponde ao que era esperado de mim pois logo me fazem um discurso de estranheza como se eu fosse uma sem-abrigo, coitadita. 

Ora, não é nada disso. Simplesmente este ano quero usar o Natal como um período para parar, pensar e interiorizar. Algo que me parece muito propício fazer nesta quadra.

Vou cozinhar o tradicional bacalhau, vai haver doces e vinho, musica ambiente, velas e incenso. Mas não vou partilhar isso com ninguém porque me apetece a paz e o sossego de uma noite tranquila, sem stress, sem viagens, e sem engarrafamentos. É na verdade uma forma bastante despretensiosa e espiritual de viver o Natal. 

O Natal é uma celebração cujas origens se perdem no tempo. Hoje em dia o sentido tradicional do Natal já se perdeu no meio de tanta filhós e de tanto papel de embrulho. 

O Natal simboliza o nascimento do Messias, o mensageiro de Deus. Quantos é que ainda se detêm para pensar sobre isto? Quantos se sentem verdadeiramente imbuídos do espírito do Natal? e no entanto, como se foram criando tradições mundanas à volta desta data, tornaram-se escravos dessas tradições. 

Muitos celebram o Natal apenas porque sim. Porque a maioria o faz.  

Quem já me conhece sabe bem que eu não sigo a "carneirada" e que dificilmente faço "fretes", por isso não estranhem que o meu Natal este ano seja diferente.

Que tenhamos todos a coragem de sermos cada vez mais autênticos e verdadeiros connosco próprios e que nunca nos falte a capacidade de questionar e de fazer desvios se for o caso. Nem sempre os caminhos mais percorridos são os que melhor se adequam a nós.

Desejo a todos que este Natal vos traga amor, paz, alegria e muita luz! 

  

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Christmas = Shopping?...

foto residente no blog toobusylivinglife.blogspot.com

Estamos em Novembro e a agitação está aí: é quase Natal!
Os Centros Comerciais usam os seus tradicionais enfeites natalícios;
As ruas engalanadas de luz e cor, projectam estrelas, anjos e azevinhos;
Os fins-de-semana levam rios de gente a desaguar nas lojas vestidas de Natal;
O mundo inteiro parece convergir num único sentido, carregando sacos, pacotes e laçarotes.

Todos os anos hesito antes de mergulhar na multidão acotovelada na cansativa busca da prenda ideal, mas todos os anos lá estou eu, como que levada por uma força misteriosa, que me puxa para cumprir um desígnio superior a mim. Pois este ano resisto! Finco os pés no chão e não me permito ser levada na enxurrada.

Que me perdoem os que não vão receber uma prenda minha este Natal, mas decidi não impor a mim própria a “tortura” das compras natalícias.

Gosto muito de dar mas será preciso todo este turbilhão para demonstrar a alguém que o apreciamos, que o lembramos, que conta com o nosso amor? Perdoem o cliché radiofónico mas… “Valeria a pena pensar nisto!”