sexta-feira, 5 de julho de 2013

Tudo começa com um sonho...


Há muito que venho dizendo, àqueles com quem falo, que há muita coisa a mudar no mundo. Contudo, vejo que o pessimismo e a falta de esperança num futuro melhor, persiste. Por isso, resolvi deixar aqui alguns exemplos, de jovens que tive o privilégio de conhecer pessoalmente, em Tamera em 2011, e que estão, cada um à sua maneira, a mudar o mundo.

Começo com o Majed Abusalama, um jovem repórter de Gaza, Palestina. O Majed já foi ferido com gravidade nos conflitos, mas nunca desistiu de lutar pela paz e pelos valores humanos em que acredita. Tem viajado para vários países, no Médio Oriente e na Europa, no sentido de levar a consciencialização, a grupos e figuras de autoridade nesses países, para com a situação Palestiniana e também, apelando à Paz Mundial. 

Esta é a página de FB do Majed e podem vê-lo, sorridente, na foto abaixo.


Um outro exemplo incrível, é o do Philip Munyasia do Kenya. O Philip, através de uma bolsa de estudo, viajou para os EUA onde fez formação em Agricultura Sustentável. De regresso ao seu país, criou e desenvolveu um projecto onde ensina técnicas de permacultura e agricultura biológica e sustentável, ajudando as populações mais pobres a tornarem-se mais independentes no cultivo dos seus alimentos, e a conservá-los durante as estações secas, de forma a terem alimento durante todo o ano. Ao dinamizar grupos de estudo, o Philip tem também um papel importante ao nível da co-operação entre tribos, habitualmente rivais e também na educação das mulheres, muitas vezes excluídas do ensino tradicional. O Philip faz tudo isto através de donativos de amigos e de pessoas em várias partes do mundo que se sensibilizaram para com o seu projecto, a sua coragem e vontade de ajudar os outros. 

Perguntei-lhe: "Philip, como conseguiste criar este projecto, com que dinheiro?" ao que ele respondeu: "Fui pedindo ajuda aos meus amigos. Um dava 10€, outro dava 20€...só precisava do suficiente para ir fazendo alguma coisa. No inicio éramos só 2 pessoas. Hoje somos 8 e 20 voluntários." 
E assim nasceu o seu projecto, que podem conhecer neste site: OTEPIC


"Eu  quero que a minha terra sirva de modelo para esta região" - Philip Munyasia

Mais um exemplo espantoso é o de uma banda musical brasileira. Os "Poesia Samba Soul". Um grupo de jovens da "Favela da Paz" em São Paulo - que é uma das mais violentas do Brasil - que sendo apaixonados pela musica, descobriram que através dela conseguiam chegar a alguns jovens envolvidos em gangues e no tráfico de drogas. Assim nasceu a ideia de criarem uma escola de música, e mais tarde um estúdio. Hoje, este projecto existe como uma alternativa à violência e às drogas para a maioria desses jovens. Em 10 anos,  transformaram uma das favelas mais perigosas de São Paulo, num bairro exemplar.


Podia ainda falar do Yasser do Egipto  ou da Bata da Índia, mas o post já vai longo e por isso termino com um discurso de Talita Soares, uma jovem brasileira, na altura com 18 anos. O discurso intitula-se "We Need a Revolution" e dá voz ao pensamento de muitos jovens por esse mundo fora, que sonham com um mundo melhor para todos. Vale a pena ouvir.




Espero que estas histórias vos sirvam de inspiração nas vossas vidas. Todos estes projectos começaram por ser apenas um sonho. Por isso, não deixem de sonhar e de acreditar nos vossos sonhos. Todos podemos contribuir para um mundo melhor, se acreditarmos que é possível, se unirmos esforços, se tivermos a coragem de dar o primeiro passo, por mais pequeno que seja.

"Deus quer, o homem sonha, a obra nasce" - Fernando Pessoa

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Where is the love?...


A arte tem sido, ao longo dos tempos, uma das melhores e mais utilizadas formas de comunicação. Porque? porque a sua linguagem é universal.

Músicos, cantores, pintores, actores, poetas e escritores em geral, são mensageiros, muitas vezes de uma mensagem Superior, que nos chega, não deles mas através deles. Artistas de um modo geral, são embaixadores das qualidades humanas universais, presentes em todos nós, e muitas vezes, transmissores de grandes verdades, que nem sempre são entendidas pelo homem comum durante a vida do artista, vindo a ser entendidas apenas pelas gerações seguintes. Deste modo, os artistas também são por vezes motores da evolução humana.

É esse o verdadeiro valor da cultura, tantas vezes desvalorizada, e mesmo menosprezada, pelos governos e até pelo público, que prefere entretenimentos "fast-food" sem o mínimo de qualidade.

Um exemplo disso são as "canções da moda" que ficam no ouvido mas que nada nos acrescentam.

Por isso decidi colocar aqui um exemplo contrário. De uma canção cuja letra nos toca a todos, transmitindo uma mensagem que a todos diz respeito. 

A maioria de nós, na sua correria diária, reflexo de uma sociedade que privilegia o "fazer dinheiro" e o "consumir" em vez do ser, do aprender e de contemplar, até pode ouvir canções como esta mas não lhe presta a devida atenção. Por isso incluí também a letra para que leiam enquanto escutam. Espero que gostem e que se sintonizem com a mensagem transmitida. 




"Where is the Love?"

What's wrong with the world, mama
People livin' like they ain't got no mamas
I think the whole world addicted to the drama
Only attracted to things that'll bring you trauma

Overseas, yeah, we try to stop terrorism
But we still got terrorists here livin'
In the USA, the big CIA
The Bloods and The Crips and the KKK

But if you only have love for your own race
Then you only leave space to discriminate
And to discriminate only generates hate
And when you hate then you're bound to get irate, yeah

Madness is what you demonstrate
And that's exactly how anger works and operates
Man, you gotta have love just to set it straight
Take control of your mind and meditate
Let your soul gravitate to the love, y'all, y'all

People killin', people dyin'
Children hurt and you hear them cryin'
Can you practise what you preach
And would you turn the other cheek

Father, Father, Father help us
Send some guidance from above
'Cause people got me, got me questionin'
Where is the love (Love)

Where is the love (The love)
Where is the love (The love)
Where is the love, the love, the love

It just ain't the same, old ways have changed
New days are strange, is the world insane?
If love and peace are so strong
Why are there pieces of love that don't belong?

Nations droppin' bombs
Chemical gasses fillin' lungs of little ones
With ongoin' sufferin' as the youth die young
So ask yourself is the lovin' really gone

So I could ask myself really what is goin' wrong
In this world that we livin' in people keep on givin' in
Makin' wrong decisions, only visions of them dividends
Not respectin' each other, deny thy brother
A war is goin' on but the reason's undercover

The truth is kept secret, it's swept under the rug
If you never know truth then you never know love
Where's the love, y'all, come on (I don't know)
Where's the truth, y'all, come on (I don't know)
Where's the love, y'all

People killin', people dyin'
Children hurt and you hear them cryin'
Can you practise what you preach
And would you turn the other cheek

Father, Father, Father help us
Send some guidance from above
'Cause people got me, got me questionin'
Where is the love (Love)

Where is the love (The love)?
Where is the love (The love)?
Where is the love (The love)?
Where is the love (The love)?
Where is the love (The love)?
Where is the love (The love)?
Where is the love, the love, the love?

I feel the weight of the world on my shoulder
As I'm gettin' older, y'all, people gets colder
Most of us only care about money makin'
Selfishness got us followin' the wrong direction

Wrong information always shown by the media
Negative images is the main criteria
Infecting the young minds faster than bacteria
Kids wanna act like what they see in the cinema

Yo', whatever happened to the values of humanity
Whatever happened to the fairness and equality
Instead of spreading love we're spreading animosity
Lack of understanding, leading us away from unity

That's the reason why sometimes I'm feelin' under
That's the reason why sometimes I'm feelin' down
There's no wonder why sometimes I'm feelin' under
Gotta keep my faith alive 'til love is found
Now ask yourself

Where is the love?
Where is the love?
Where is the love?
Where is the love?

Father, Father, Father, help us
Send some guidance from above
'Cause people got me, got me questionin'
Where is the love?

Sing with me y'all:
One world, one world (We only got)
One world, one world (That's all we got)
One world, one world
And something's wrong with it (Yeah)
Something's wrong with it (Yeah)
Something's wrong with the wo-wo-world, yeah
We only got
(One world, one world)
That's all we got
(One world, one world)


sábado, 22 de junho de 2013

Deixa o teu umbigo em paz!....



Este video é obrigatório! São apenas 4 minutos do teu tempo.

O Sol é para todos, certo? O planeta é de todos, certo? A água e comida é para todos, certo? O ar que respiramos é para todos, certo?

Sendo assim estás incluído. Este post é para ti.

Sabes o que significa a Lei das Sementes no que diz respeito à perda de biodiversidade, à possibilidade de corporações monstruosas como a Monsanto introduzirem no mercado apenas sementes geneticamente modificadas, forçando o uso pelos agricultores dos seus (da Monsanto) pesticidas?

Sabias que na Índia, devido a estas corporações e leis tem havido inúmeros suicídios de agricultores que sucumbem às dívidas geradas por esta situação?

Sabias que devido ao uso de pesticidas a população de abelhas está a diminuir drasticamente, o que significa que em breve vamos deixar de ter muitos dos alimentos que temos, e que existem graças à polinização das abelhas?

Sabias que a Monsanto pretende "tomar controlo" de toda a alimentação produzida no mundo, introduzindo alimentos geneticamente modificados e causadores de doenças?

Sabias que no passado dia 25 de Maio houve um protesto em cerca de 400 cidades do mundo inteiro com cerca de 2 milhões de pessoas, organizado pelo movimento "March Against Monsanto"?

Sabias que os alimentos geneticamente modificados (GMO) foram banidos de toda a Europa, excepto Portugal e Espanha,  mantendo assim caminho aberto para a Monsanto nestes países?

Sabias que o Presidente da Nestlé disse: "Os seres humanos não têm direito à água. Devia ser privatizada."? Sabias que ele defende que os governos deveriam garantir apenas, para cada pessoa  e por dia, 5l de água para beber e 25l para higiene pessoal, e que o restante consumo teria de ser gerido segundo critérios empresariais?

Sabias que se a água for privatizada podem colocar-lhe o "veneno" que entenderem? Sabias que nos EUA é usado flúor na água e que isso está a causar inúmeras doenças?

Enquanto tudo isto se passa no mundo estás a fazer o quê? Como ocupas o teu tempo livre? Que notícias lês?

Sabias que grande parte desta informação circula nas redes sociais como o Facebook e que muitos movimentos de protesto e petições são organizados através delas? 

Usas o Facebook para receber e partilhar informação pertinente, aumentando assim a tua própria consciência do que se passa, bem como a dos teus amigos?

Sabias que a maior parte das "distracções" da nossa sociedade não são acidentais? são formas de manter o povo alheado e desinformado?

Ainda achas que nada disto te diz respeito e o importante mesmo é o teu umbigo?

Se quiseres pensar melhor ficam aqui alguns links importantes.

Para os que acham que nada têm a ver com isto, deveria haver uma nave espacial à disposição para os levar para a lua e deixá-los lá!


"Na luta entre o bem e o mal, o mal acaba sempre por ganhar quando o bem nada faz"


Movimento "March Agaisnt Monsanto"
http://www.march-against-monsanto.com/


Petições:

Contra a privatização da água
http://www.peticaopublica.com/pview.aspx?pi=P2011N11644

Contra a Lei das Sementes
http://gaia.org.pt/node/15912

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Sobre o poder da escolha...


Tenho falado bastante, nos últimos tempos, a propósito do poder da escolha. E este post é especificamente sobre as nossas escolhas e como através delas moldamos as nossas vidas.

Percebo, em muitos com quem falo, uma necessidade de mudança. Mas ao mesmo tempo um conflito interno entre essa necessidade e o apelo (reforçado pelo status-quo) para permanecer na  "zona de conforto", no já conhecido, no de sempre.

Pergunto-me sobre o que nos leva a repetir escolhas e padrões de escolhas de modo automático ou inconsciente sem nos questionar-mos se essas mesmas escolhas nos fazem ou não sentido? Se nos trazem, de facto, os melhores benefícios? Se nos fazem crescer como indivíduos? Se são as mais adequadas a nós?

Concordam que somos todos diferentes, certo? Então porque tendemos a "copiar" as escolhas que vemos os outros fazer? Porque razão rejeitamos com grande facilidade o que é diferente?

A evolução faz-se de mudanças, de saltos, de reviravoltas. Como esperamos que a evolução aconteça se continuarmos a fazer tudo igual? Se não nos expusermos, intencionalmente, ao que é diferente? Se não forçarmos as fronteiras do nosso "quintal"?

Somos um animal de hábitos, eu sei. Mas a questão que coloco é: -  de quem são os meus hábitos?

O que é que eu aprendo, ganho, cresço a ver um jogo de futebol? O que é que eu aprendo, ganho, cresço a ver telenovelas? O que é que eu aprendo, ganho, cresço a ver o Big Brother? - Pouco ou nada? Então porque continuo a escolher isso e não outra coisa? Quem é que manda em mim e nas minhas escolhas? Quem é que me "obriga" a fazer coisas que não me trazem nenhuma mais-valia e podem mesmo ser grandes perdas de tempo?

Ler um livro de Tolstoi, Vitor Hugo ou Eça de Queiroz continua a ser recomendado, e não digo que não seja interessante. Aprendemos sobre o passado e quase sempre constatamos que pouca coisa mudou. Um dos comentários mais ouvidos em relação aos clássicos da literatura é de que "continuam muito actuais". Todos já sabemos isto mas continuamos a ler e reler e recomendar os clássicos que falam do passado reflectido no presente. Porque não escolhemos leituras que sejam úteis no presente e ajudem a construir o futuro?
- Sim, eu sei, são os clássicos. Mas agora que sou adulto alguém me "obriga"?
- Mas é "cultura geral". 
- Quem é que decide sobre a minha "cultura geral" e como a devo construir? A quem entrego eu o meu poder de escolha sobre o que é e não é importante para mim?
- Será um clássico da literatura mais importante que um livro que me ajude a compreender quem eu sou e a construir a minha visão do mundo? Alguns podem dizer que são coisas distintas. Certo, mas porque razão o primeiro é incentivado e o segundo não?

Apesar de em menor quantidade, ainda como alguma carne, mas penso em breve tornar-me vegetariana. Mas a maioria de nós come carne todos os dias. E se tivéssemos de matar com as nossas próprias mãos um animal, de cada vez que queremos comer? Será que o faríamos? - A maioria não. Então porque continuamos a comer carne?

O planeta é de todos, certo? Sabemos o quão importante é respeitar e cuidar do meio ambiente. Hoje já existem no mercado várias marcas de detergentes biológicos tão eficazes como os outros e até mais baratos. Então porque continuamos a comprar skip?

Porque razão somos incapazes de questionar os nossos hábitos? Porque não temos a coragem de, a cada escolha, nos perguntarmos se estamos, mesmo, de acordo com ela?


"Quando te vires do lado da maioria desconfia"

"You were born original, don't die a copy"


terça-feira, 18 de junho de 2013

O Futuro da Humanidade



Começo propositadamente com estas duas fotos porque elas representam dois futuros possíveis para a humanidade. Haverá outros futuros possíveis mas estes estão nos extremos e foi por isso que escolhi estas fotos.

O futuro como algo fixo e pré-determinado não existe. Existem vários futuros prováveis. O futuro que iremos concretizar e vivenciar, quer individual quer colectivamente, depende do que fizermos HOJE! Sim, eu disse: depende do que fizermos HOJE! Nós quem? - Nós TODOS, cada UM de nós.

Somos nós que estamos a criar o nosso futuro à medida que caminhamos nas nossas vidas de todos os dias. É por isso que alguns profetas e adivinhos erraram nas suas previsões. Eles viram um dos futuros prováveis. Possivelmente aquele que na altura era o mais provável. Se tal não aconteceu foi porque NÓS alteramos o futuro. Nem mesmo Deus sabe o que iremos nós criar. Depende das nossas escolhas, pensamentos e acções, dia após dia, após dia. É isto que significa ter livre arbítrio. Significa que somos responsáveis por nós mesmos.

Quando milhões de seres humanos no mundo inteiro, em simultâneo e continuadamente, escolhem a vibração do medo, o resultado é um planeta de  seres encolhidos, diminuídos, sentindo-se inferiores, incapazes, dependentes e à mercê dos acontecimentos. Quem é que ganha com isso? Só os que pretendem reinar, escravizando as massas totalmente adormecidas e tolhidas pelo medo. São eles que decidem sobre a nossa educação, sobre a nossa saúde, sobre a nossa alimentação, sobre a economia, sobre a energia, sobre a protecção ou destruição do meio ambiente, sobre o nosso estilo de vida. Porquê? Porque nós permitimos.

Quando escolhermos manifestar outra coisa, outra coisa começa a acontecer.

Muitos acham que nada podem fazer. A esses eu pergunto: Quando vais ao supermercado comprar detergentes, gel de banho, champô...compras normal ou biológico? Compras nacional ou importado? Vês os rótulos dos teus produtos alimentares ou limitas-te a colocá-los no carrinho de modo automático? Que marcas usas e porquê? Porque é bom e amigo do ambiente ou porque o anúncio publicitário era fabuloso? Fazes reciclagem ou isso não te interessa? Consideras-te um cidadão informado? Procuras meios de informação alternativos aos meios de informação de massas?  És um "fashion-victim" que compra compulsivamente todos os novos gadgets e acessórios ou só compras mesmo o que te faz falta e que melhor te representa? Questionas aqueles que habitualmente são considerados "inquestionáveis" pela sociedade, tipo médicos, professores, padres, superiores hierárquicos... ou acatas tudo o que te dizem mesmo que não concordes ou tenhas dúvidas? Quais são os teus temas de conversa com os teus amigos e familiares? Falas do tempo, do futebol e da telenovela ou procuras alertar para a necessidade de sermos mais conscientes das nossas escolhas e acções? 

Estás em contacto com organizações, associações ou grupos que se empenham em mudar o rumo das coisas para melhor, ou queixas-te sistematicamente que "o mundo vai de mal a pior"? 

Se tens filhos pequenos ou adolescentes, de que forma te relacionas com eles? Aceitas que te desafiem e te ensinem coisas novas e novas formas de pensar e de ver o mundo ou impões-lhes a tua visão das coisas, que te foi dada pelos teus pais, que lhes foi dada pelos teus avós....

Quando pensas na educação dos teus filhos estás a criar uma nova geração de transformadores sociais ou de continuadores do status-quo?

Olha para a tua vida AGORA, com as escolhas e atitudes que tens vindo a tomar até aqui e projecta isso no futuro. O que vês? Que vida estás a criar para ti, para a tua família, para o teu país e para a humanidade? Não te esqueças, és tu o arquitecto que está a desenhar o futuro.

Ou seja, andas a viver em piloto-automático ou tens plena consciência de quem és, do teu poder pessoal e do impacto que tens no mundo?

Faz a ti próprio estas perguntas com calma. Não te condenes ou julgues. Avalia apenas se há algo que possas mudar. Depois faz isso mesmo. Muda e o mundo mudará contigo!

Há muito, mas mesmo muito que podemos fazer no sentido de criarmos um mundo melhor para todos. Basta que uma quantidade suficiente de seres humanos no planeta acorde para o seu poder pessoal e assuma a responsabilidade pelas suas escolhas.

Os únicos que não podem mesmo fazer nada são aqueles que vivem sem saber se amanhã haverá algo para comer ou água potável para beber.

Esses não vão ler este texto. Se tu o estás a ler é porque a maioria das tuas necessidades básicas está assegurada. De ti é esperado mais. Tu podes mais. A menos que escolhas viver a vida em modo sobrevivência. 

A vida não é "algo" que nos acontece. Não é "algo" exterior a nós. A vida manifesta-se em nós e através de nós.

Como estás a usar a tua vida? Como uma dádiva que merece ser agradecida, louvada, celebrada e retribuída ou como algo que "consomes" todos os dias um bocadinho esperando que haja "suficiente" para muitos anos?


Valeria a pena pensarmos nisto!


quinta-feira, 2 de maio de 2013

Repensando o Futuro


Há muito que defendo que esta crise global pode ser a nossa oportunidade, em séculos, de criar um mundo melhor.

No vídeo abaixo, que sinceramente acredito, é muito mais importante que qualquer telejornal, jogo de futebol ou telenovela, e que por isso espero que assistam até ao fim, podem ver abordadas questões como:

- A história do dinheiro
- Como chegámos aqui?
- Qual o valor do dinheiro?
- Dinheiro é mais importante que a vida, as relações, o ambiente?
- A crise como oportunidade
- Soluções para o futuro
- Como podemos fazer parte dessas soluções?
- Que futuro queremos criar?
- Se o vamos fazer este é o timing. Esta é a oportunidade

Assistam e pensem no futuro, não apenas vosso, mas do planeta e da humanidade.






Neste outro vídeo, de apenas 13 minutos, podem ver como o Novo Mundo está a ganhar forma, e este é apenas um exemplo, entre tantos outros.



Quem segue este blogue, ou me conhece pessoalmente, sabe que eu acredito que estamos no ponto de viragem para uma Nova Era. Acredito profundamente que este é dos momentos mais importantes da Historia Humana. Porque o que fizermos a partir daqui, tem o poder de alterar de forma dramática o curso da História. 

Uma profecia antiga dos índios Hopi diz: "Vocês (os que estão vivos neste momento) são aqueles por quem esperavam". Ou seja, nós somos aqueles que têm nas mãos a oportunidade de repensar e recriar o mundo em que queremos viver, e que queremos deixar para as gerações futuras.

Não há nenhum "Messias" nem ninguém que venha de outro planeta para nos "salvar". Somos nós que estamos a ser chamados para idealizar, planear e criar a Nova Era de abundância, harmonia e prosperidade.

Estamos a ser chamados para assumirmos o nosso poder pessoal e de o exercer como Co-criadores à imagem e semelhança de Deus Pai/Mãe.

Como disse sabiamente Einstein: "Nenhum problema pode ser resolvido no mesmo grau de consciência que o gerou". Estamos por isso perante a inevitável necessidade, de elevarmos o nosso grau de consciência de forma a podermos solucionar os problemas que foram gerados por aqueles que nos precederam.

Ficar passivamente sentado no sofá à espera que alguém resolva foi o que nos trouxe até aqui. Queremos outra coisa. Queremos soluções inovadoras e criativas. E para isso, precisamos de cooperação, sinergias, troca, partilha e participação activa de todos, na criação de um mundo que seja um verdadeiro reflexo de quem nós somos de facto.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

A Era do Materialismo - Kali Yuga


De acordo com a cosmologia hindu, expressa nos Vedas, o Universo evolui em ciclos de manifestação (actividade do cosmos) e de não-manifestação (inactividade do cosmos ou regresso a Brahma.).

Aquilo que os hindus consideram "Um dia de Brahma" (usualmente designado por Manvantara ou Kalpa) tem a duração de 4,320,000,000 anos solares.

Cada Kalpa consiste em 1000 maha-yugas. 


Um maha-yuga é constituído por quatro yugas ou "Eras Mundiais". Os quatro yugas são:

Krita (ou Satya) Yuga-1,728,000 anos - Era de Ouro-----Era da Espiritualidade
Treta Yuga  -----------1,296,000 anos - Era de Prata-----Era da Energia
Dvapara Yuga------------864,000 anos - Era de Bronze---Era do plano Mental 
Kali Yuga --------------- 432,000 anos - Era de Ferro------Era do Materialismo

Calcula-se que estaremos actualmente na recta final de uma Kali Yuga.

No "Mahabharata", uma epopeia e uma das obras fundamentais do hinduísmo (da qual faz parte o "Bhagavad Gita") são identificados os seguintes atributos de uma Kali Yuga:
  • Os governantes tornar-se-hão insensatos: cobrarão impostos de forma injusta.
  • Os governantes não irão ver como sendo seu, o papel de promover a espiritualidade ou de proteger os seus súbditos: tornam-se um perigo para o mundo.
  • As pessoas  irão migrar na direcção de países onde o trigo e a cevada são a base da alimentação.
  • No final da Kali Yuga, quando ninguém falar de Deus, nem mesmo na casa dos chamados Santos ou dos homens mais respeitáveis da sociedade; e quando já não se conhecerem as técnicas do sacrifício nem mesmo em palavras; nessa altura o Senhor aparecerá como o supremo punidor.
No que diz respeito às relações humanas o "Mahabharata" diz o seguinte:
  • A avareza e a ira serão comuns. Os seres humanos mostrarão abertamente animosidade uns para com os outros. Haverá ignorância do dharma.
  • As pessoas vão ter pensamentos de homicídio sem justificação alguma e não vão ver nada de errado nisso.
  • A luxuria será vista como socialmente aceitável e as relações sexuais como o requisito fundamental da vida.
  • O pecado irá aumentar exponencialmente, enquanto que a virtude vai desaparecer e deixar de florescer.
  • As pessoas vão fazer votos e quebrá-las logo em seguida.
  • As pessoas vão se tornar viciadas em bebidas alcoólicas e drogas.
  • Os gurus não serão respeitados e os seus alunos vão tentar prejudicá-los. Os seus ensinamentos serão insultados e os seguidores do kama (desejo sexual) tomarão controle da mente de todo o ser humano. O máximo tempo de vida de um ser humano nesse período será de 90-100 anos.
  • Brahmanes não serão aprendidos ou honrados, Kshatriyas não serão bravos, Vaishyas não serão justos nas suas relações.
Por aqui podemos ver, que nos encontramos numa verdadeira "Idade das Trevas". A Era mais densa, mais materialista de todas as quatro eras da cosmologia hindu, a Kali Yuga.

Tudo o que estamos a ver actualmente no mundo. Seja a corrupção, a violência, a injustiça, a miséria, a guerra, o consumismo; uma economia baseada no lucro de apenas alguns e que escraviza o resto da população; uma politica que não serve os cidadãos... tudo isso é kali yuga na sua expressão máxima.

Mas "tudo o que atinge o seu limite, vira no sentido oposto". Por isso o que virá a seguir é a  Krita Yuga,  a Era de Ouro ou Era da Espiritualidade.

No "Mahabharata" uma Krita Yuga é descrita da seguinte forma:

"(....)não existiam pobres nem ricos; não havia necessidade de trabalhar porque tudo o que os homens precisavam era obtido pelo poder da vontade; a principal virtude era o desapego de todos os desejos mundanos. Na Krita Yuga não havia doença; não havia enfraquecimento com os anos; não havia ódio, nem vaidade ou maus pensamentos; sem mágoas, sem medo. Toda a humanidade podia alcançar a beatitude suprema."

É preciso entender que estamos numa fase de transição entre eras. Precisamos manter a esperança e não nos esquecermos de que, "fica sempre mais escuro antes de amanhecer".

Nota: Textos do Mahabarata traduzidos livremente a partir do inglês

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Os dogmas da ciência



Há 5 anos atrás coloquei aqui um post com o título "Grandes Erros da Ciência" que é uma transcrição do editorial de um número especial da Scientific American, edição brasileira. Chamou-me a atenção precisamente por demonstrar que a humildade deve ser uma constante no exercício cientifico. Contudo, bem sabemos que na maioria dos casos a ciência é muito pouco humilde e até mesmo muito arrogante, para  prejuízo de todos nós, obviamente.

Na antiguidade clássica a ciência  avançava a par e passo com a filosofia. Aliás, a filosofia - que é tão simplesmente a arte de pensar - está na origem de todas as disciplinas do saber. Mas foi durante o "Século das Luzes" com o advento do Racionalismo e do Materialismo Cientifico que a ciência iniciou o processo de se autonomizar e de se especializar, dividindo-se depois em vários ramos.

Durante os séculos negros da Idade Média, a Igreja detinha o poder e o conhecimento. Por causa disso, caiu-se num misticismo e crendice excessivos, pelo que a ciência se apartou da religião e de todos os temas de que tratava a religião. Esses temas passaram para o domínio da fé. A ciência passou a ocupar-se apenas dos fenómenos físicos observáveis. 

Curiosamente (ou talvez não) a ciência, que se afastou da Religião, tornou-se ela própria dogmática, conforme nos diz Rupert Sheldrake - um cientista,  investigador e membro da Royal Society - no vídeo que podemos ver abaixo. 

Este vídeo foi censurado e mesmo retirado pela TED, mas foi aberta uma discussão sobre se deveriam ou não manter o vídeo. Depois de milhares de comentários, chegaram à conclusão de que o deveriam voltar a colocar porque, como disse um dos comentadores:

"Sheldrake is not advocating that we abandon the scientific method or deny ourselves the advantages that scientific inquiry brings, he is simply asking for a moment of introspection to evaluate our assumptions."


É fundamental que surjam mais e mais "mentes arejadas" na ciência, para que a ciência seja renovada a partir do interior.

Um cientista de mente fechada nunca será um bom cientista, nem contribuirá para uma verdadeira evolução da ciência.


quinta-feira, 11 de abril de 2013

Ciência e Espiritualidade Juntas



Hoje fui agradavelmente surpreendida com duas notícias muito semelhantes e que falam, ambas, da cada vez maior proximidade entre a ciência e a espiritualidade.

Os artigos em questão, falam da capacidade de interagirmos com e de re- programarmos o nosso ADN, promovendo por exemplo, a cura de uma doença  (mas não só) simplesmente através da intenção, orações, visualização positiva ou mesmo através de palavras e pensamentos.

O investigador japonês Masaro Emoto, já nos tinha presenteado com uma descoberta semelhante, quando constatou que as moléculas de água respondem à palavra escrita ou falada, a sons, musica ou imagens conforme podemos ver neste vídeo:



Isto significa que, se podemos programar a água, e sendo o nosso corpo constituído sobretudo por água, podemos, com simples palavras ou sons, alterar muita coisa no nosso corpo e na nossa saúde.

Há quem diga que isto não é ciência, que é pseudociência. Eu limito-me a sorri-lhes, até ao dia em que a verdade se tornar tão evidente que não há como fugir-lhe. Como é aliás, o caso do que é descrito nos artigos de que falo em seguida.

Cientistas russos fizeram finalmente o que todos aguardávamos que viesse a acontecer um dia: investigaram o chamado "junk DNA". E porquê? Porque, como diz o artigo, acharam que a natureza não é "burra". Logo, não faz sentido que a natureza tivesse produzido cordões de ADN que não servem para nada. Esta é uma verdade que alguns de nós já sabiam há muito. 

Nomeadamente, quem leu os livros de Kryon, uma entidade extra-física, que comunica connosco através do americano Lee Carrol, desde 1989. Para os interessados ou curiosos, deixo aqui a Sinopse do Livro do Kryon sobre o ADN.  (Ainda não traduzido para português).

Desde o inicio que Kryon nos informou que podemos alterar conscientemente o ADN; desde o inicio que nos disse que não existe tal coisa como "junk DNA" pois todo o ADN tem a sua função. Acontece que aquilo a que alguns cientistas chamaram "junk DNA" nada mais é do que ADN multidimensional. 

Agora os investigadores russos vêm comprovar isso mesmo, conforme podemos ler no artigo:

"Esoteric and spiritual teachers have known for ages that our body is programmable by language, words and thought. This has now been scientifically proven and explained. Of course the frequency has to be correct. And this is why not everybody is equally successful or can do it with always the same strength. The individual person must work on the inner processes and maturity in order to establish a conscious communication with the DNA. The Russian researchers work on a method that is not dependent on these factors but will ALWAYS work, provided one uses the correct frequency.
But the higher developed an individual’s consciousness is, the less need is there for any type of device! One can achieve these results by oneself, and science will finally stop to laugh at such ideas and will confirm and explain the results. And it doesn’t end there.?The Russian scientists also found out that our DNA can cause disturbing patterns in the vacuum, thus producing magnetized wormholes! Wormholes are the microscopic equivalents of the so-called Einstein-Rosen bridges in the vicinity of black holes (left by burned-out stars).? These are tunnel connections between entirely different areas in the universe through which information can be transmitted outside of space and time. The DNA attracts these bits of information and passes them on to our consciousness." Ler artigo completo aqui

No mesmo dia chegou-me também um outro estudo cientifico na mesma linha de pensamento, sobre o poder da intenção no nosso ADN, que podem consultar Aqui.

Já não é apenas aquilo que comemos, ou aquilo que fazemos que nos afecta. Estas descobertas vêm trazer uma nova luz sobre o impacto daquilo que pensamos e dizemos na nossa saúde e no nosso bem estar.


Estou muito contente. Estamos finalmente no caminho do verdadeiro progresso para a verdadeira ciência da cura. Muito mais simples, muito mais eficaz, sem custos, sem dor, sem efeitos secundários.



Bem hajam os investigadores, que sabem o valor de manter uma mente aberta a todas as possibilidades, e que abandonam gradualmente o materialismo cientifico, e o positivismo, que há muito se tornaram obstáculos à ampliação do âmbito cientifico na descoberta da verdade.

terça-feira, 26 de março de 2013

Carta Aberta à Humanidade


"Nós não precisamos de tantos comentadores políticos e económicos. Precisamos sim de pensadores: sociólogos,  filósofos, antropólogos, cientistas, psicólogos, arquitectos, professores, artistas, espiritualistas do mundo inteiro... que se unam para repensar a sociedade em que vivemos. 

Este modelo civilizacional fracassou, ponto. 
Está na hora de nos perguntarmos: "Que futuro queremos deixar para os nossos filhos e netos?" e começar a construir isso mesmo.

É preciso uma união de mentes criativas e bem formadas, transversais a todas as áreas importantes da sociedade para elaborar um modelo a partir do qual possamos começar a construir a sociedade do futuro.

  • Queremos continuar a destruir o planeta? 
  • Queremos continuar a matar animais com a desculpa de serem bons para comer?
  • Queremos continuar a politica do "lucro-a-qualquer-custo" que só beneficia 1% da população mundial?
  • Queremos manter as guerras, a fome, a doença?
  • Queremos manter um regime económico estratificado, injusto e que impede o cidadão comum de ascender à plenitude do seu potencial humano?
  • Queremos continuar a trabalhar 8 horas por dia, enfiados num caixote de cimento, a fazer o que não gostamos. para levar para casa um salário que mal dá para pagar as contas no fim do mês?
  • Queremos continuar a ser manipulados pelos senhores do mundo, leia-se "as grandes corporações"?
  • Queremos continuar a viver em edifícios com dezenas de casas mas mais isolados do que nunca? 

Este é o modelo de sociedade em que vivemos HOJE, e este é o modelo de sociedade que os políticos e economistas estão a tentar salvar. 
É isso que queremos? Vale a pena salvar algo que nos faz infelizes, doentes, frustrados e mortos antes de morrer?  

Não deveríamos estar todos a unir esforços para construir algo novo?

Porque continuamos à espera que a solução venha daqueles que criaram todos estes problemas? Será ingenuidade, ignorância ou falta de atenção?

Tudo o que precisamos para construir a sociedade do futuro já existe, desde as ideias aos recursos. Só falta mesmo unir os pontos e começar a construir. De que estamos à espera? 

Quantos mais precisam morrer, empobrecer, adoecer, suicidar-se para percebermos que está na hora de agir?

Humanidade, posso contar contigo?"

Assina: um ser humano preocupado com o futuro


sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Apesar do medo....


Há quem ainda não tenha percebido que esta estrutura, este “modelo” de sociedade está em colapso, mas isso é cada vez mais uma evidência.

Os lobbies da Industria Farmacêutica começam a ser desmascarados, a corrupção que estava oculta está agora sob fortíssimos holofotes, as injustiças gritantes são denunciadas, o Papa renunciou deixando antever o declínio da igreja católica…Estamos num mundo em profunda transformação.

Os únicos que ainda esbracejam no meio deste pântano, numa tentativa desesperada de salvar o “sistema”, são aqueles que se têm alimentado dessa mesma corrupção, injustiças e abusos de poder.

A maioria, “as massas”, sonâmbulas por natureza, estão a ser despertadas um pouco à força das circunstâncias mas com muito medo de toda esta agitação. Afinal, viver em piloto-automático sempre foi mais confortável. Não é preciso pensar muito, nem questionar, nem sentir, nem intuir. Basta deixar-se levar na corrente.

Mas, meus amigos, começa a não haver desculpas para o “síndrome da bela adormecida”. Este sono que dura já há vários séculos, algum dia tinha de acabar. E olhem que o sol já vai alto….

Claro que uma mudança de paradigma não se faz da noite para o dia. Vai demorar bastante até termos outro modelo de sociedade bem implantado.

Até lá, e como diz Dieter Duhm, sociólogo alemão, “não devemos combater o sistema lutando contra ele mas mostrando alternativas ao sistema”.

Por isso chegou a hora do despertar e de cada um começar a pensar pela sua própria cabeça, sacudindo a poeira dos olhos e o entorpecimento dos neurónios.

A mudança global a que estamos a assistir, só será uma realidade no dia em que cada um, individualmente, for essa mudança em acção.

Fiquem atentos às alternativas que já vão surgindo aqui e além, procurem o que mais ressoar com o vosso coração e comecem a construir o mundo onde gostariam de viver.

Deixem de ser passivos e de ficar eternamente à espera que a coisa se resolva por artes mágicas porque isso não vai acontecer.

Somos TODOS responsáveis pelo estado actual do mundo. Por isso temos TODOS a responsabilidade de criar uma coisa melhor, se for isso o que de facto desejamos.

Podemos começar com pequenas coisas, pequenas mudanças nos nossos hábitos, pequenos exercícios de reflexão, pequenas incursões em livros, temas, debates, palestras que habitualmente nos passavam ao lado mas que talvez….talvez, tenham algo para nos acrescentar.

Há uma canção da Mafalda Veiga, de que gosto especialmente, e cujo refrão diz algo assim: “O medo, o medo levanta muros e ergue bandeiras p’ra nos deter…”

Há que perder o medo e abraçar a mudança porque ela está aí!

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Saindo do MATRIX


Eu não vejo notícias. Há anos que decidi deixar de ver as notícias da televisão. O P. acha que é bom ver notícias, porque as notícias da televisão não podem ser seleccionadas pelo espectador, e se formos nós a pesquisar a informação, vamos apenas dar atenção ao que nos interessa.

Pois eu acho que é assim que deve ser. Eu foco-me no que me interessa, no que me motiva, no que me acrescenta algo.

Ainda segundo o P., notícias do tipo “marido mata a mulher com tiro de caçadeira” são de facto notícias porque são acontecimentos pouco vulgares. Pois sim. Mas o que é que eu ganho ao ouvir/ver uma notícia dessas? O que é que isso me acrescenta? Só fico a saber que a violência ainda existe e às vezes manifesta-se de forma explosiva e inesperada, what’s new????

Noticia, para mim, é algo novo, algo relevante e algo construtivo.

Exemplo: - notícia fresquinha do dia: “UE-quer-abandonar-combustíveis-fósseis”

As pessoas ainda não perceberam que aquilo em que se focam, aquilo a que dão atenção torna-se a sua realidade. Ora, se eu quero um mundo melhor, mais justo e mais pacifico acham mesmo que eu devo passar duas horas por dia em frente ao televisor a assistir passivamente a um desfile de desgraças?

Já para não falar, é claro, do factor manipulação/hipnotização (ou se quiserem, lavagem cerebral) tão presente na forma e nos conteúdos da televisão dos nossos dias.

Quantas vezes viram uma notícia ser transmitida num dia, causando grande alvoroço e preocupação, para ser desmentida dias depois? Ganharam alguma coisa com isso, para além da preocupação, do desgaste e de um tema de conversa? Parece-me que não.

Ás vezes dizem-me: “Mas se não vês notícias nunca sabes o que se passa”. E eu respondo: “Se for importante para mim vou ficar a saber de uma forma ou de outra.”
E é nisto que eu acredito. A minha vida não pára só porque eu não vejo notícias. O mundo continua a girar e o que tiver de chegar ao meu conhecimento, chegará.

Acho que as pessoas vêm notícias por dois motivos:
1 – Para sentirem que têm controlo;
2 – Para terem tema de conversa.

Passo a explicar:

1 – Ver notícias dá a ilusão às pessoas de que elas são avisadas atempadamente de qualquer imprevisto, de que nada lhes escapa permitindo-lhes assim defenderem-se, ou seja, dá-lhes a ilusão de que podem controlar os acontecimentos apenas com base na informação e na razão. Isto é uma ilusão porque ninguém controla coisa nenhuma, à excepção do que depende exclusivamente de nós e das nossas escolhas. E aqui para nós que ninguém nos ouve, alguém acredita que as escolhas que fazemos, com base na informação de massas, são de facto as NOSSAS escolhas? Pensem nisto.

2 – Tema de conversa. Todos precisamos de temas de conversa. Faz-nos sentir que temos algo em comum com os outros e permite-nos dialogar. E o “sistema” em que vivemos vendeu-nos a ideia de que as notícias, o futebol e as telenovelas são bons temas de conversa. Como a maioria de nós é um sujeito passivo, com pouco espírito crítico, dentro do “sistema”, comprámos esta ideia. Mas será que não há mesmo outros temas de conversa? 
Porque não falam as pessoas do que lhes vai na alma? Porquê a necessidade de encontrar temas superficiais ou fúteis para conversar? As pessoas simplesmente não se querem revelar umas às outras porque têm medo de serem feridas na sua intimidade. Escondem-se atrás de temas que sejam impessoais o suficiente para não as fazerem sofrer. Acham que se se abrirem ficam vulneráveis.

Pois eu acho que deviam mesmo tornar-se e mostrarem-se vulneráveis, porque no fundo somos todos, e todos beneficiaríamos do facto de os outros partilharem connosco a sua vulnerabilidade.

O que nos une é muito mais ao nível do sentir do que ao nível do pensar.

Termino com uma frase do escritor Khalil Gibran:

“Todos somos prisioneiros, mas alguns de nós estão em celas com janelas e outros sem."

Para os que não entenderam, recomendo que vejam, ou revejam, o filme “MATRIX” com muita atenção.