segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Novo sistema de ensino precisa-se!
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Aprender a Morrer

sábado, 15 de agosto de 2009
A Sociedade do Futuro

Esta nova geração tem um estilo muito próprio. Apesar de adultos gostam de se vestir como adolescentes, são mais descontraídos e menos sisudos que a geração que os precedeu, vocacionados para as novas tecnologias e ao contrário dos Baby-Boomers “trabalham para viver” não “vivem para trabalhar”. Quer isto dizer que valorizam bastante mais o factor tempo nas suas vidas.
Esta geração, constituída pelos trintões e quarentões do momento, tem fortes preocupações ambientais e energéticas, sente uma maior responsabilização pela sua saúde e bem estar, é exigente na qualidade de serviços e produtos, tem gostos minimalistas, procura fazer pequenos cursos ou workshops, é fã de eventos culturais, gosta de viajar, tem algum tipo de interesse ligado à espiritualidade, e não discrimina orientações sexuais.
Quanto ao seu estilo de liderança propriamente dito, há quem o classifique da seguinte forma:
Ecléctico: preferem construir pontes para agregar pessoas competentes, em vez de dividi-las previamente em classes ou ideologias.
Conciliador: procuram conhecer as diversas opiniões e encontrar um ponto de equilíbrio para atingir o consenso, mesmo em soluções que pareciam inicialmente contraditórias.
Pragmático: preferem tomar decisões a partir da análise de dados, examinando os temas de todos os ângulos e perspectivas.
Transparente: falam abertamente sobre os problemas e exigem sinceridade de todos os que trabalham consigo.
Deste modo está feito um primeiro esboço do que nos espera nas décadas vindouras em termos de liderança mas também em termos de hábitos e atitudes na esfera social e privada:
- Mais tempo para a casa, os filhos, a família e os hobbies
- Mais qualidade em detrimento da rapidez
- Mais tecnologia
- Mais preocupações ambientais
- Mais aprendizagem ao longo da vida
- Mais espaços de lazer e relaxamento
- Um estilo de liderança mais assertivo
Em alguns casos ter mais tempo vai significar ter menos dinheiro pelo que se espera também um decréscimo no consumismo exacerbado dos últimos anos.
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
O Lado bom da crise

Foi graças à crise que muitos corruptos caíram e que muita corrupção veio ao de cima, foi graças à crise que o mundo se começou a virar para a sustentabilidade a vários níveis nomeadamente a nível ambiental e social.
A crise surge como um momento de reflexão que nos obriga a re-equacionar posições e a re-avaliar decisões de fundo. A escalada da crise fez-se sentir nos mais diversos sectores, do preço dos combustíveis à escassez de matérias-primas e à falência das empresas e das famílias. Mas esta é também uma crise de valores.
Em última instância a crise fez-nos questionar um modelo de sociedade que já deu o que tinha a dar. Todos os sectores mencionados foram afectados porque tudo está conectado nesta era de globalização, logo, não basta acorrer a um sector específico para solucionar a crise, há que repensar o modelo que temos vindo a seguir. É aqui que reside a oportunidade de mudança de paradigma.
Já são muitas as empresas que apostam na chamada “economia verde”, ou seja, em formas de produção mais limpas e que respeitem o meio ambiente e espera-se que este tipo de economia venha a gerar inúmeros postos de trabalho.
As mudanças climáticas estão na ordem do dia mas finalmente existe a percepção de que as mesma terão custos associados. Assim, elencar medidas de protecção do meio ambiente é agora visto como um bom investimento.
No final do ano em Copenhaga vão ser discutidos os modos de actuação da chamada “economia verde”. Espera-se um novo protocolo que substituirá o de Quioto. Vamos ver para que lado pendem as forças, se para o lucro a qualquer preço ou para um futuro sustentável para todos.
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Fragmentos
foto residente no blog andrewssouza.blogspot.comquarta-feira, 20 de agosto de 2008
Mentiras na Net
Muitos de nós já vimos os vídeos que têm circulado na net, mostrando jovens que fazem, alegadamente pipocas activando telemóveis apontados para grãos de milho.
Eis um exemplo:
Os vídeos circularam pelas nossas caixas de mail com mensagens do tipo "se os telemóveis podem fazer pipocas o que farão aos nossos neurónios?".
Muitos reencaminharam apressadamente a mensagem para amigos e conhecidos, pois claro, convém alertar...
Mas será mesmo que todo o alerta que circula na net é de levar em conta?
É que neste caso tudo não passou de um truque publicitário que antecedeu um spot da Cardo Systems para promover os seus auriculares bluetooth, ora vejam:
terça-feira, 5 de agosto de 2008
Grameen Bank

Digam o que disserem os mais negativistas, ele há coisas boas a acontecer por aí. Seria bom, se pudéssemos virar o foco para elas.
A prova do sucesso do Grameen Bank, é que já distribuiu 6 mil milhões de dólares a 150 milhões de famílias, sem exigir garantias e com uma taxa de reembolso de 95%.
Que tal deixarmos de ver o ser humano como uma mera peça de uma engrenagem que o subjuga continuadamente, e devolvê-lo a si próprio?
sábado, 21 de junho de 2008
Pelo direito à diferença...
foto residente no site: midiaepoderdany.zip.net"Queriam-me casado, fútil, quotidiano e tributável?
Queriam-me o contrário disto, o contrário de qualquer coisa?
Se eu fosse outra pessoa, fazia-lhes, a todos, a vontade.
Assim, como sou, tenham paciência!
Vão para o diabo sem mim,
Ou deixem-me ir sózinho para o diabo!
Para que havemos de ir juntos?"
Fernando Pessoa
domingo, 15 de junho de 2008
Pensar a Medicina
Pensar a Medicina
“No fim do século mais científico da História, temos igualmente a impressão de estar no fim duma época quanto à teoria e prática da Medicina e quanto à concepção da Saúde/Doença. Por várias razões, mas sobretudo pelas bastante previsíveis e em vários ângulos anunciadas mudanças de entendimento sobre o modo de funcionar do ser humano, provindas de aprofundamentos recentes. Estaremos no fim duma época quanto às considerações fundamentais sobre o conjunto funcionante que cada indivíduo representa e também quanto ao que daí resultará sobre a prática clínica. Reflectir sobre isso interessa aos médicos, aos doentes, a toda a gente.
IComo funciona o ser humano? Porque funciona o ser humano, o que o faz funcionar? Por estar vivo, por obedecer à fisiologia, aos princípios da vida...será uma resposta um tanto simplória, concordaremos, além de pouco estimulante para quem tiver a obrigação profissional de sobre isso reflectir. E o médico vê-se obrigado a fazê-lo, porque a sua prática diária vive impregnada de perguntas deste tipo, decorrentes: porque adoeceu aquela pessoa, porque se alterou o funcionamento que até então proporcionava sentimentos de Saúde, como se desmembrou tudo isso?
Evidentemente, é sempre possível evitar a reflexão, no médico ou no doente (pensar dói muitas vezes, ou é inútil), remete-se para um “isso não é comigo”, reduzindo a preocupação apenas à forma de tratar a úlcera ou a bronquite. É tentador afirmar: “sou um técnico, ou ... sou um doente... só me preocupo com isso.” Mas tentar corrigir o defeito do móvel sem pensar na interligação das gavetas , nem no movimento geral da sua construção, vai ser cada vez menos satisfatório, porque se vai sedimentando um sentimento natural de pesquisa em toda a gente. O refúgio banal de atribuir causalidades externas a tudo o que se passa, vai notoriamente perdendo terreno, na cultura. As doenças obedecerão, nesse tipo de pensamento, na realidade efectiva ou na realidade simbólica, ao esquema bacteriano descoberto por Pasteur: vêm de fora. Extrapolando das bactérias propriamente ditas, para muitas outras razões análogas habitualmente utilizadas, as doenças, neste modelo “bacteriano”, serão produto dum corpo estranho, dum invasor, gerador da “infecção” naquele órgão. Competirá à medicina, como objectivo final, a esforçada descoberta do antibiótico suficientemente eficaz para o liquidar. Temos todos (médicos, doentes e candidatos a esses dois estados) este esquema de tal forma montado dentro de nós, apreendêmo-lo e conservámo-lo com tal intensidade, que sem darmos por isso constantemente o supomos e utilizamos. Mesmo em circunstância onde é totalmente absurdo fazê-lo. Verdadeiro automatismo ou reflexo condicionado, com enorme sucesso em múltiplas situações, na medicina, na cirurgia, desse sucesso colhemos apressada justificação para continuar.
Mas hoje não chega obviamente erradicar a bactéria, ou carpinteirar o órgão.
Essas leituras, extremamente parcelares, vêm sendo substituídas progressivamente por outras que procuram estudar, compreender e tratar o doente sem o excluir da doença, na génese, no trajecto e na finalização. A doença deixa de ser um corpo estranho, uma “bactéria” hospedada num “órgão”, susceptível de ser posta na rua, para ser considerada um processo geral psicossomático. Sempre!
As grelhas de pensamento que proporcionaram ciências actuantes na brilhante “medicina do órgão” que temos vindo a conhecer, as tecnologias aplicadas à terapêutica que muito justificadamente têm espantado a humanidade e vão continuar a fazê-lo, vêm-se hoje obrigadas a essa enorme revisão. É que os avanços definidos pelas linhas que marcaram o nosso tempo, se afunilaram numa faixa cada vez mais estreita e se afastaram muitíssimo do sofrimento próprio do portador individualizado. Excessivamente cega, impessoal, essa faixa encaminhou-se na prática para o maquinal ossificado, que, embora tecnicamente perfeito, ultrapassou o risco vermelho e quase caiu em zona de completa artificialidade. Tornou-se ao mesmo tempo muito complacente de si mesma, nada do doente, escurecendo-se cada vez mais no computador, se não houver correcção de rota. Conhecimentos e desenvolvimentos não põem em causa a sua validade, mas questionam a sua possibilidade de integração no conjunto da Pessoa. Áreas múltiplas, nas ciências físicas, nas ciências humanas, nas ciências psicológicas, no infinitamente pequeno, na vertente orgânica mensurável em grupo e susceptível de comparação, na vertente mental incomparável entre indivíduos, têm aberto portas impensáveis até há pouco. Verifica-se hoje que, muito mais do que as partes ou a soma delas, a grande questão é o funcionamento global interior, com regras e princípios essenciais, mal conhecidos ainda, mas em pleno movimento de descoberta.
Nessa encruzilhada nos encontramos hoje, na encruzilhada da globalização. Curiosamente, retorna-se desse modo à medicina anterior a este século, à medicina anterior à “medicina de órgão”, conduzindo no entanto na bagagem a ciência entretanto adquirida.
Cada novo processo terapêutico, mesmo eficaz, terá sempre efeito temporário porque não invalida o funcionamento descompensado, físico ou mental, que dentro de si o doente contém e a doença sinaliza. A terapêutica adia, compensa ou substitui, mas nada resolve se os mecanismos interiores, fisiológicos, psicológicos, não forem alterados. Comprova-se agora o que toda a gente sabia, mas a cultura deste século ilusoriamente procurou desfazer: consertar por um lado equivale a romper por outro, se nada mudar no contexto da pessoa. A ciência médica inúmeras vezes esqueceu isto, junto de si própria e junto dos doentes, nas famílias, na opinião pública, mais vincadamente ainda na tão propagandeada “medicina de ponta”. Culturalmente intoxicados, por conceitos terapêuticos grandiosos e por secreto desejo de imortalidade, todos embarcamos alegremente nessa cumplicidade e participamos altivamente nos milhões gastos em zonas inúteis, ou no benefício duma industria farmacêutica cada vez mais voraz e lucrativa. Há uma enorme desproporção entre o aproveitamento afectivo e a justa racionalidade nos objectivos terapêuticos, que inconscientemente se alimenta, ou sobrealimenta, no dia-a-dia. Ter consciência disso, dizê-lo abertamente, só pode ser útil e pedagógico, embora por norma se faça justamente o contrário para não ferir o estabelecido.
A angustia médica é quase sempre idêntica à do doente, nessa procura excessiva. Por isso o médico colabora prazenteiramente e desagua no “sou técnico...nada mais do que isso”. Cumpridas da sua parte as baterias sobre estômagos, corações ou cérebros, segundo a arte, nada mais se lhe poderá pedir ou assacar. É tentador e muito mais fácil. Pragmatismos deste tipo servem e tranquilizam, em ambas as direcções.
Estamos na verdade de tal forma condicionados pela tecnologia, pela noção bacteriana da doença, pela busca do “antibiótico” físico ou mental, pelo isolamento do órgão, que em muitos locais, até os processos sistémicos já bem conhecidos são vistos deformadamente como novos órgãos! Como se fossem outros órgãos. O sistema imunitário, por exemplo, global e globalizador, movido emocionalmente, “psico-imunitário” como tudo indica, é muito facilmente considerado por muitos outro órgão, que se divide e isola. Atribuem-se-lhe nesse caso as funções específicas clássicas, contrariando tudo o que dele já se sabe como “gestor” das razões íntimas da pessoa, com influências bem conhecidas na génese de muitas doenças, cancro incluído.
O narcisismo pessoal ou profissional verte-se muitas vezes no discurso megalómano de ilusões, ao certificar a pequenez e a limitação que nos caracteriza.
Toda a ciência médica está a evoluir implacavelmente, no sentido que referimos. Mas, como sempre aconteceu na história das ciências e das ideias, os avanços acarretam perdas, sobretudo perdas de ilusões, quando obrigam a novas leituras. Mudam necessidades, são por isso bastante difíceis de instalar.”
Há tempos escrevi aqui alguns artigos sobre “Saúde Integral” onde abordei, do modo limitado que é possível a um leigo fazê-lo, alguns destes temas. É pois com especial prazer e contentamento, que publico agora este texto de um reconhecidíssimo Psiquiatra português.
Não posso deixar de sentir um misto de alegria e alívio, ao constatar a existência de personalidades como a de Jaime Milheiro, atentas, questionadoras, interventivas e transformadoras das leituras e mentalidades, que por vício ou preguiça, se instalaram e cristalizaram perigosamente, ao longo dos tempos na nossa sociedade.
Mudanças são necessárias e urgentes, todos o reconhecemos, mas elas não se fazem se não pusermos em prática a capacidade questionadora que Deus nos deu. A todos!
Bem-haja Dr. Jaime Milheiro, entre outras coisas, pela lição de coragem e de ousadia sempre necessárias nos processos de mudança, mas também pela pertinência de um texto ao qual ninguém pode ficar indiferente.
terça-feira, 10 de junho de 2008
Marrocos - Maio 2008
Do meu ponto de vista, de quem já viajou alguma coisa, a viagem começa e acaba em cada um de nós. Os países, a música, os pratos típicos desconhecidos, são como facetas pessoais, ocultas ou ainda não exploradas. De certo modo, somos todos viajantes à procura de nós próprios, ainda que, muitas vezes, sob o pretexto ou através da procura exterior.
Marrocos foi uma viagem que não vou esquecer!
Inch' Alla!
terça-feira, 6 de maio de 2008
Pausa
quarta-feira, 23 de abril de 2008
Manvantaras e Pralayas

Part I
Manvantara - Um dia de Brahmâ - período de manifestação do Cosmos equivalente a 4.320.000.000 anos solares
Pralaya - Uma noite de Brahmâ - período de repouso do Cosmos equivalente a 4.320.000.000 anos solares
um Ano de Brahmâ - 3.110.400.000.000 anos solares
Mahamanvantara - 100 anos de Brahmâ ou período completo da Idade de Brahmâ - período de actividade do Cosmos equivalente a 311.040.000.000.000 anos solares
Mahapralaya - período de inatividade do Cosmos equivalente a 311.040.000.000.000 anos solares
Os termos acima são encontrados na tradição Hindu, anterior ao Cristianismo e mais recentemente, (Séc. XIX) na Teosofia.
Part II
Discover Magazine - April 2008, pag. 54 - "The Day Before Genesis"
(...) In the standard interpretation of the Big Bang, which took shape in the 1960s, the formative event was not an explosion that occurred at some point in space and time—it was an explosion of space and time. In this view, time did not exist beforehand. Even for many researchers in the field, this was a bitter pill to swallow. It is hard to imagine time just starting: How does a universe decide when it is time to pop into existence?
(...) The prospects for making sense of the Big Bang began to improve in the 1990s as physicists refined their ideas in string theory, a promising approach for reconciling the relativity and quantum views. Nobody knows yet whether string theory matches up with the real world—the Large Hadron Collider, a particle smasher coming on line later this year, may provide some clues (...)
The key concept turned out to be a “brane,” a three-dimensional world embedded in a higher-dimensional space (the term, in the language of string theory, is just short for membrane). “People had just started talking about branes when we set up the conference,” Steinhardt recalls. “Together Neil and I went to a talk where the speaker was describing them as static objects. Afterward we both asked the same question: What happens if the branes can move? What happens if they collide?”
A remarkable picture began to take shape in the two physicists’ minds. A sheet of paper blowing in the wind is a kind of two-dimensional membrane tumbling through our three-dimensional world. For Steinhardt and Turok, our entire universe is just one sheet, or 3-D brane, moving through a four-dimensional background called “the bulk.” Our brane is not the only one; there are others moving through the bulk as well. Just as two sheets of paper could be blown together in a storm, different 3-D branes could collide within the bulk.
(...) Three years later came a second epiphany: Steinhardt and Turok found their story did not end after the collision. “We weren’t looking for cycles,” Steinhardt says, “but the model naturally produces them.” After a collision, energy gives rise to matter in the brane worlds. The matter then evolves into the kind of universe we know: galaxies, stars, planets, the works. Space within the branes expands, and at first the distance between the branes (in the bulk) grows too. When the brane worlds expand so much that their space is nearly empty, however, attractive forces between the branes draw the world-sheets together again. A new collision occurs, and a new cycle of creation begins. In this model, each round of existence—each cycle from one collision to the next—stretches about a trillion years. By that reckoning, our universe is still in its infancy, being only 0.1 percent of the way through the current cycle.
The cyclic universe directly solves the problem of before. With an infinity of Big Bangs, time stretches into forever in both directions. “The Big Bang was not the beginning of space and time,” Steinhardt says. “There was a before, and before matters because it leaves an imprint on what happens in the next cycle.”
The standard model of the early universe predicts that space is full of gravitational waves, ripples in space-time left over from the first instants after the Big Bang. These waves look very different in the cyclic model, and those differences could be measured—as soon as physicists develop an effective gravity-wave detector. “It may take 20 years before we have the technology,” Turok says, “but in principle it can be done. Given the importance of the question, I’d say it’s worth the wait.”
Meu Deus! e tanto alvoroço para separar o conhecimento mistico ou religioso do conhecimento ciêntifico! Ainda não percebereram que ambos convergem na mesma direcção? - "Seek and you sall find" - diz-vos alguma coisa?
Claro que (e necessariamente) os métodos são distintos. Mas não vos parece que os métodos ciêntificos são desmesuradamente mais lentos, artificiais e caros para o ser humano (em todos os sentidos que a palavra caro pode aqui assumir)?
quinta-feira, 10 de abril de 2008
A geração do ecrã
“Desculpem se trago hoje à baila a história da professora agredida pela aluna, numa escola do Porto, um caso de que já toda a gente falou, mas estive longe da civilização por uns dias e, diante de tudo o que agora vi e ouvi (sim, também vi o vídeo), palavra que a única coisa que acho verdadeiramente espantosa é o espanto das pessoas.
Só quem não tem entrado numa escola nestes últimos anos, só quem não contacta com gente desta idade, só quem não anda nas ruas nem nos transportes públicos, só quem nunca viu os "Morangos com açúcar", só quem tem andado completamente cego (e surdo) de todo é que pode ter ficado surpreendido.
Se isto fosse o caso isolado de uma aluna que tivesse ultrapassado todos os limites e agredido uma professora pelo mais fútil dos motivos - bem estaríamos nós! Haveria um culpado, haveria um castigo, e o caso arrumava-se.
Mas casos destes existem pelas escolas do país inteiro. (Só mesmo a Sr.ª ministra - que não entra numa escola sem avisar - é que tem coragem de afirmar que não existe violência nas escolas.)
Este caso só é mais importante do que outros porque apareceu em vídeo, e foi levado à televisão, e agora sim, agora sabemos finalmente que a violência existe!
O pior é que isto não tem apenas a ver com uma aluna, ou com uma professora, ou com uma escola, ou com um estrato social.
Isto tem a ver com qualquer coisa de muito mais profundo e muito mais assustador.
Isto tem a ver com a espécie de geração que estamos a criar.
Há anos que as nossas crianças não são educadas por pessoas. Há anos que as nossas crianças são educadas por ecrãs.
E o vidro não cria empatia. A empatia só se cria se, diante dos nossos olhos, tivermos outros olhos, se tivermos um rosto humano.
E por isso as nossas crianças crescem sem emoções, crescem frias por dentro, sem um olhar para os outros que as rodeiam.
Durante anos, foram criadas na ilusão de que tudo lhes era permitido.
Durante anos, foram criadas na ilusão de que a vida era uma longa avenida de prazer, sem regras, sem leis, e que nada, absolutamente nada, dava trabalho.
E durante anos os pais e os professores foram deixando que isto acontecesse.
A aluna que agrediu esta professora (e onde estavam as auxiliares-não-sei-de-quê, que dantes se chamavam contínuas, que não deram por aquela barulheira e nem sequer se lembraram de abrir a porta da sala para ver o que se passava?) é a mesma que empurra um velho no autocarro, ou o insulta com palavrões de carroceiro (que me perdoem os carroceiros), ou espeta um gelado na cara de uma (outra) professora, e muitas outras coisas igualmente verdadeiras que se passam todos os dias.
A escola, hoje, serve para tudo menos para estudar.
A casa, hoje, serve para tudo menos para dar (as mínimas) noções de comportamento.
E eles vão continuando a viver, desumanizados, diante de um ecrã.
E nós deixamos.”
Alice Vieira
E eu pergunto: - Até quando vamos nós continuar a atacar, desesperada e desnorteadamente, a poluição na foz do rio, enquanto, sistematicamente ignoramos as descargas poluentes junto à nascente?
domingo, 6 de abril de 2008
quinta-feira, 3 de abril de 2008
Deus
Nos últimos dias, vá-se lá saber porquê, quando falo com alguém, a conversa acaba por ir parar à religião. Ora, eu não pratico nenhuma religião, apesar de ter tido, como muitos, uma educação baseada no Cristianismo.
Por outro lado, estou longe de ser ateia e, ainda menos, agnóstica. Sempre acreditei em Deus (apesar de, durante um certo período da minha vida, me ter resignado a uma crença balofa).
Mas a vida sempre mostra o caminho de "regresso" a Deus, a quem não desistiu totalmente de o percorrer. Foi o que aconteceu comigo.
Nesse caminho várias coisas me surpreenderam, nomeadamente, a questão das provas da existência de Deus. Será que alguém espera ver Deus sair de um tubo de ensaio? ou de um acelerador de partículas? ou talvez, que ele espreite pela lente de um telescópio espacial?...
Que tal deixarmos de procurar Deus como se ele estivesse lá fora no quintal, escondido entre as alfaces, e procurarmos antes, no único sítio onde Ele pode ser encontrado: dentro de cada um de nós?
Bastante mais sensato - parece-me.
Neste meu percurso, cruzei-me com várias fontes e ensinamentos. Fui extraindo de cada um, o que cada um tinha de melhor. E encontrei uma doutrina com a qual, efectivamente, me identifico: Chama-se Teosofia.
Teosofia deriva do termo grego "theosophia" - Theo - Deus + Sophia - Sabedoria, que é como quem diz: Sabedoria Divina.
Assenta no pressuposto de que todas as religiões têm um tronco comum, e propõe-se revitalizar esses ensinamentos perdidos. Têm afinidades com o Hinduísmo, o Budismo e o Gnosticismo entre outros.
Fica aqui o link para quem quiser, conhecer melhor a TEOSOFIA
Há muitos caminhos para Deus, mas todos começam do lado de dentro e não do lado de fora do nosso Ser.
Namasté!
As Novas Ditaduras
Esta senhora não tem uma perna e por isso apoia-se em canadianas. O que eu não compreendo é porque razão, o único pé que a senhora tem, vive (des)apoiado num sapato de salto de 7 cm!
Quer dizer, mesmo com dois pés, andar em cima de saltos altos já me parece arriscado, mas só com um?!...e com muletas?!...
Será que esta senhora acha mesmo preferivel, cair e partir a unica perna que lhe resta, a usar sapatos confortáveis?
Alguém explica ao mundo que a ditadura da imagem não tem trono nem rei? que é auto-imposta, que não faz as pessoas mais felizes, nem mais saudáveis, antes pelo contrário!...
Tanta luta pela liberdade e é assim que a usamos? Ou será que o ser humano simplesmente não sabe ser livre?
segunda-feira, 31 de março de 2008
Grandes Erros da Ciência
"O território e o mapa
A impossibilidade de atingir a verdade absoluta é inerente à actividade racional, e repousa na dicotomia entre o sujeito (o observador) e o objecto (o observado) – dicotomia que se mantém mesmo quando o objecto em pauta é a própria subjectividade. Enquanto persistir a mais ténue barreira entre o observador e o observado, a ciência será sempre uma obra inacabada, precária, provisória. Por isso, na práxis científica, o erro é a regra e não a excepção, um constituinte fundamental e não mero acidente de percurso. Por isso, também, a reflexão sobre o erro nos ensina mais sobre a natureza da ciência do que a exaltação triunfalista de seus êxitos.
José Tadeu Arantes, editorScientific American-Brasil
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
The Invitation
Desfrutem, partilhem mas por favor não estraguem! :)
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
2U
Chegaste com a força e a limpidez de uma cascata e desaguaste-me nos braços (afinal os deuses sabiam da minha sede de emoções puras e transparentes).
Digo sim, quero beber o brilho do teu sol e abraçar contra o peito a nudez da tua alma.
Não há sombras nem graus de cinzento. À tua volta apenas claridade e eu mergulho nela. Vou ao fundo de ti e ao fundo de mim e não tenho medo. Eu , que nem sei nadar, deixo-me ir, flutuo, sinto-me leve. Não me puxas nem me empurras, embalas-me e eu gosto.
Já te disse como é bom morar no teu peito? É um lugar muito acolhedor. Tem janelas largas por onde a luz entra sem parar. Não há corredores nem labirintos. É um espaço amplo, luminoso e fresco.
E eu esqueço-me do tempo no teu abraço...
Não sei onde vamos mas vou. Descobrirei contigo o caminho a cada passo. Talvez o mar!...
Nesta caminhada não há drama, nem tragédia, ninguém se desfaz em pedaços. Há a minha e a tua alma, o som de um sentimento, e as cores e a dança de estarmos vivos.
E eu esqueço-me do tempo no teu abraço...
domingo, 27 de janeiro de 2008
Um Pouco de Céu
"Só hoje senti
que o rumo a seguir
levava pra longe
senti que este chão
já não tinha espaço
pra tudo o que foge
não sei o motivo pra ir
só sei que não posso ficar
não sei o que vem a seguir
mas quero procurar
e hoje deixei
de tentar erguer
os planos de sempre
aqueles que são
pra outro amanhã
que há-de ser diferente
não quero levar o que dei
talvez nem sequer o que é meu
é que hoje parece bastar
um pouco de céu
um pouco de céu
só hoje esperei
já sem desespero
que a noite caísse
nenhuma palavra
foi hoje diferente
do que já se disse
e há qualquer coisa a nascer
bem dentro no fundo de mim
e há uma força a vencer
qualquer outro fim
não quero levar o que dei
talvez nem sequer o que é meu
é que hoje parece bastar
um pouco de céu
um pouco de céu"
Mafalda Veiga
sábado, 26 de janeiro de 2008
Plutão em Capricornio - 2008 a 2024
foto residente no site:www.gaia-astrologica.com.brPlutão, astrologicamente falando, é considerado o planeta da morte e renascimento. É o destruidor mas também o transformador. A sua energia assemelha-se à de um vulcão que traz à superfície todas as impurezas que já não podem ficar ocultas ou latentes.
Que faremos nós com esta energia? Depende de cada um. A astrologia, ao contrário do que alguns julgam, não impõe o comportamento X para a situação Y. Ao invés disso ela mostra-nos em que áreas da nossa vida podem ocorrer maiores tensões e ajuda-nos a lidar com elas mas o "como" dependerá sempre do nosso livre-arbítrio.
No que concerne à energia deste transito, ela será forte e por isso mesmo, quanto menor resistência lhe oferecermos maiores serão as probabilidades de a utilizarmos a nosso favor, em proveito da nossa própria transformação interior.
Será um bom período para reflectirmos sobre quem somos e em que medida, a forma como nos mostramos ao mundo, é ou não coincidente com quem somos de facto interiormente.
Qual é a minha verdade? (não a do meu pai, não a do meu patrão, não a do meu credo mas a minha)
E como aplico essa verdade? Que uso faço dela?
Quais são as minhas escolhas? Faço-as em nome de quê ou de quem?
Quais são os meus valores? Eles representam quem eu sou?
Estas são algumas das perguntas que seremos chamados a fazer durante este transito.
O desafio será grande mas se não-lhe fugirmos, os ganhos serão proporcionais.
O melhor conselho que posso dar a todos, incluindo a mim própria, neste momento é este:
Sejamos como o bambu que se verga sob o vendaval para não quebrar.
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
Tabaco - A Maior Hipocrisia II
Vamos por partes.
HISTÓRIA DO TABACO
"Parece que o hábito de se fumar foi introduzido primeiro em Inglaterra, em 1585 por sir Francisco Drake, que de volta da Virgínia, propagou e ensinou a manipular o tabaco, segundo o processo dos naturais daquela região. Então abriu-se a primeira casa de venda para o consumo da planta em França, e em Espanha supõe-se ser o uso do tabaco de fumo, devido a um frade espanhol, residente muitos anos na ilha de S. Domingos. O gosto da substância fornecia grandes proventos aos estados apesar de se reconhecer que era pernicioso ao organismo. Parece que foi no principio do século XVII, pouco mais ou menos, que em Portugal começou o seu consumo com uma certa importância sempre crescente, dando origem a um pequeno imposto arbitrado pelo rei, imposto este, que foi dia a dia aumentando com a gradual progressão dos lucros, que os comerciantes auferiam. Antes da aclamação de D. João IV, o contrato do tabaco foi arrematado pelo espaço de 3 anos na corte de Madrid, por um português em 40$000 reis por ano; passado esse prazo, Inácio de Azevedo, também português, o ajustou por 60$000 reis, mas tendo falecido, passou de novo o contrato ao primeiro. O acrescimento foi subindo de ano para ano, e em 1640, foi o contrato arrematado por 10:000 cruzados, e em 1674, por 66:000 cruzados. Do ano de 1675 em diante rendeu o tabaco 500:000 cruzados até um 1 milhão de cruzados, e no anuo de 1698 aumentou o dito contrato a 1 milhão e 600:000 cruzados e finalmente nos anos de 1707 e 1708 o castelhano D. João António de la Concha trouxe o contrato do tabaco arrendado por 2 milhões e 200.000 cruzados, em cada ano, não com pequena admiração da prodigiosa química, com que pó e fumo, em prata e ouro se convertiam. Assim se conservou algum tempo, para do novo retomar o aumento progressivo e chegar afinal à importância de 1520 contos anuais, que foi o preço do contrato que findou em 1864. Tendo sido abolido por lei das cortes o monopólio do tabaco a contar do 1º de Janeiro de 1865, foi posto em praça publica o contrato pelo segundo se mestre de 1864, e arrematado por uma companhia, juntamente com o edifício, maquinas e utensílios da fabrica, por 1:410$500 reis. A companhia havia sido instalada em 1845, por, ordem do governo, no edifício do antigo convento de Xabregas. Ao princípio foi este monopólio arrendado sem concorrência. Depois introduziu-se o uso de se dar em arrematação em praça pública a quem oferecesse maior lanço, para o que se organizavam companhias de capitalistas."
Estado é uma instituição organizada politicamente, socialmente e juridicamente, ocupando um território definido, normalmente onde a lei máxima é uma Constituição escrita, e dirigida por um governo que possui soberania reconhecida tanto interna como externamente. Um Estado soberano é sintetizado pela máxima "Um governo, um povo, um território". O Estado é responsável pela organização e pelo controle social, pois detém, segundo Max Weber, o monopólio legítimo do uso da força (coerção, especialmente a legal).
Pasted from <http://pt.wikipedia.org/wiki/Estado>
"A origem da palavra sociedade vem do latim societas, uma "associação amistosa com outros". Societas é derivado de socius, que significa "companheiro", e assim o significado de sociedade é intimamente relacionado àquilo que é social. Está implícito no significado de sociedade que seus membros compartilham interesse ou preocupação mútuas sobre um objectivo comum. Como tal, sociedade é muitas vezes usado como sinonimo para o colectivo de cidadãos de um país governados por instituições nacionais que lidam com o bem-estar cívico."
Pasted from <http://pt.wikipedia.org/wiki/Sociedade>
Posto isto, e como o título do post remete para a hipocrisia, convém também falar sobre ela, de preferência no contexto em que se insere o tema do post, ou seja, o terreno politico-social. Aconselho por isso a leitura deste artigo: Reflexões Sobre a Natureza do Poder Politico: O Problema da Hipocrisia de onde cito apenas este pequeno excerto:
"A tendência à burocratização do Estado e da empresa capitalista e o processo
de secularização - apontados por Weber - correspondem ao avanço da razão instrumental que resulta na perda da liberdade do homem. A eficiência e o êxito
desejados tornam-se quiméricos, uma vez que os meios adoptados pela razão instrumental não são orientados por princípios éticos. A lógica cega da burocracia e razão racionalista cientifica produzem grandes irracionalismos, extremamente perigosos aos homens, como as grandes armas de aniquilação que podem destruir o planeta."
E já que a existência do Estado pressupõe uma Constituição, espreitemos a nossa:
"Artigo 60.º (Direitos dos consumidores)
"CAPÍTULO II
Direitos do consumidor
Artigo 3.º
Direitos do consumidor
O consumidor tem direito:
a) À qualidade dos bens e serviços;
b) À protecção da saúde e da segurança física;
Artigo 5.º
Direito à protecção da saúde e da segurança física
1- É proibido o fornecimento de bens ou a prestação de serviços que, em condições de uso normal ou previsível, incluindo a duração, impliquem riscos incompatíveis com a sua utilização, não aceitáveis de acordo com um nível elevado de protecção da saúde e da segurança física das pessoas.
2- Os serviços da Administração Pública que, no exercício das suas funções, tenham conhecimento da existência de bens ou serviços proibidos nos termos do número anterior devem notificar tal facto às entidades competentes para a fiscalização do mercado.
3- Os organismos competentes da Administração Pública devem mandar apreender e retirar do mercado os bens a interditar as prestações de serviços que impliquem perigo para a saúde ou segurança física dos consumidores, quando utilizados em condições normais ou razoavelmente previsíveis."
Pasted from <http://www.verbojuridico.net/legisl/1990x/l96_024.html>
No post anterior apresentei uma artigo sobre a dependência química provocada pela nicotina. Mas talvez não tenha sido suficiente. Por isso, apresento-vos agora um estudo clínico que compara os níveis de dependência de várias drogas, entre as quais a nicotina. Vejam aqui
CONCLUSÃO:
O tabaco mata! e quando não mata mói!
Que nome se dá a um Estado e a uma Sociedade que defendem tudo quanto são direitos dos indivíduos e simultaneamente fabricam um produto para consumo humano, com o aviso "ISTO MATA"?
Seria mais honesto matarem-me com um tiro no peito!
"Este livro tem uma ambição prosaica: tenta resumir a história do cigarro com base nos conflitos entre a ciência e a indústria, entre o prazer e o risco. Parte de fatos recentíssimos (a revelação de milhares de documentos secretos dos fabricantes de cigarros nos EUA a partir dos anos 90, documentos estes praticamente desconhecidos no Brasil), passeia pelos 40 anos de mentira da indústria, retrata como nosso país entrou nessa briga, mostra que o antitabagismo tem 500 anos e discute qual o futuro da droga que, ao lado da cafeína, é a mais popular da história - ela seduz um quinto do planeta e tem vendas de US$ 300 bilhões por ano. "
segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
Tabaco - A Maior Hipocrisia I
Começo este post por assumir que sou fumadora. Um vício que dispensaria de bom grado (e não me venham falar de força de vontade!...)
Mas este post não é sobre mim, é sobre o tabaco.
É uma droga, todos sabemos; cria elevada dependência física e psicológica, também sabemos; provoca todo o tipo de doenças e em muitos casos leva à morte, são dados adquiridos.
Então que raio de sociedade é a nossa que continua a vender livremente um produto para consumo humano, em cujos rótulos se lê : MATA!
O que é que o estado faz em relação ao tabaco?
1 - Arrecada 80% do seu valor através do imposto do tabaco!
2 - Proíbe a publicidade ao tabaco
3 - Investe em campanhas anti-tabagismo
4 - Insere nos maços de tabaco fases como: FUMAR MATA e outras igualmente assustadoras
5 - Proíbe a venda a menores de 16 anos
6 - Cria legislação no sentido de defender os não fumadores
Meus amigos, não estamos a falar da venda de um kit-suicido que só compra quem se quer mesmo suicidar e por isso lá está o aviso: MATA!, não, estamos a falar de um produto que causa dependência a partir do primeiro cigarro e que vai matando lentamente depois de o incauto já estar preso nas malhas da nicotina!
Vejam este artigo baseado numa notícia do "El País" onde se pode ler : "Os cigarros são uma obra de engenharia para aumentar a dependência".
Não basta ser prejudicial, não basta ser uma das principais causas de morte, não, ainda é preciso estratagemas para aumentar a dependência e escravizar o fumador! E ninguém se manifesta? Ninguém diz nada? Esta coisa dos brandos costumes começa a mexer-me com os nervos!...
Para quem não sabe, eis como actua a nicotina.
Mas dirão alguns: - Ok, é mau mas o estado lá vai arrecadando uns trocos à conta deste negócio!
Será que o estado de facto ganha alguma coisa? Então e o que o estado perde:
1 - A montante : nas campanhas de prevenção
2 - A jusante: em tratamentos hospitalares, medicamentos, subsídios de incapacidade para o trabalho, absentismo laboral...
Já alguém fez estas contas? Será que alguém as quer fazer?...
(e de acordo com este artigo parece que não sou a única a pensar assim...)
E dizem outros: - mas não se pode acabar com o tabaco assim de repente, são inúmeros postos de trabalho em causa!
E digo eu: - ai sim? só o facto de produzirem um produto que MATA deveria ser suficiente para começarem à procura de emprego noutro lado!
Mas então o que é que se produziria no lugar do tabaco? - Não faço a mínima ideia mas aceitam-se sugestões. Sejam criativos!
E para terminar, "la piece de resistance". Vejam este folheto extraído de um maço de Marlboro.
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
BookCrossing
1- Decidimos qual o livro que queremos libertar
2 - Vamos ao site e registamo-nos
3 - Registamos o livro e damos-lhe uma pontuação (também podemos incluir um comentário ou resumo do livro)
4 - Imprimimos as etiquetas que o site disponibiliza
5 - Colamos as etiquetas no livro
6 - No espaço em branco da etiqueta escrevemos o numero que o site atribuiu ao nosso livro
7 - Deixamos o livro num espaço publico (jardim, café, biblioteca...)
8 - Voltamos ao site para informar o local onde o deixámos
9 - A partir daqui, com o número que lhe foi atribuido, podemos seguir-lhe o rasto
No site temos a possibilidade de pedir que nos enviem alertas para os livros libertados na nossa cidade e se nos interessar podemos ir lá resgatá-los.
Links uteis:
BookCrossing Portugal
Blog para bookcrossers
Como passei a receber por mail as novidades do BookCrossing, deixo aqui uma noticia que se refere a Portugal:
BOOKCROSSING NEWS
"Strawberries With Sugar -- BookCrossing Portuguese Style
Take a look at the number of Portuguese BookCrossers who have joined recently. The dramatic rise may be due in part to some recent television publicity we received, courtsey of Morangos com Açucar (Strawberries With Sugar). We're told that the Portuguese teen soap opera decided to show some of its cast finding a BookCrossing book and discovering the joy of BookCrossing. Viewers liked what they saw — there's been a 20-fold rise in membership in the days immediately following the broadcast. The episode aired on November 30 and BookCrossing even got a mention in the plot write up online for that day! Welcome to all our new members, whether they like their strawberries with sugar or plain!"
terça-feira, 8 de janeiro de 2008
Grãos de Areia...
...é o que nós somos!
Basta ver estas FOTOS DO HUBBLE, que foram eleitas as 10 melhores.
Prestem atenção às descrições de cada foto.
Por exemplo a primeira, refere-se à Galáxia "Sombrero" que se encontra a 28 milhões de anos luz da Terra. Esta Galáxia tem "apenas" 800 biliões de sóis. Já imaginaram?...
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
Como Consertar o Mundo
foto residente no site: cienciahoje.ptCerto dia, seu filho de sete anos invadiu o seu “santuário” decidido a ajudá-lo a trabalhar. O cientista, nervoso pela interrupção, tentou que o filho fosse brincar em outro local.
- Meu filho, aqui não existe nada para você fazer. Vá procurar seus amigos para brincar de qualquer coisa!
Vendo que seria impossível demovê-lo da idéia, o pai começou a folhear uma revista que encontrou por perto, procurando algo que pudesse ser oferecido ao filho como objeto de sua atenção, por um período que fosse o mais longo possível. De repente, deparou com o mapa do mundo e achou o que procurava.
Com o auxílio de uma tesoura, recortou o mundo em vários pedaços e, junto com um rolo de fita adesiva transparente, entregou ao filho dizendo: - Aqui está o mundo todo quebrado. Veja se consegue consertar bem direitinho e me entregue somente quando estiver pronto. Faça tudo sozinho.
Na realidade, ele acreditava que a criança levaria algum tempo tentando e desistiria, por certo, indo procurar um brinquedo mais atraente em outro lugar.
Passadas algumas horas, duas ou três no máximo, ouviu a voz do filho que o chamava calmamente:
- Pai!... Pai!...
Levantou os olhos e disse:
- Filho, você deveria estar tentando consertar o mundo!
- Mas eu fiz tudo. Já consegui terminar tudinho! – respondeu o menino.
A princípio o pai não deu crédito às palavras do filho; seria humanamente impossível, na sua idade, ter conseguido recompor um mapa que, seguramente, jamais havia visto inteiro com detalhes.
Já lhe disse para fazer o seu trabalho e me deixar trabalhar sossegado, não disse? – respondeu um tanto irritado.
- Relutante, o cientista levantou os olhos de suas anotações, certo de que iria ver um trabalho “digno de uma criança de sete anos”. Para sua surpresa, o mapa estava completo. Todos os pedaços haviam sido colados nos seus devidos lugares.
- Eu já lhe disse que era para fazer o trabalho sozinho. Ninguém deveria lhe ajudar a consertar o mundo! – falou já zangado pela interrupção.
- Mas pai, eu fiz sozinho... – tentava se fazer ouvir a criança.
- Não minta, que é pior!
- Não estou mentindo, meu pai! Não estou mentindo!
- Como seria possível...? Como você seria capaz? Você não sabia como era o mundo, você não poderia consertar o mundo! – respondeu irritado.
Pai, está certo! Vou lhe contar como foi: eu não sabia como era o mundo, mas, quando você tirou o papel da revista para recortar, eu vi que, do outro lado, havia a figura de um homem. Quando você me deu o mundo quebrado para consertar, eu tentei, mas não consegui. Virei os recortes e comecei a consertar o homem que eu sabia como era; quando consegui consertar o homem, virei a folha e vi que havia consertado o mundo."
Autor desconhecido
sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
Venha o que vier...
quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
Ano Novo
(Porque sim, somos nós que o construimos. Somos nós que escolhemos cada reacção aos eventos de que somos personagem ou figurante.)
Nesse primeiro dia, é como se nos fosse dada a oportunidade de redireccionar caminhos e escolhas. Á nossa frente temos várias páginas em branco, de um calendário que aguarda as nossas indeléveis pegadas. Somos como uma criança, perante blocos de plasticina de várias cores, suspensa ante a responsabilidade do acto criativo.
E ainda assim, o tempo não parou. Tudo em redor se move numa incessante continuidade do que já conhecemos. Mas há uma espécie de silêncio - branco, cristalino - que se assemelha a um doce intervalo do tempo.
Que faremos nós deste Ano Novo? Seremos capazes de clarear os nossos dias? Seremos capazes de investir na nossa luminosidade interior e de a pulverizar à nossa volta?
É minha convicção que sim. Porque a musica que trago dentro não pode ser só minha.
Feliz 2008 ;)
domingo, 30 de dezembro de 2007
Precessão dos Equinócios - 2012
Falei de ciclos porque acredito que a Vida, o Universo se movem em ciclos, dentro de ciclos, dentro de ciclos e há concretamente um desses ciclos, com uma duração de cerca de 26.000 anos que está prestes a terminar e é sobre ele que pretendo falar neste post.
Muitos acreditam que o terminus deste ciclo de 26.000 anos acontecerá em 2012, apesar de nem todos estarem atentos a isso, há várias correntes que defendem que 2012 será um ano decisivo, para o bem ou para o mal, nos destinos do mundo. Muitos são os temas associados a 2012 mas o mais conhecido é o Calendário Maia que termina precisamente nesse ano. Em associação, fala-se também da Precessão dos Equinócios, que segundo alguns, atingirá um ponto culminante em 2012. Chamam-lhe alinhamento cósmico.
A propósito de tudo isto, deixo aqui uma entrevista com John Major Jenkins, um investigador desde há vários anos, do Calendário Maia.
Alf, se estiver por aí, diga de sua justiça. Era sobre isto que falava quando mencionei a Precessão dos Equinócios.
Author and Researcher John Major Jenkins joins us to discuss Mayan Cosmology, The Galactic Alignment, 2012 & The Mayan Calendar. Topics Discussed: How John’s Interest in the Mayan Calendar began, Mexico Mystique, Frank Waters, Hopi Documentary The Fifth Gate, Precession, the 26 000 Year Cycle (The Great Year), Hamlets Mill, Terrence McKenna (Invisible Landscape), the Milky Way & the Dark Rifts, Xibalba, The Mayan Ball Game, Chichen Itza (Kukulca), Tzab, Pleiades, The Significance of Sacrifice & Our World Today, Prophecy, 2012, The End of Time, Technology, and much more. Don’t miss out excellent Subscriber Interview with John Major Jenkins on Izapa, The Mayan Calendar and Pyramid of Fire. OUVIR ENTREVISTA
quinta-feira, 27 de dezembro de 2007
Sobreviver à Ciência

"Pode-se estabelecer um paralelo entre o século XVI e a nossa época do limiar do século XXI. O século XVI e o século XX assistiram a transformações, guerras e tumultos, e neles se jogou, além do destino da Europa, uma certa ideia do homem. Em ambos, houve uma procura de novas convicções, no primeiro, a transição da Idade Média para o Renascimento e, no segundo, a transição da idade da indústria para a civilização do imaterial, do virtual. De uma época para a outra, passou-se de um mundo onde a imagem de Deus era omnipresente para outro em que desapareceu a própria ideia de Deus; de uma crença numa vida para além da morte, para uma ausência de recurso para as injustiças ou os sofrimentos da vida, que a fé na ciência tenta em vão substituir. Esta religião da ciência e do progresso, que surgiu com a revolução industrial, desenvolveu-se principalmente a partir da Segunda Guerra Mundial. A partir desta altura houve uma mudança considerável do estatuto do cientista. Até então os sábios (como eram chamados) viviam numa espécie de torre de marfim, trabalhando em pesquisas «puras», cujas aplicações não lhes diziam respeito. [...] Estamos no fim de uma época, mas não no fim da história. A ciência aumentou sem dúvida o bem-estar pelo menos de uma parte da humanidade, mas ao mesmo tempo cava-se um fosso cada vez maior entre países ricos e países pobres e entre populações dentro de um mesmo país. É preciso criar um mundo novo, um mundo em que a procura do bem-estar social (isto é, para toda a sociedade) se sobreponha à ideologia do progresso custe-o-que-custar e às miragens por ela fabricadas. Sobreviver à ciência é voltar a um humanismo guiado pelo princípio de precaução, que nos permita afrontar o novo século XXI como se este fosse um novo Renascimento."
quarta-feira, 26 de dezembro de 2007
Saúde Integral IV

4 – Há no entanto algo que podemos fazer, que já aqui foi referido, e muito bem, nos comentários ao primeiro post. Falo da auto-responsabilização pela nossa saúde. Neste sentido parece-me que assumirmos total responsabilidade pela nossa consciência seria um bom começo. Já ouviram falar no sistema do “Corpo-Espelho”?
Este sistema foi criado por Sir Martin Brofman. Segundo a sua teoria, baseada essencialmente nas filosofias orientais, qualquer sintoma de uma doença começa na nossa consciência vindo posteriormente a manifestar-se no corpo físico. Ou seja, Sir Martin defende que toda a doença é o reflexo de um mau uso da nossa consciência e que para invertermos a situação deveríamos começar por analisar a forma como pensamos, agimos, julgamos e nos relacionamos connosco próprios, com os outros e com o mundo. Feito isto, e detectada a “falha”, bastaria corrigi-la alterando padrões negativos de pensamento, julgamento e comportamento. Que tal vos parece isto quanto a responsabilização?
Podem ver AQUI mais informação a respeito de Sir Martin Brofman e do seu próprio processo de cura de uma doença supostamente terminal.
5 – Como aqui falei também na saúde espiritual, parte indissociável de uma saúde integral, não poderia terminar sem voltar a ela. É de referir a este respeito a Ajuda Espiritual nos Hospitais, componente que considero bastante importante no apoio ao doente.
6 – De volta ao principio: somos muito mais que um conjunto de órgãos articulados entre si e há muitas terapias, umas mais recentes outras milenares, a merecerem uma investigação cuidada em lugar do cepticismo autista que pura e simplesmente se recusa a olhar noutras direcções, como se a vida fosse uma rua estreita de sentido único e obrigatório.











