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sábado, 4 de junho de 2011

A Árvore da Vida


Um filme sobre Deus, a Criação do Universo, a Vida, o Amor e as nossas escolhas.

Com imagens lindíssimas, é um filme profundo, perturbador e acutilante.

Dois caminhos: 


- O da mãe é o caminho com e para Deus. O caminho da alegria, do amor, da temperança e da fé. No entanto, tudo isso é profundamente abalado aquando de uma perda irreparável. Ainda assim, depois de um luto sofredor a mãe encontra a paz proporcionada pela capacidade de entrega e de rendição.

- O do pai é o caminho do homem mundano. Retrata a separação em relação a Deus, a vontade de se ser um deus na Terra, a ganância, a ambição, a violência. Mas também ele descobre o dom da humildade e desperta finalmente do sono hipnótico que anestesia grande parte da humanidade.

O filho mais velho faz a síntese, dentro de si, de ambos os caminhos.
Em certa medida, segue as pisadas do pai mas as memórias do passado vão transportá-lo de volta às origens e a si próprio.

O filme acaba e ouço na fila da frente: "-Nunca fui tão torturada!"

É assim que muitos vão reagir. Outros vão-se perder em análises a propósito do complexo de édipo e outros ainda vão apenas tecer considerações sobre a construção do filme. E todos têm razão porque o filme dá azo a tudo isso e muito mais. Mas cada um escolhe aquilo a que dá mais valor.

Apesar de toda a controvérsia e de ter sido vaiado em Cannes, o filme recebeu a Palma de Ouro. Essa já ninguém lhe tira.

Termino com duas frases do filme:

"Ama a todos, encanta-te, perdoa"

"O importante é o amor . Se não amares a vida passa num segundo"

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Avatar


Há já algum tempo que não vou ao cinema mas vi em DVD o “Avatar” de James Cameron. Um filme muito bem conseguido com imagens magnificas e que nos mostra um paralelismo bastante cru com a actual realidade no nosso planeta: a devastação sem piedade do mundo natural em prol de interesses meramente materiais. Tudo começa com o desejo de explorar os recursos naturais do planeta e acaba na guerra atroz contra os que habitam um lugar belíssimo e pacífico, e que vivem em plena comunhão com a mãe natureza. O filme inclui ainda um elemento místico importante a que é dado o nome de “Eywa”, uma energia universal que permeia e conecta todas as coisa, unindo e alimentando os Na’vi, habitantes de Pandora e todos os seres do reino animal, vegetal e mineral que partilham o mesmo equilíbrio ecológico.

Um filme que nos faz reflectir sobre a ganância desmedida e brutal, que origina a destruição da biodiversidade, dos ecossistemas e da profunda ligação à Terra ainda manifestada por alguns povos, que vivem sintonizados com os ritmos naturais.

Será assim tão difícil a Humanidade perceber que somos todos peças da mesma engrenagem e que tudo o que destruímos acaba virando-se contra nós com impacto redobrado? Que todos precisamos de nos conectarmos com a energia de “Eywa” e ouvir a voz da floresta no nosso coração?