quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Balanço 2011 e projectos para 2012


Revendo os projectos para 2011 tenho de reconhecer que fiquei aquém: - não deixei de fumar (apesar das tentativas), não perdi peso (apesar da dieta) e não fui para a Universidade (por falta de fundos!)

Mas fiz algumas outras coisas: - passei as férias de Verão numa comunidade bastante alternativa no Alentejo, onde aprendi imenso e conheci pessoas fantásticas de várias partes do mundo.

Em Setembro iniciei o curso de Astrologia Psicológica e Transpessoal e o curso de Psicologia Junguiana e neste final de ano iniciei uma nova actividade pessoal: dar consultas de Astrologia e Desenvolvimento Pessoal usando para isso todas as ferramentas que tenho vindo a reunir nos últimos anos.


Para 2012 espero impulsionar e dinamizar as consultas, terminar os cursos e talvez fazer um retiro de meditação. Os objectivos não atingidos em 2011 mantêm-se para 2012 porque "enquanto há vida há esperança"  :-)

Também estou expectante quanto ao que 2012 nos vai trazer colectivamente já que em 21 de Dezembro vamos assistir ao final de um ciclo de 26.000 anos (Precessão dos Equinócios) e de um ciclo mais pequeno de cerca de 5.000 anos que faz parte do anterior e, que tem sido, ao longo da história, um ciclo decisivo para o futuro das sociedades. Vamos lá ver o que acontece com a nossa, nestes finais de ciclo e respectivos reinícios.

Em 21 de Dezembro de 2012 vamos estar alinhados com o equador da Via Láctea pela primeira vez em 26.000 anos. Ninguém sabe ao certo o que devemos esperar. Há quem fale em 3 dias de escuridão mas para já são meras especulações. 

Em todo o caso 2012 vai marcar o fim e o início de algo maior que nós.

domingo, 13 de novembro de 2011

Liberdade Vs Responsabilidade



O 25 de Abril deveria ter sido a porta de entrada para a Liberdade. A verdadeira Liberdade que, pressupõe sempre responsabilidade. Mas não. O 25 de Abril foi antes a porta para o abuso da liberdade, para a extravagância, para o desnorte. É natural que fosse assim porque um povo que nunca foi livre não sabe viver em liberdade. Um povo oprimido quando vê a primeira fresta aberta esgueira-se a alta velocidade sem parar para pensar em preparar-se para a liberdade.

Deviam ter ensinado nas escolas, durante os primeiros anos do pós 25 de Abril, o que significa ser livre e o que é que isso implica em termos de cidadania, em termos de respeito pelos outros e pelo país. Isso não foi feito e o resultado está à vista. A malta não soube ser livre. A malta abusou dessa liberdade e quis enriquecer a qualquer custo ou pelo menos aparentar riqueza. A malta esbanjou recursos (privados e colectivos), a malta invadiu as cidades em busca da riqueza e foi muitas vezes parar aos bairros de lata. A malta não cresceu, não aprendeu, não se desenvolveu como povo e como indivíduos. 

Não ficámos mais ricos (excepto alguns espertos), nem mais sábios, nem mais patriotas, nem mais desenvolvidos. Tornámo-nos um bando de "patos-bravos" a viver de expedientes e de espertezas e a por o dinheiro sempre em primeiro lugar. 

Tornámo-nos um povo sem alma, sem carácter. É o salve-se quem puder porque "o mundo é dos espertos". A inteligência, a cultura, a sabedoria não interessam. Interessa é ter uma vivenda e um bom carro e férias no Algarve todos os anos por mais estúpido que se seja. 

Importámos os hamburgueres, as pizzas e as modas acessíveis a todos, importámos as telenovelas e os auto-estradas, os yuppis  e outras fantochadas mas não sabemos ser livres nem o que isso significa.

Somos pouco criativos, vivemos mais de imitações do que de originais e valorizamos sobretudo o que vem de fora porque temos vergonha do que é nosso. Por essas e outras razões não investimos em nós como indivíduos nem no país que desprezamos e que deixamos à deriva nas mãos dos governantes, dos quais sistematicamente nos queixamos.

Não soubemos usar a liberdade para construir um país de que os nossos filhos se pudessem orgulhar. Somos o país do "vai-se andando". Sem a ambição de participarmos das forças colectivas que bem ou mal movem o país. Caímos no individualismo amorfo e improdutivo.

Não admira que aqueles que se sentem excepção à regra saiam do país em busca de fontes de reconhecimento e de enriquecimento pessoal. E não admira também que aqueles que não podem fazê-lo se sintam totalmente desancorados, desmotivados e deprimidos neste país de lamurias, queixumes e azedumes. 

Liberdade implica responsabilidade activa e participativa de todos e em todas as frentes. Esta é a revolução do 25 de Abril que ficou por fazer: a revolução das mentalidades. 
           

sábado, 10 de setembro de 2011

Tamera Summer University

Tamera is a place where hope in a new world and in a brigther future grows and takes shape. Tamera is building a new sustainability model. 
Peace investigation and technology applied to the basic human needs such as agriculture or energy make part of this community's commitment towards a new way of living.
During this year's Summer University a lot has been said about these issues and I have had the privilege of being there to experience all of that. So I post here one of this year's speeches, by Talita, a brazilian girl of only 18.


Trough my staiyng in Tamera I met a lot of people from all over the world and I would like to address some of them right now wherever they are.

Rita and Yan it was very nice meeting you both. I hope you have enjoyed the trip to Tamera in my old car :-)
Philip, I was absolutely amazed by your permaculture project and I wish you all the success you can get in your home country, Kenya.
João, thank you so much for the words of inspiration and for the beautiful conversations we had. Whenever you come to Lisbon give me a call.
Bata, getting to know the Barefoot College from India was amazing. I hope you can continue with the good work helping hundreds of people as you have been doing so far. 
Jorge, thank you so much for pulling my car out of that hole :-) without your help I couldn't make it!
Majed, I can only wish that peace in Gaza and Palestine can be a reality soon enough, so that you can raise your child without war and fear.
Yasser,  it was very nice to meet you. You are a lovely person with the heart where it should be. You know exactly where you want to go and you are right. Don't mind of what others may think about you. 
I hope that the crisis in Egypt can soon be over and peace restored in Cairo and wish that your people can achieve a new democratic system with the elections soon to take place.

Thank you all for the days we have shared in Tamera and please be happy as much as possible. I am glad I met you all.

sábado, 9 de julho de 2011

Leis

imagem residente em ivooliveira.blogspot.com



Gritar!
Quero gritar que estou aqui, que sou alguém
Que a vida me convém


Mas não como ela é
Não como fio de esperança que mal se vê


E a vontade de Ser e de abrir a alma ao mundo para o mostrar,
sufoca-se-me na garganta quando tento gritar:


- Quero da vida o mel, o perfume, o sabor...
Da vida eu quero o calor e não o frio que atormenta 
Não quero a guerra sangrenta e a agressividade atróz
que existe e aumenta em cada um de nós


- Quero levantar a mão e dizer NÃO sempre que não quiser dizer SIM
Olhar para o alto e ver o céu verde se assim o sentir
e poder dizê-lo sem mentir porque essa é a minha verdade!


A verdade do mundo é imposta é fabricada
Não é a minha nem é a tua
Não tenho culpa que o sol a mim me pareça a lua 
e se gostaria que as rectas fossem curvas porque terei que as fazer rectas?
Porque essa é a lei da vida?


Quero gritar contra essas leis
Quero viver a vida como eu quero e sei!




escrito em 1991

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Inicio



Primeiro era o vazio, o nada.
Apenas uma bola enorme de fumo.
Era o tempo de esperança, do devir.


Das brumas, entre veios de nuvens, surgiu um raio de luz... 
Subindo no ar compacto, reflexos arroxeados projectando-se no infinito, formaram, em várias tonalidades, figuras estranhas.
Figuras moldadas na consistência ainda nublosa dos tempos.
Daquelas formas disformes e ténues, algo se começou a desenhar...


...reconheci-te!


Envolto em luz e véus de vapor, reconheci-te!
Do nada surgiu a forma suave de um corpo sem destino traçado, sem mancha de vício ou capricho.


Depois o tempo cresceu, transformou-se ...


...voltei a encontrar-te!


Num tempo distante do início dos tempos, marcado pelo ritmo acelerado da vida, das mudanças, encontrei-te! Eras tu! O mesmo que reconheci no dia primeiro.
Que bom ter-te encontrado!
Cansada  dos séculos de ansiosa espera, poderia enfim descansar entre os teus braços!


escrito em 1991   

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Mudança de Paradigma




Estamos no limiar de um Novo Paradigma, mas até lá, até à viragem absoluta, ainda vai doer um bocadinho. Segurem-se pois, ao assento da montanha russa e deixem-se ir, aproveitem a viagem, sabendo que por mais curvas, descidas abruptas e loopings que tenhamos pela frente, um dia o turbilhão irá dar lugar a algo novo e muito mais tranquilo.

No livro "O Tao da Física"  de Fritjof Capra, podemos ler no prefácio à segunda edição:

"Quando descobri o paralelo entre a visão do mundo dos físicos e dos místicos, sugerida anteriormente mas nunca profundamente explorada, tive a nítida sensação de que estava meramente a aclarar o que era óbvio e seria dado adquirido no futuro; por vezes, durante a escrita de "O Tao da Física", cheguei a sentir que estava a fazê-lo através de mim, mais do que por mim."

O Tao da Física foi um livro marcante na época (1974) e continuou a agitar algumas águas desde então.

Mais recentemente um físico que se tornou bastante conhecido depois da sua intervenção no documentário "What The Bleep do We Know!?", de seu nome, Amit Goswami, refere-se à leitura deste livro como um ponto importante na viragem da sua carreira.

Amit Goswami é indiano e por isso "bebeu" todo um manancial de conceitos místicos durante a sua infância e adolescência, mas os imperativos da carreira como físico levaram-no a afastar-se desses ensinamentos e a entregar-se por completo ao materialismo cientifico.

Até que, os seus próprios processos pessoais o levam a uma nova abordagem da própria ciência: "Foi muito útil neste particular um livro do filósofo Thomas Kuhn, que estabelece uma distinção entre pesquisa de paradigma e revoluções científicas, que mudam paradigmas; era tempo de chegar à fronteira da física e pensar em uma mudança de paradigma."

Para quem não conhece, deixo AQUI um site sobre este físico e escritor que tem vindo a abalar o mundo da física quântica, fazendo pontes com a espiritualidade.

Para mais informação deixo também uma ENTREVISTA com Amit Goswami.

Bem vindos a um pequeno vislumbre do futuro!

quarta-feira, 15 de junho de 2011

O Céu existe mesmo!

 

Lua de Papel publica livro mais vendido nos EUA

 Notícia do Destak:

O best-seller «Heaven is for Real» («O Céu existe Mesmo», em tradução), de Todd Burpo e Lynn Vincent, que dá a conhecer a história real do menino americano que esteve no Céu, e foi alvo de uma ampla cobertura mediática nos EUA, será publicado este mês em Portugal pela Lua de Papel.

Com 2,5 milhões de exemplares vendidos em pouco mais de 6 meses, o livro é best-seller n.º1 na Amazon, Barnes and Noble e New York Times. «Heaven is for Real» é o livro mais vendido de 2011 nos EUA e os direitos de tradução já foram vendidos para 27 países.

Noticiado por canais televisivos como a CNN ou a FoxNews, ou jornais como o New York Times, «O Céu Existe Mesmo» é uma história real que está a comover milhões de leitores na América.

O livro narra a história de Colton Burpo, o menino que, aos 4 anos, depois de ter sido submetido a uma cirurgia no decurso da qual esteve entre a vida e a morte, começou a falar com os pais sobre os anjos que o tinham visitado durante a operação à apendicite aguda, dos seus encontros com Deus e com Jesus, das visões que teve durante a cirurgia, da mãe e do pai a rezarem enquanto ele era operado.

Nos anos seguintes, nas alturas mais inesperadas, a criança recordaria a sua breve passagem pelo céu. Vinham-lhe à memória imagens de factos que não conhecia, nem poderia conhecer: como o bisavô, que tinha morrido há mais de 30 anos, ou a “irmãnzinha mais nova” – um aborto da mãe mantido há anos em segredo pela família.

Todd Burpo, pai mas também homem da Igreja, encarou a situação com enorme cepticismo. Investigou sobre o assunto, e aos poucos teve de se render à evidência: o seu filho tinha de facto visitado o céu, e trazia consigo uma importante mensagem para partilhar.

Assim que os pais de Colton decidiram revelar os relatos da extraordinária visita do filho ao céu, o livro tornou-se de imediato num fenómeno editorial sem precedentes.



Livro já à venda em Portugal

sábado, 4 de junho de 2011

A Árvore da Vida



Um filme sobre Deus, a Criação do Universo, a Vida, o Amor e as nossas escolhas.

Com imagens lindíssimas, é um filme profundo, perturbador e acutilante.

Dois caminhos: 


- O da mãe é o caminho com e para Deus. O caminho da alegria, do amor, da temperança e da fé. No entanto, tudo isso é profundamente abalado aquando de uma perda irreparável. Ainda assim, depois de um luto sofredor a mãe encontra a paz proporcionada pela capacidade de entrega e de rendição.

- O do pai é o caminho do homem mundano. Retrata a separação em relação a Deus, a vontade de se ser um deus na Terra, a ganância, a ambição, a violência. Mas também ele descobre o dom da humildade e desperta finalmente do sono hipnótico que anestesia grande parte da humanidade.

O filho mais velho faz a síntese, dentro de si, de ambos os caminhos.
Em certa medida, segue as pisadas do pai mas as memórias do passado vão transportá-lo de volta às origens e a si próprio.

O filme acaba e ouço na fila da frente: "-Nunca fui tão torturada!"

É assim que muitos vão reagir. Outros vão-se perder em análises a propósito do complexo de édipo e outros ainda vão apenas tecer considerações sobre a construção do filme. E todos têm razão porque o filme dá azo a tudo isso e muito mais. Mas cada um escolhe aquilo a que dá mais valor.

Apesar de toda a controvérsia e de ter sido vaiado em Cannes, o filme recebeu a Palma de Ouro. Essa já ninguém lhe tira.

Termino com duas frases do filme:

"Ama a todos, encanta-te, perdoa"

"O importante é o amor . Se não amares a vida passa num segundo"

sábado, 28 de maio de 2011

Somos todos um!


E tu? De que forma estás a contribuir para o Todo? Ou ainda achas que não és importante, que não tens responsabilidade alguma sobre o que acontece à tua volta?

Ou talvez aches que não importa o que faças isso não terá impacto. 

Gostarias de poder mudar o mundo mas achas que estás aquém de tão árdua tarefa e por isso desistes e viras-te para o caminho mais fácil, o da ignorância e do egocentrismo?

Achas que vieste a este planeta passar férias? Fazer compras? Comer guloseimas?

Ghandi disse muito sabiamente: "Sê a mudança que queres ver no mundo"

Toda a mudança no mundo começa em ti. 

A escolha é tua. Não há julgamento. 

Mas faz essa escolha em consciência e assume-a e ás suas consequências.

E lembra-te que não há ninguém que possa fazer a tua parte. Se assim fosse não estarias cá.

Namasté!

sexta-feira, 27 de maio de 2011

A vida é uma viagem que inclui a travessia do deserto!



Esta não é uma viagem turística. Não serve apenas para apreciar a paisagem e poder dizer-se: - "eu já lá estive". Não, esta é uma viagem em que somos "amassados" como farinha - e assim tem de ser para que um dia possamos tornar-nos no pão que dá vida.

É uma viagem que se faz caminhando mas também sentindo, cheirando, vendo, observando, pensando, examinando, aprendendo, crescendo....

Não é uma viagem exclusiva do corpo que é o nosso "veículo", mas de tudo aquilo de que somos feitos: - físico, emocional, mental e espiritual. Levar na viagem apenas uma parte de nós é fazê-la pela metade, é ignorar os componentes menos visíveis, mas nem por isso menos importantes, do nosso Ser.

É também uma viagem de partilha em que, pelo caminho, vamos tocando e sendo tocados por aqueles com quem nos cruzamos.

Assim vamos tecendo e entrelaçando os fios com que construímos a tapeçaria dos nossos dias. E ela é feita do pulsar constante de vários ritmos diferentes que se tocam e se transformam mutuamente.      

A viagem só faz sentido se a fizermos "inteiros" e leves, levando apenas a bagagem estritamente necessária e libertando-nos consecutivamente de pesos excessivos que podem já ter cumprido a sua função mas que já não nos fazem falta. Fazer tudo como extensões de nós próprios, respeitando-nos a cada passo, a cada escolha, a cada opinião, a cada decisão. Para o fazermos, o mais importante é conhecermo-nos, mergulhando bem fundo no fundo de quem nós somos e ter a capacidade de amar cada pedacinho de nós. Só então podemos partilhar com outros a experiência da nossa própria viagem.

Ao longo dos últimos anos, a minha viagem tem sido uma verdadeira "travessia do deserto", no sentido em que fiquei sózinha comigo mesma. Só eu e o Universo. Ainda assim houve diálogo, houve comunicação e aprendizagem mas de um modo austero, muitas vezes duro e quase sempre difícil. 
Quando não temos por perto outros em quem nos perder, com quem nos comparar, a quem imitar, aí sim, ficamos apenas com quem nos habita  - o nosso "Eu", e essa é a verdadeira "prova do deserto" pois não há qualquer possibilidade de fuga ou evasão. Não há adorno ou adereço que nos afaste de quem nós somos.

Aqui, fui confrontada com o meu lado mais frágil, mais denso, mais negro, mais obscuro mas também com o mais alegre, vivo, vibrante e luminoso. Prova dura esta pois tudo isto faz parte de mim. A grande dificuldade reside sempre na rendição. Na necessidade de aceitar, abraçar e integrar também o lado nocturno e subterrâneo do nosso Ser.

Nesta como em qualquer viagem há momentos. Momentos perfeitos e sublimes e momentos desconfortáveis, angustiantes, de tédio, de cansaço e de desespero. A viagem não é uma pintura bela e estática para sempre emoldurada. É uma obra sempre em movimento e sempre inacabada, feita de múltiplas cores que se mesclam e se conjugam de um modo dinâmico e progressivo.

O que eu descobri porém, neste processo, foi absolutamente mágico!

Descobri que no terreno mais árido e inóspito podem germinar as mais belas flores. Descobri que por mais denso que seja o deserto em que nos encontramos, no fundo de cada um de nós há um fluxo de água pura, viva e cristalina, prontinho para fazer germinar as sementes mais belas.

Mas para chegar a este "oásis" há que percorrer um caminho de pedras, de lama e de tempestades demolidoras.

Também eu quis evitar este caminho e andar apenas sobre pétalas de rosas. Mas essa opção, apesar de muito atraente e sedutora não é a mais rica, nem a que no fim nos trará as melhores recompensas.

Caminhar sobre pedras, paus e espinhos, exige coragem, força, determinação. Exige virarmo-nos do avesso e enfrentar o que lá está. Ás vezes tropeçamos, caímos e bradamos aos céus - "eu não aguento!"  mas é aí que percebemos um valor que todos possuímos mas que nem sempre conhecemos. 

Quando aceitamos fazer o caminho mais duro e mais longo, enfrentamos os nossos medos, limamos arestas e encontramos a nossa força interior. Só ela nos pode resgatar à falta de confiança em nós próprios e num poder Superior. 

É neste caminho que somos devolvidos à nossa "essência". Por isso, fazer a "travessia do deserto" é "ir ao fundo e voltar" e quando se volta já não se é o mesmo. Tudo à nossa volta pode permanecer igual mas nós fomos transformados para sempre.

Sou profundamente apaixonada por esta Viagem que é a vida e abraço com carinho todas as lições que ela me traz.


"pedras no caminho? - guardo todas, um dia vou construir um castelo" 

sábado, 30 de abril de 2011

Breathe





Midge Ure Breathe Lyrics:
(Breathe)
With every waking breath I breathe
I see what life has dealt to me
With every sadness I deny
I feel a chance inside me die

Give me a taste of something new
To touch to hold to pull me through
Send me a guiding light that shines
Across this darkened life of mine

Breathe some soul in me
Breathe your gift of love to me
Breathe life to lay ¹fore me
Breathe to make me breathe

For every man who built a home
A paper promise for his own
He fights against an open flow
Of lies and failures, we all know

To those who have and who have not
How can you live with what you¹ve got?
Give me a touch of something sure
I could be happy evermore

Breathe some soul in me
Breathe your gift of love to me
Breathe life to lay ¹fore me
To see to make me breathe

Breathe your honesty
Breathe your innocence to me
Breathe your word and set me free
Breathe to make me breathe

This life prepares the strangest things
The dreams we dream of what life brings
The highest highs can turn around
To sow love¹s seeds on stony ground

Breathe
Breathe

Breathe some soul in me
Breathe your gift of love to me
Breathe life to lay ¹fore me
To see to make me breathe

Breathe your honesty
Breathe your innocence to me
Breathe your word and set me free
Breathe to make me breathe

(Breathe)


sexta-feira, 29 de abril de 2011

Conhece-te a ti mesmo!



No seguimento do post anterior, vou aprofundar aqui um pouco mais, a ideia que lhe está subjacente: "Conhece-te e ti mesmo!" um aforismo cuja origem se perde no tempo, e que esteve na base da filosofia de Sócrates (o verdadeiro porque hoje em dia há imitações de tudo). 

Na Grécia antiga, nas escolas de mistérios, os estudantes eram incentivados a praticar,antes de mais nada, este preceito moral: conhecer-se a si próprio. Esse era o principio de tudo. Infelizmente, depois da queda do império romano  e de, no seguimento disso, a sabedoria antiga ter transitado para o Oriente, pérolas preciosas de ensinamento como esta simplesmente desapareceram da cultura ocidental. 

Na sociedade actual valoriza-se sobretudo a riqueza e a quantidade e qualidade dos bens que se possui, mas não O QUE SE É.

Deste modo, muitos nascem e morrem sem nunca saber quem foram ou o que vieram cá fazer.É triste!

Nas nossas escolas e nas nossas famílias não se ensina os mais novos a DESCOBRIREM-SE e a SEREM QUEM VIERAM PARA SER nesta vida. Em vez disso dá-se-lhes formulas já feitas, um leque curto de opções todas previamente formatadas e esquematizadas para encaixar no modelo social vigente. 

Este é um processo subtil, ao ponto de que, a criança ou adolescente nem se apercebe dele. A páginas tantas dá por si preso a um emprego de que não gosta, a um casamento que o faz sentir-se castrado, a filhos que não estava preparado para ter...e, mais ainda, a uma hipoteca da casa para a vida toda que condiciona tudo o resto.

Nessa altura já foi apanhado na "ratoeira" do Fazer e do Ter em detrimento do SER.

Então perguntamos-lhe quem é e responde coisas como:

- Sou engenheiro
- Sou marido/esposa de fulano(a) tal
- Sou dono da casa X
- Sou filho de fulano e fulana,  etc...

Ora, nada disto descreve quem se é, apenas o que se faz ou o que se tem!

Mas poucos se apercebem disto de forma plenamente consciente.

Conheço até muito boa gente que acha incrível que alguns de nós, eu incluída, invistam tanto em livros de auto-ajuda, desenvolvimento pessoal, filosofia etc.., que frequentem retiros espirituais ou que paguem a psicólogos e astrólogos.

Não é apenas um sinal dos tempos ou uma moda como outra qualquer. Não, é muito mais do que isso. É o ser humano a ir em busca de si próprio. E já que os antigos métodos de ensino filosófico se perderam, usam-se agora os que temos disponíveis.

Não pensem os mais iludidos que "Conhecer-se a si mesmo" não dá trabalho, nem inquietações. Pelo contrário, é preciso coragem, determinação, esforço e muitas vezes, atravessar um mar de dificuldades a que alguns chamam "a noite escura da alma".

Tudo isto para quê? Para nos tornarmos os SERES LIVRES que de facto, em essência, somos, para descobrirmos e exercermos a nossa verdade, para assumirmos o nosso PODER PESSOAL e o comando das nossas vidas, para criarmos EQUILÍBRIO mente-corpo-espírito e, em ultima instância para sermos FELIZES pois esse é o nosso direito inato.


Para terminar, deixo aqui uma citação, a mesma que inspirou este post, do empresário Manuel Forjaz, numa entrevista à revista Gingko:

"O normal seria que cada um de nós, tendo uma fonte interna de diversidade quisesse coisas diferentes. Por que os jovens pensam logo em trabalhar, comprar casa e carro? Por que anda tudo à procura do mesmo? Que viajem, façam vindimas, aprendam línguas, sejam inspiradores e revolucionários!"

Um bom conselho, na minha opinião!
   

terça-feira, 19 de abril de 2011

Propósito de vida


Partilho aqui um texto bastante interessante para reflectirmos sobre uma questão que considero bastante importante: - Quantos de nós estamos, de facto, a viver o nosso propósito de vida? Quantos de nós nos conhecemos suficientemente bem para saber que propósito é esse? Não andaremos apenas a viver a vida que vemos os outros viver? Agindo mais por imitação, por desejo de aceitação e de pertença do que por convicção própria e fidelidade a quem se é de verdade?

Convido-vos a lerem o texto AQUI e a pensarem no assunto (se quiserem) :-)

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Criacionismo



Tenho imensa pena de desapontar os evolucionistas que ainda hoje acreditam (entre outras coisas) que descendemos do macaco, mas também, que o Universo como o conhecemos resulta de um processo evolutivo. Estes moços simplesmente não querem acreditar que o Universo se originou de um momento de Criação.

Assim, deixo aqui alguns excertos do livro "A Face de Deus", da editora Guerra e Paz, actualmente nas livrarias. Curiosamente é um livro escrito por físicos, com prefácio e pósfácios escritos por alguns vencedores do Prémio Nobel da física e que fala sobre astrofísica e as suas mais recentes descobertas.

"O leitor acaba assim de ver o que está em jogo. A ligação estreita entre a criação do Universo e, invisível por detrás dela, o seu hipotético criador. Em nome de quê? Do principio muito antigo de causa e efeito: uma sorte para os espiritualistas e um quebra-cabeças para os ateus. Dito de forma mais simples, não há efeito sem causa.É, portanto, nesse âmbito - naquilo que Jean Guitton nos ensinou a compreender como "a causa na origem das causas" - que vamos procurar a misteriosa "face de Deus" de que fala George Smoot.
Porém, aonde nos levará isso? A qualquer coisa de totalmente desconhecido. A uma causa primordial que, segundo o prémio Nobel Arno Penzias, não se situa no nosso Universo: "O que descobrimos era uma radiação para a qual não existe nenhuma fonte conhecida no Universo".
Eis-nos perante a questão derradeira: se esta "fonte desconhecida" de onde emerge a radiação fóssil (e com ela todo o Universo) não existe aqui e agora, aonde ir buscá-la? Naturalmente, antes do Big Bang. Quando a energia e a matéria ainda não existem. É talvez nesse espírito que Penzias explicita, a propósito do nascimento de tudo aquilo que existe: "É uma criação a partir do nada. O aparecimento, a partir do nada, do nosso Universo" 



"Segundo cremos, o Universo antes do Big Bang não assenta na energia mas somente na informação. Dêmos mais um passo e imaginemos, para usar uma metáfora cómoda, que todas as leis da Física estão gravadas numa espécie de "DVD cómico": que se passaria se o nosso disco não fosse colocado no leitor? Nada. O Universo tal como o conhecemos não existiria: a informação contida no disco ficaria então no tempo imaginário (exactamente como um filme permanece "fora do tempo" enquanto não é descodificado por um leitor de DVD). Porém, assim que o nosso "disco cósmico" começou a ser lido, a informação que contém, isto é, o conjunto das leis físicas que governam o Universo, entraria no mundo da energia e do tempo real: a velocidade ver-se-ia submetida, dentro do tempo, à acção das grandes lei e das constantes físicas. A constante da velocidade da luz, por exemplo, aquela que faz com que um raio de luz viaje à velocidade de 299 792 458 m por segundo. A origem dessa constante, o facto de se encontrar fixada nesse valor e não noutro, parece-nos verdadeiramente exterior ao mundo: como todas as outras, esta lei parece ter uma existência independente do Universo; sentimos confusamente que estas grandes lei vêm de outro sítio.



"Em "Deus e a Ciência", escrevemos com Jean Guitton que é possivel "apreender o Universo como uma mensagem expressa num código secreto, uma espécie de hieróglifo cósmico que começamos apenas a decifrar". Esta "mensagem secreta" parece inscrita na própria trama do Universo primordial, nesse tempo muito recuado onde o futuro de tudo o que é parece já encriptado na primeira luz. Isto quer dizer que a origem profunda da trama cosmológica poderia situar-se noutro lado, verosimilmente, que não no mundo físico. O Universo repousa efectivamente nas leis físicas, mas a origem destas leis parece situar-se "fora" da nossa realidade, estranhamente anterior ao próprio Big Bang. (...) Paul Davies (físico americano) não hesitará em escrever: "Pertenço àqueles investigadores que não subscrevem nenhuma religião convencional, mas que se recusam a acreditar que o Universo é um acidente fortuito. O Universo físico encontra-se disposto com tanto engenho, que não posso aceitar esta criação como um facto bruto. Deve existir, a meu ver, um nível de explicação mais profundo. Que se queira chamar-lhe "Deus" é uma questão de gosto e de definição".


sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Balanço 2010 e Projectos 2011



2010 foi o ano em que me desfiz de toda a tralha que tinha acumulada em casa. Dei muita coisa e o que não tinha aproveitamento foi para o lixo. Limpei e arrumei os espaços e renovei a decoração.
Foi também o ano em que fiz um curso de Life Coaching, um curso de Meditação Budista e em que iniciei o curso que ainda frequento de Filosofia Prática.
Neste mesmo ano iniciei a minha actividade como voluntária da Associação Coração Amarelo de Oeiras.
Também fiz o Workshop de apresentação de "Um Curso em Milagres", que por sinal adorei, comprei o livro e estou a lê-lo com muita atenção e a sublinhar tudo o que me parece essencial.

Para trás ficou o projecto de escrever um livro (projecto adiado até um dia, quem sabe...)

No geral não me posso queixar muito do ano de 2010. Claro que estamos em crise, claro que temos de poupar mais, claro que a politica não nos inspira...mas eu pertenço ao grupo dos optimistas.

Para 2011 tenho 3 grandes projectos:
- Entrar na Universidade no Mestrado Integrado de Psicologia Clínica
- Perder peso 
- Deixar de fumar

Vamos lá ver como correm as coisas em 2011. Eu cá apostava que vai correr bem!

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Natal

Sagrada Família, óleo sobre tela de Francisco Bayeu (Zaragoza, 1734 - 1795)

Este ano decidi passar o Natal sozinha. Aparentemente esta decisão não corresponde ao que era esperado de mim pois logo me fazem um discurso de estranheza como se eu fosse uma sem-abrigo, coitadita. 

Ora, não é nada disso. Simplesmente este ano quero usar o Natal como um período para parar, pensar e interiorizar. Algo que me parece muito propício fazer nesta quadra.

Vou cozinhar o tradicional bacalhau, vai haver doces e vinho, musica ambiente, velas e incenso. Mas não vou partilhar isso com ninguém porque me apetece a paz e o sossego de uma noite tranquila, sem stress, sem viagens, e sem engarrafamentos. É na verdade uma forma bastante despretensiosa e espiritual de viver o Natal. 

O Natal é uma celebração cujas origens se perdem no tempo. Hoje em dia o sentido tradicional do Natal já se perdeu no meio de tanta filhós e de tanto papel de embrulho. 

O Natal simboliza o nascimento do Messias, o mensageiro de Deus. Quantos é que ainda se detêm para pensar sobre isto? Quantos se sentem verdadeiramente imbuídos do espírito do Natal? e no entanto, como se foram criando tradições mundanas à volta desta data, tornaram-se escravos dessas tradições. 

Muitos celebram o Natal apenas porque sim. Porque a maioria o faz.  

Quem já me conhece sabe bem que eu não sigo a "carneirada" e que dificilmente faço "fretes", por isso não estranhem que o meu Natal este ano seja diferente.

Que tenhamos todos a coragem de sermos cada vez mais autênticos e verdadeiros connosco próprios e que nunca nos falte a capacidade de questionar e de fazer desvios se for o caso. Nem sempre os caminhos mais percorridos são os que melhor se adequam a nós.

Desejo a todos que este Natal vos traga amor, paz, alegria e muita luz! 

  

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Despertar para 2012

Já li imensos livros e artigos sobre 2012. Vi vários documentários, filmes e entrevistas mas nada me tocou tão fundo como os vídeos que aqui partilho. 

Está na hora. Está na hora de acordarmos para quem nós somos e está na hora de fazermos escolhas. Vamos continuar a agir com base no medo ou no amor? a partir do ego ou da alma? vamos racionalizar ou sentir o que nos diz o coração?

2012 está a aproximar-se a passos largos e vai acontecer quer queiramos ou não, quer acreditemos ou não, quer estejamos preparados ou não.

Façamos, enquanto é tempo, as nossas escolhas. É para isso que estamos a ser chamados: para a responsabilização individual pelo caminho que escolhemos percorrer. Ainda há tempo e ainda há esperança se todos olharmos para dentro e recuperarmos o amor que vive em nós e o compartilharmos com o mundo à nossa volta. 


Vejam os vídeos e sintam nos vossos corações se vos faz ou não sentido. Aceitem apenas o que for validado pelo vosso coração mas não permitam a interferência da mente que nos puxa para o mundo materialista em que vivemos. Já todos sabemos onde isso nos leva. É tempo de mudar.


Video 1




Video 2





Video 3




terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Um Eremita nos Himalaias

Um Eremita nos Himalaias é um livro fascinante de Paul Brunton. Escrito na primeira metade do século XX, é simultâneamente um livro de viagens e um livro de reflexões espirituais.

As deliciosas descrições das magnificas paisagens transportam-nos numa viagem, com o autor como guia, a estas longínquas e gélidas paragens.

Quase que sentimos o frio e as brisas geladas mas somos também recompensados com a visão das majestosas cores do nascer do sol nos picos e glaciares.

Ali, num casebre isolado, temporariamente ocupado pelo escritor, quais testemunhas à distância, ouvimos o som dos pássaros e do vento nas folhas das árvores e partilhamos com ele longos períodos de contemplação da natureza no seu mais puro e inexplorado esplendor.

E é no meio deste inebriante despertar dos sentidos que este livro nos leva ainda mais longe e mais fundo numa outra viagem. A viagem ao nosso interior.

Inspirado pelas mais antigas tradições Orientais, Paul Brunton procura acima de tudo o contacto com o seu Eu Superior e mostra-nos como percorrer esse caminho. Apesar de ser um ocidental e de viver numa época de grande expansão da técnica e da ciência, Paul Brunton decide largar todo o conforto civilizacional e partir em busca de si próprio numa tentativa, diria eu - bem sucedida, de resgatar a sua essência, aquela parte de cada um de nós que jaz adormecida sob as camadas de egocentrismo e materialismo exacerbados, tão comuns ainda nos nossos dias.

Por tudo isto e mais um tanto este livro é extremamente apetecível. Muito bem escrito e de leitura muito fácil.  

Vale a pena ler!  

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Higiene de vida em tempo de crise


A célebre expressão "Menos é mais" nunca fez tanto sentido como nos tempos actuais. Vale a pena reflectir sobre ela e pô-la em prática no nosso dia-a-dia. Se o fizermos a nossa vida fica mais leve, mais fluída, mais rica, mais interessante e menos stressante.

CASA
Esvazie a sua casa de ninharias que não usa e que não lhe servem para nada. Dê, venda, deite no lixo, liberte-se!
Se tiver demasiados móveis desfaça-se de alguns para criar novos espaços de circulação. Uma casa o mais minimalista possível é mais fácil de manter, de arrumar e de limpar e dá-lhe uma sensação de leveza. Além disso, esteticamente é mais agradável à vista do que um caos de objectos por todo o lado.

CORPO
Delicie-se com o banho diário e mime o seu corpo com bons produtos para o banho e bons cremes hidratantes. As marcas Nivea e Dove são das que melhor respeitam a sua pele.
Mexa-se. Se não pode ou não gosta de ir ao ginásio, faça caminhadas ao fim do dia e/ou ao fim-de-semana.
Andar é um exercício fantástico para todo o corpo.
Simplifique o guarda roupa. Doe tudo o que já não usa ou não lhe serve, para instituições de solidariedade e mantenha um bom conjunto de peças conjugáveis com várias outras, para simplificar a escolha dos conjuntos todas as manhãs.
Simplifique a sua alimentação e coma poucas quantidades. Uma alimentação rica em frutas, vegetais e cereais, conjugada ocasionalmente (uma a duas vezes por semana) com carnes e peixes magros e alguns lacticínios é quanto basta. Evite as carnes vermelhas e nada de pratos muito elaborados, exessivamente condimentados ou processados.
Estudos indicam que menos comida é sinónimo de mais saúde e maior longevidade.
Uma vez por ano faça um período de 3 a 7 dias de jejum à base de líquidos e frutas frescas para limpar e desintoxicar o seu organismo.

MENTE
Já diziam os Gregos: "Mente sã em corpo são". Limpe a sua mente de ideias confusas, distorcidas ou negativas. Faça meditação, de preferência 15 a 20 minutos por dia.
Alimente e cultive a sua mente com bons livros. Leia sobre a vida de grandes figuras da história que admira, leia boa poesia, leia a revista GINGKO, leia os seus filósofos de eleição. Invista no seu desenvolvimento pessoal. Pergunte-se de onde veio, para onde vai, o que faz aqui, qual o seu propósito, qual o melhor caminho para si e parta em busca das respostas. Essa é uma busca sem fim que o leva numa viagem fascinante, em direcção ao seu centro, à sua essência e a um profundo auto-conhecimento.

ESPIRITO
A componente espiritual das nossa vidas não deve ser descurada pois é de fundamental importância para uma vida equilibrada e saudável. Não tem que pertencer a uma religião ou a um grupo de culto, basta-lhe dar voz e expressão à sua alma e alimentá-la, fazendo-a crescer dentro de si.
Leia bons livros sobre espiritualidade. Pode começar por ler a trilogia "Conversas com Deus" da editora Sinais de Fogo mas não fique por aí.
Encontre a sua ligação pessoal com o Divino e desenvolva-a. Você é um ser espiritual a viver uma experiência humana e não o contrário.

EMOÇÕES 
Livre-se das emoções tóxicas como o medo, a raiva ou o ódio. Cultive o amor por si próprio (quem não se ama a si mesmo não tem como amar os outros). Cultive e expanda as emoções positivas de amor, gratidão e compaixão. 

RELACIONAMENTOS
Se alguns relacionamentos já não reflectem quem você é, descarte-os. Não tem que ficar prisioneiro de relacionamentos sem futuro, estagnados ou limitativos. Não se esqueça do ditado "Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és". Quanto aos outros, os que ainda lhe são queridos e importantes, invista neles.  Expresse o seu amor por eles sempre que possível e nutra essa relação.
Se vive sozinho invista no relacionamento consigo próprio e seja a sua primeira prioridade. Desfrute da companhia que faz a si mesmo e invista no auto-conhecimento. Enriqueça a sua vida de dentro para fora, nunca o contrário. 

FINANÇAS
Em tempo de crise importa saber poupar. Faça uma conta poupança e todos os meses coloque de parte algum dinheiro do seu salário. Mesmo que seja pouco vale sempre a pena. Não contraia empréstimos desnecessários ou acima das suas possibilidades. Use apenas um cartão de crédito. Evite comer fora de casa e reduza as saídas. Arranje programas de fim-de-semana em casa ou em contacto com a natureza evitando assim os grandes espaços comerciais. Nunca vá às compras quando tem fome. Faça uma lista de compras e siga-a à risca. Não se deixe tentar por saldos e promoções. Compre apenas o que lhe faz falta naquele momento.

FELICIDADE
A verdadeira felicidade vem de dentro. Ela existe dentro de cada um de nós como se fosse uma sementinha enterrada na terra. O segredo é alimentar essa semente e fazê-la crescer e dar frutos. Tudo o que vem de fora dá-nos apenas uma sensação efémera de felicidade. A que vem de dentro é a única felicidade duradoura.
Por isso não acredite que o ultimo modelo daquele telemóvel ou o carro topo de gama, ou o plasma, ou a casa na praia lhe vão trazer felicidade. Isso é uma ilusão criada pela nossa sociedade de consumo. Invista em si não em "coisas".

Não se esqueça "Menos é mais"!

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Revista Gingko


Para quem não conhece, a revista Gingko é uma revista recente em Portugal, que vale a pena conhecer e ler do principio ao fim. Uma revista que se afirma pelo seu carácter optimista, conteúdos actuais e criteriosamente seleccionados e um grafismo irrepreensivel. Todos os meses surge nas bancas um novo número desta revista, repleto de histórias e reportagens inspiradoras. Eu, nunca perco!   

Para mais informações aqui fica o link para o site oficial e claro, a descrição deste "Projecto" para aguçar o apetite aos leitores mais desprevenidos:

"Aqui ficam os nossos compromissos


Ser "a" revista do equilíbrio e da sustentabilidade - pessoal, profissional e ambiental.


Fazer uma guerra mensal contra a multidão publicitária do terror, do pessimismo, do derrotismo. Contar histórias positivas e inspiradoras.


Ter uma enorme disponibilidade para o novo e ser uma revista obcecadamente curiosa. Ter uma curiosidade infatigável. Por tudo.


Sair da redacção. Boas histórias não vêm até nós - e não moram no fim do corredor do escritório.


Construir uma equipa - de jornalistas, fotógrafos, designers, ilustradores e comerciais - que faça uma busca incansável por histórias inéditas, nunca antes contadas.


Ter um design cuidado e preocupação extrema com a fotografia. Se não formos esteticamente estimulantes e funcionalmente eficientes, desapareceremos na multidão.


Buscar incansavelmente o rigor jornalístico. Objectivo: não falhar no teste da confiabilidade. As histórias têm de ser verdadeiras, os especialistas têm de ser mesmo especialistas... Temos consciência de que, hoje, a confiabilidade é um bilhete de entrada para o respeito, antes do início sequer da competição.


Grande cuidado com a escrita. Acreditamos que a escrita serve para se deixar um traço. Escreve-se por pensar que esse traço pode despertar no outro qualquer emoção, qualquer perplexidade, qualquer ensinamento. Queremos que os leitores se sintam abraçados.


Aceitar responsabilidades. A maior de todas: tornar o mundo um lugar melhor para todos, criando auto-estima, equilíbrio, prosperidade e capacidade de fazer escolhas. Qualidade é um parâmetro pelo qual se excede as expectativas. Qualidade diz respeito a padrões. É simples: queremos definir altos padrões e depois excedê-los.


Transformar o controlo de qualidade num objecto de desejo. Para nós, nada nunca está perfeito."



                    Se ficaram curiosos corram até o quiosque mais próximo e comprem já o último número que acaba de sair.