quinta-feira, 11 de abril de 2013

Ciência e Espiritualidade Juntas



Hoje fui agradavelmente surpreendida com duas notícias muito semelhantes e que falam, ambas, da cada vez maior proximidade entre a ciência e a espiritualidade.

Os artigos em questão, falam da capacidade de interagirmos com e de re- programarmos o nosso ADN, promovendo por exemplo, a cura de uma doença  (mas não só) simplesmente através da intenção, orações, visualização positiva ou mesmo através de palavras e pensamentos.

O investigador japonês Masaro Emoto, já nos tinha presenteado com uma descoberta semelhante, quando constatou que as moléculas de água respondem à palavra escrita ou falada, a sons, musica ou imagens conforme podemos ver neste vídeo:



Isto significa que, se podemos programar a água, e sendo o nosso corpo constituído sobretudo por água, podemos, com simples palavras ou sons, alterar muita coisa no nosso corpo e na nossa saúde.

Há quem diga que isto não é ciência, que é pseudociência. Eu limito-me a sorri-lhes, até ao dia em que a verdade se tornar tão evidente que não há como fugir-lhe. Como é aliás, o caso do que é descrito nos artigos de que falo em seguida.

Cientistas russos fizeram finalmente o que todos aguardávamos que viesse a acontecer um dia: investigaram o chamado "junk DNA". E porquê? Porque, como diz o artigo, acharam que a natureza não é "burra". Logo, não faz sentido que a natureza tivesse produzido cordões de ADN que não servem para nada. Esta é uma verdade que alguns de nós já sabiam há muito. 

Nomeadamente, quem leu os livros de Kryon, uma entidade extra-física, que comunica connosco através do americano Lee Carrol, desde 1989. Para os interessados ou curiosos, deixo aqui a Sinopse do Livro do Kryon sobre o ADN.  (Ainda não traduzido para português).

Desde o inicio que Kryon nos informou que podemos alterar conscientemente o ADN; desde o inicio que nos disse que não existe tal coisa como "junk DNA" pois todo o ADN tem a sua função. Acontece que aquilo a que alguns cientistas chamaram "junk DNA" nada mais é do que ADN multidimensional. 

Agora os investigadores russos vêm comprovar isso mesmo, conforme podemos ler no artigo:

"Esoteric and spiritual teachers have known for ages that our body is programmable by language, words and thought. This has now been scientifically proven and explained. Of course the frequency has to be correct. And this is why not everybody is equally successful or can do it with always the same strength. The individual person must work on the inner processes and maturity in order to establish a conscious communication with the DNA. The Russian researchers work on a method that is not dependent on these factors but will ALWAYS work, provided one uses the correct frequency.
But the higher developed an individual’s consciousness is, the less need is there for any type of device! One can achieve these results by oneself, and science will finally stop to laugh at such ideas and will confirm and explain the results. And it doesn’t end there.?The Russian scientists also found out that our DNA can cause disturbing patterns in the vacuum, thus producing magnetized wormholes! Wormholes are the microscopic equivalents of the so-called Einstein-Rosen bridges in the vicinity of black holes (left by burned-out stars).? These are tunnel connections between entirely different areas in the universe through which information can be transmitted outside of space and time. The DNA attracts these bits of information and passes them on to our consciousness." Ler artigo completo aqui

No mesmo dia chegou-me também um outro estudo cientifico na mesma linha de pensamento, sobre o poder da intenção no nosso ADN, que podem consultar Aqui.

Já não é apenas aquilo que comemos, ou aquilo que fazemos que nos afecta. Estas descobertas vêm trazer uma nova luz sobre o impacto daquilo que pensamos e dizemos na nossa saúde e no nosso bem estar.


Estou muito contente. Estamos finalmente no caminho do verdadeiro progresso para a verdadeira ciência da cura. Muito mais simples, muito mais eficaz, sem custos, sem dor, sem efeitos secundários.



Bem hajam os investigadores, que sabem o valor de manter uma mente aberta a todas as possibilidades, e que abandonam gradualmente o materialismo cientifico, e o positivismo, que há muito se tornaram obstáculos à ampliação do âmbito cientifico na descoberta da verdade.

terça-feira, 26 de março de 2013

Carta Aberta à Humanidade


"Nós não precisamos de tantos comentadores políticos e económicos. Precisamos sim de pensadores: sociólogos,  filósofos, antropólogos, cientistas, psicólogos, arquitectos, professores, artistas, espiritualistas do mundo inteiro... que se unam para repensar a sociedade em que vivemos. 

Este modelo civilizacional fracassou, ponto. 
Está na hora de nos perguntarmos: "Que futuro queremos deixar para os nossos filhos e netos?" e começar a construir isso mesmo.

É preciso uma união de mentes criativas e bem formadas, transversais a todas as áreas importantes da sociedade para elaborar um modelo a partir do qual possamos começar a construir a sociedade do futuro.

  • Queremos continuar a destruir o planeta? 
  • Queremos continuar a matar animais com a desculpa de serem bons para comer?
  • Queremos continuar a politica do "lucro-a-qualquer-custo" que só beneficia 1% da população mundial?
  • Queremos manter as guerras, a fome, a doença?
  • Queremos manter um regime económico estratificado, injusto e que impede o cidadão comum de ascender à plenitude do seu potencial humano?
  • Queremos continuar a trabalhar 8 horas por dia, enfiados num caixote de cimento, a fazer o que não gostamos. para levar para casa um salário que mal dá para pagar as contas no fim do mês?
  • Queremos continuar a ser manipulados pelos senhores do mundo, leia-se "as grandes corporações"?
  • Queremos continuar a viver em edifícios com dezenas de casas mas mais isolados do que nunca? 

Este é o modelo de sociedade em que vivemos HOJE, e este é o modelo de sociedade que os políticos e economistas estão a tentar salvar. 
É isso que queremos? Vale a pena salvar algo que nos faz infelizes, doentes, frustrados e mortos antes de morrer?  

Não deveríamos estar todos a unir esforços para construir algo novo?

Porque continuamos à espera que a solução venha daqueles que criaram todos estes problemas? Será ingenuidade, ignorância ou falta de atenção?

Tudo o que precisamos para construir a sociedade do futuro já existe, desde as ideias aos recursos. Só falta mesmo unir os pontos e começar a construir. De que estamos à espera? 

Quantos mais precisam morrer, empobrecer, adoecer, suicidar-se para percebermos que está na hora de agir?

Humanidade, posso contar contigo?"

Assina: um ser humano preocupado com o futuro


sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Apesar do medo....


Há quem ainda não tenha percebido que esta estrutura, este “modelo” de sociedade está em colapso, mas isso é cada vez mais uma evidência.

Os lobbies da Industria Farmacêutica começam a ser desmascarados, a corrupção que estava oculta está agora sob fortíssimos holofotes, as injustiças gritantes são denunciadas, o Papa renunciou deixando antever o declínio da igreja católica…Estamos num mundo em profunda transformação.

Os únicos que ainda esbracejam no meio deste pântano, numa tentativa desesperada de salvar o “sistema”, são aqueles que se têm alimentado dessa mesma corrupção, injustiças e abusos de poder.

A maioria, “as massas”, sonâmbulas por natureza, estão a ser despertadas um pouco à força das circunstâncias mas com muito medo de toda esta agitação. Afinal, viver em piloto-automático sempre foi mais confortável. Não é preciso pensar muito, nem questionar, nem sentir, nem intuir. Basta deixar-se levar na corrente.

Mas, meus amigos, começa a não haver desculpas para o “síndrome da bela adormecida”. Este sono que dura já há vários séculos, algum dia tinha de acabar. E olhem que o sol já vai alto….

Claro que uma mudança de paradigma não se faz da noite para o dia. Vai demorar bastante até termos outro modelo de sociedade bem implantado.

Até lá, e como diz Dieter Duhm, sociólogo alemão, “não devemos combater o sistema lutando contra ele mas mostrando alternativas ao sistema”.

Por isso chegou a hora do despertar e de cada um começar a pensar pela sua própria cabeça, sacudindo a poeira dos olhos e o entorpecimento dos neurónios.

A mudança global a que estamos a assistir, só será uma realidade no dia em que cada um, individualmente, for essa mudança em acção.

Fiquem atentos às alternativas que já vão surgindo aqui e além, procurem o que mais ressoar com o vosso coração e comecem a construir o mundo onde gostariam de viver.

Deixem de ser passivos e de ficar eternamente à espera que a coisa se resolva por artes mágicas porque isso não vai acontecer.

Somos TODOS responsáveis pelo estado actual do mundo. Por isso temos TODOS a responsabilidade de criar uma coisa melhor, se for isso o que de facto desejamos.

Podemos começar com pequenas coisas, pequenas mudanças nos nossos hábitos, pequenos exercícios de reflexão, pequenas incursões em livros, temas, debates, palestras que habitualmente nos passavam ao lado mas que talvez….talvez, tenham algo para nos acrescentar.

Há uma canção da Mafalda Veiga, de que gosto especialmente, e cujo refrão diz algo assim: “O medo, o medo levanta muros e ergue bandeiras p’ra nos deter…”

Há que perder o medo e abraçar a mudança porque ela está aí!

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Saindo do MATRIX


Eu não vejo notícias. Há anos que decidi deixar de ver as notícias da televisão. O P. acha que é bom ver notícias, porque as notícias da televisão não podem ser seleccionadas pelo espectador, e se formos nós a pesquisar a informação, vamos apenas dar atenção ao que nos interessa.

Pois eu acho que é assim que deve ser. Eu foco-me no que me interessa, no que me motiva, no que me acrescenta algo.

Ainda segundo o P., notícias do tipo “marido mata a mulher com tiro de caçadeira” são de facto notícias porque são acontecimentos pouco vulgares. Pois sim. Mas o que é que eu ganho ao ouvir/ver uma notícia dessas? O que é que isso me acrescenta? Só fico a saber que a violência ainda existe e às vezes manifesta-se de forma explosiva e inesperada, what’s new????

Noticia, para mim, é algo novo, algo relevante e algo construtivo.

Exemplo: - notícia fresquinha do dia: “UE-quer-abandonar-combustíveis-fósseis”

As pessoas ainda não perceberam que aquilo em que se focam, aquilo a que dão atenção torna-se a sua realidade. Ora, se eu quero um mundo melhor, mais justo e mais pacifico acham mesmo que eu devo passar duas horas por dia em frente ao televisor a assistir passivamente a um desfile de desgraças?

Já para não falar, é claro, do factor manipulação/hipnotização (ou se quiserem, lavagem cerebral) tão presente na forma e nos conteúdos da televisão dos nossos dias.

Quantas vezes viram uma notícia ser transmitida num dia, causando grande alvoroço e preocupação, para ser desmentida dias depois? Ganharam alguma coisa com isso, para além da preocupação, do desgaste e de um tema de conversa? Parece-me que não.

Ás vezes dizem-me: “Mas se não vês notícias nunca sabes o que se passa”. E eu respondo: “Se for importante para mim vou ficar a saber de uma forma ou de outra.”
E é nisto que eu acredito. A minha vida não pára só porque eu não vejo notícias. O mundo continua a girar e o que tiver de chegar ao meu conhecimento, chegará.

Acho que as pessoas vêm notícias por dois motivos:
1 – Para sentirem que têm controlo;
2 – Para terem tema de conversa.

Passo a explicar:

1 – Ver notícias dá a ilusão às pessoas de que elas são avisadas atempadamente de qualquer imprevisto, de que nada lhes escapa permitindo-lhes assim defenderem-se, ou seja, dá-lhes a ilusão de que podem controlar os acontecimentos apenas com base na informação e na razão. Isto é uma ilusão porque ninguém controla coisa nenhuma, à excepção do que depende exclusivamente de nós e das nossas escolhas. E aqui para nós que ninguém nos ouve, alguém acredita que as escolhas que fazemos, com base na informação de massas, são de facto as NOSSAS escolhas? Pensem nisto.

2 – Tema de conversa. Todos precisamos de temas de conversa. Faz-nos sentir que temos algo em comum com os outros e permite-nos dialogar. E o “sistema” em que vivemos vendeu-nos a ideia de que as notícias, o futebol e as telenovelas são bons temas de conversa. Como a maioria de nós é um sujeito passivo, com pouco espírito crítico, dentro do “sistema”, comprámos esta ideia. Mas será que não há mesmo outros temas de conversa? 
Porque não falam as pessoas do que lhes vai na alma? Porquê a necessidade de encontrar temas superficiais ou fúteis para conversar? As pessoas simplesmente não se querem revelar umas às outras porque têm medo de serem feridas na sua intimidade. Escondem-se atrás de temas que sejam impessoais o suficiente para não as fazerem sofrer. Acham que se se abrirem ficam vulneráveis.

Pois eu acho que deviam mesmo tornar-se e mostrarem-se vulneráveis, porque no fundo somos todos, e todos beneficiaríamos do facto de os outros partilharem connosco a sua vulnerabilidade.

O que nos une é muito mais ao nível do sentir do que ao nível do pensar.

Termino com uma frase do escritor Khalil Gibran:

“Todos somos prisioneiros, mas alguns de nós estão em celas com janelas e outros sem."

Para os que não entenderam, recomendo que vejam, ou revejam, o filme “MATRIX” com muita atenção.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Ano Novo, Mundo Novo...


Acordei e estava em 2013. Ainda de ressaca, percebi que me despia do passado como se de uma roupa usada, gasta e suada se tratasse. Não fiquei nua (ainda). Esta roupa velha, corresponde não apenas ao ano que passou, mas a décadas de uma vida saturada e bolorenta. Por isso está grudada em mim e não cairá da noite para o dia. É um processo. Estou a despedir-me não só de um ano, de uma época mas sobretudo de um velho-EU para dar à luz o meu Eu mais puro e cristalino.

O mundo não acabou em 2012, deitando por terra as profecias do "Juízo Final" mas sinto que algo muito viscoso e peçonhento está a morrer, ainda que lentamente, abrindo espaço para o novo, fresco e arejado.

É um tempo de mudanças, metamorfoses e renascimentos. É um tempo de transição entre o velho e o novo, dentro e fora de nós.

Conheço bem o que está em gestação mas apenas em teoria. Esta roupa suja e opaca ainda nos oculta a visão do que está para vir à luz. 

De vez em quando temos pequenos vislumbres desse Mundo Novo e Homem Novo. São eles que nos impelem a continuar e a passar pelo processo de arrancar a velha pele, por mais doloroso que ele seja. 

Ainda assim, tenho fé! Acredito que 2013 será o começo de algo maravilhoso e desejo que o seja. Para mim, para o mundo e para todos os seres deste planeta.

Tenhamos TODOS a coragem de romper os limites impostos por uma vida de ilusões, enganos e armadilhas. 

Para lá das cercas de arame farpado em que nos prendemos, há campos floridos a perder de vista e cascatas de água cristalina que vale a pena descobrir e desfrutar.

Sem medo e com o espírito certo, podemos construir o que quisermos.

Feliz Ano Novo! Feliz Mundo Novo!

segunda-feira, 4 de junho de 2012

FIB - Felicidade Interna Bruta




O conceito de Felicidade Interna Bruta nasceu em 1972, no Butão, um pequeno país situado nas encostas dos Himalaias, entre a China, a Índia e o Tibete e foi criado pelo Rei Jigme Singye Wangchuck.

O conceito tem por base o principio de que o verdadeiro desenvolvimento de uma sociedade só acontece quando há desenvolvimento espiritual a par do desenvolvimento material, complementando-se e reforçando-se mutuamente.

O FIB assenta em 4 pilares fundamentais:

1 - Promoção do desenvolvimento sócio-económico sustentável e igualitário
2 - Preservação e promoção dos valores culturais
3 - Conservação do Meio Ambiental natural
4 - Estabelecimento da boa governança

Os dirigentes do Centro de Estudos do Butão definiram ainda nove indicadores para medir a felicidade nacional: 

- Bem-estar psicológico
- Equilíbrio entre vida pessoal e trabalho
- Vitalidade comunitária
- Educação
- Preservação cultural
- Proteção ambiental
- Boa gestão governamental
- Segurança financeira.

A seguir deixo-vos com algumas notícias e artigos recentes sobre o FIB:

"Produto Interno Bruto é insuficiente para avaliar as sociedades

Nos últimos anos tem sido dada cada vez maior relevância aos índices de felicidade dos países. Em 2009, na 5ª Conferência Internacional sobre a Felicidade Interna Bruta, os vários profissionais internacionais participantes foram unânimes: o Produto Interno Bruto é uma ferramenta demasiado insensível e imperfeita para medir o sucesso das sociedades.

Solidariedade, relação trabalho-vida, benefícios fiscais

Estudos recentes que mediram a felicidade dos países, sustentam a teoria de que um PIB elevado ajuda mas não garante o bem-estar dos cidadãos. José Pais Ribeiro, Professor da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto, que estuda o "fenómeno" da felicidade desde os anos 90, confirma dando o exemplo de povos como os das Caraíbas, "que são mais pobres do que nós (portugueses)" mas que "têm valores de felicidade superiores".

Um estudo realizado em 2009 pela OCDE e que abrangeu 140 países, revela que o país com o PIB per capita mais elevado do mundo, a Noruega, ficou apenas no 9º lugar da lista. Já a Nova Zelândia, com um PIB per capita três vezes inferior ao da Noruega ficou em oitavo.

O mesmo estudo indica que os povos mais felizes são os da Europa do norte: a Dinamarca, a Finlândia, a Holanda e a Suécia. Países que além de uma economia sólida, possuem um grande sentido de solidariedade social, valorizam o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal e oferecem altos benefícios aos seus contribuintes.

FIB: ONU avalia pela primeira vez a felicidade mundial

É a primeira vez que a ONU faz um estudo sobre a felicidade dos países. O Relatório Mundial sobre Felicidade posiciona os países nórdicos entre os mais felizes do mundo. Portugal ocupa a 73ª posição numa lista que inclui 156 países.

Dinamarca, Noruega, Finlândia e Holanda encabeçam a lista e são os países considerados mais felizes, com uma avaliação média de 7,6 pontos numa escala de 0 a 10. Portugal obteve uma média de 5,4 posicionando-se no centro da tabela mundial.

Em contraponto, países da África subsariana como o Togo, o Benim, a República Centro-Africana ou a Serra Leoa são considerados os países com um índice de felicidade mais baixo, numa classificação que ronda os 3,4 pontos.

Além da riqueza, este relatório dá valor aos níveis de liberdade política, às redes sociais fortes e à ausência de corrupção. A nível individual, também são essenciais variáveis como a saúde física e mental, a segurança no trabalho e um ambiente familiar estável

O Relatório, apresentado a 2 de Abril na Conferência sobre a Felicidade da ONU, foi encomendado à Universidade de Colúmbia e publicado pelo Instituto da Terra.

Os dados foram recolhidos entre 2005 e 2011, mediante a avaliação de vários entrevistados, maiores de 15 anos, aos quais foi pedido que avaliassem a sua qualidade de vida numa escala de 0 a 10.


Mundo ocidental de olhos postos no FIB

Será que a aplicação do FIB traria benefícios a países como Portugal e Itália, que surgem recorrentemente no fim dos estudos sobre a felicidade? Talvez, mas seria uma tarefa difícil. "Não acredito que seja possível implementar o FIB nos países ocidentais. Acharíamos sempre que era uma armadilha do poder para ficar com o nosso dinheiro. No entanto, a formalização do FIB e a sua discussão [...] pode chamar a nossa atenção para aspectos que são importantes e que tendemos a negligenciar", defende Pais do Amaral.

No entanto, a moda está a pegar. Alguns países ocidentais começam a considerar a hipótese de adoptar este método. Em 2008, o presidente francês Nicholas Sarkozy anunciou que o governo francês iria começar a medir o bem-estar dos cidadãos. Para isso constituiu uma Comissão de Medição da Performance Económica e do Progresso Social, liderada pelo economista e prémio Nobel, Joseph Stiglitz.

Também o Canadá desenvolveu, recentemente, um índex de bem-estar para medir a vitalidade da sua comunidade. E o Reino Unido emitiu um conjunto de indicadores  de desenvolvimento sustentável num primeira tentativa de criar um índex sistemático da qualidade de vida do país. A própria OCDE tem realizado estudos para avaliar o bem-estar dos países a nível mundial.

O PIB continua a ser o principal indicador das competências e da credibilidade das nações, o único admitido pelo Banco Mundial e outras instituições financeiras e políticas. E os líderes mundiais correspondem orientando as políticas nacionais para esses objectivos. Talvez no futuro o próprio Banco Mundial venha a incluir o FIB nos seus indicadores. E aí, pode ser que os dirigentes das nações sigam um novo rumo, com os olhos postos no bem estar dos seus povos."

Fonte://www.boasnoticias.clix.pt/

terça-feira, 10 de abril de 2012

"A atual educação estraga as crianças"



Transcrevo aqui um artigo que recebi e que achei fabuloso, referente a uma palestra do Psicólogo Eduardo Sá:

[A atual educação estraga as crianças - Eduardo Sá

Foi assim que iniciou a sua palestra no Colégio de Nossa Senhora do Alto, em Faro, uma iniciativa promovida em colaboração por aquela instituição e pelo Centro de Formação Ria Formosa sobre o “Envolvimento Parental na Escola”. 

Perante um auditório com cerca de 280 pessoas, o conferencista afirmou que “a estrutura tecnocrática, em que se transformou a educação, faz mal” e criticou o “furor da formação técnica e científica” que levou ao esquecimento de que “o melhor do mundo não é a escola mas as pessoas e, em particular, as relações familiares”. Lamentando a ausência de uma lei de bases para a família e para a criança, Eduardo Sá lembrou que “há aspetos muito mais importantes do que a escola na vida das crianças”, como a família. “Estamos a criar uma mole de licenciados e de mestres aos 23 anos que esperamos que sejam ídolos antes dos 30 e o fundamental não é isso”, lastimou, lembrando que “estamos a exigir aos nossos filhos que sejam iguais a nós: que ponham o trabalho à frente de tudo o resto”, esquecendo-nos de brincar com eles. 

O conferencista considerou que “criámos uma ideia absurda de desenvolvimento” e lembrou que “a vida não acaba aos 17 anos com a entrada no ensino superior”. “Só os alunos que tiveram pelo menos uma negativa no seu percurso educativo é que deviam entrar no ensino superior porque estamos a criar uma geração de pessoas imunodeprimidas”, defendeu, sustentando que “errar é aprender”. 

Eduardo Sá disse achar “uma estupidez” crermos que tecnocratas sejam “sempre mais inteligentes porque dominam a estatística”, “inacreditável” que “o mundo, hoje, privilegie o número à palavra” e um “escândalo” que, “nesta sociedade do conhecimento, não perguntemos até que ponto é que mais conhecimento representou mais humanidade”. “Este mundo está felizmente a morrer de morte natural. O futuro vão voltar a ser as pessoas”, congratulou-se, considerando a atual crise uma “oportunidade fantástica que temos a sorte de estar a viver”. “Esta crise representa o fim de um ciclo que aplaudo de pé. Este furor positivista está felizmente a morrer”, complementou, considerando que “o custo do positivismo foi a burocracia e a tecnocracia”.“Acho ótimo que possamos reabilitar algumas noções que parecem ferir os tecnocratas e que são preciosas para a natureza humana. Acho inacreditável que, depois do positivismo, a fé tenha passado de moda porque a fé é uma experiência de comunhão entre as pessoas”, acrescentou. 

Eduardo Sá defendeu que as “educações tecnológicas” possam dar lugar à “educação para o amor” como “a questão mais importante das nossas vidas”. “Acho fundamental que tenhamos a coragem, a ousadia e a verticalidade de dizer que a maior parte das pessoas se sente mal-amada e acho fundamental explicar aos nossos filhos que é mentira que acertemos no amor à primeira e que é notável aquilo que se passa dentro do nosso coração”, afirmou. 

Neste sentido afirmou que “devia ser proibido dizermos aos nossos filhos que se deve casar para sempre”. “Sempre que namoramos mais um bocadinho, casamo-nos mais um pouco e sempre que deixamos de namorar, divorciamo-nos em suaves prestações”, concretizou a provocação, considerando o casamento tão sagrado como frágil. “É uma experiência sagrada porque duas pessoas que decidem comungar-se é uma experiência tão preciosa que é sagrada, mas é frágil porque, às vezes, os pais estão tão preocupados com a educação dos filhos que se esquecem de namorar todos os dias”, lamentou, lembrando que “pais mal-amados tornam-se piores pais”. “É fundamental que a relação amorosa dos pais esteja em primeiro lugar, antes da relação dos pais com as crianças”, sustentou. 

Eduardo Sá defendeu que “as crianças devem sair o mais tarde possível de casa” e jardins de infância “tendencialmente gratuitos para todos”. “Não se compreende como é que a educação infantil e o ensino obrigatório não são a mesma coisa”, criticou, lamentando que os governantes, “nomeadamente a propósito da crise da natalidade”, não perguntem: “quanto é que uma família da classe média (se é que isso ainda existe em Portugal) precisa de ganhar para ter dois ou três filhos num jardim de infância”. 

O psicólogo defendeu ainda jardins de infância onde as crianças “brinquem e ouçam e contem histórias”, tenham educação física, educação musical e educação visual. “O ensino básico não é muito importante senão para que, para além de tudo isto, as crianças tenham português e matemática”, disse, considerando ser “mentira que as crianças não tenham competências para a aprendizagem da matemática”. “É ótimo brincar com a matemática mas a matemática sem o português torna-nos estúpidos. Não consigo entender que este país não acarinhe a língua materna”, criticou. 

Eduardo Sá disse ainda não achar que “mais escola seja melhor escola”, criticando os blocos de aulas de 90 minutos porque aulas expositivas daquela duração são “amigas dos défices de atenção”. “Acho um escândalo que as crianças comecem a trabalhar às 8h, terminem às 20h e que tenham, entre blocos de 90 minutos, 10 minutos de intervalo. "Quanto mais as crianças puderem brincar, mais sucesso escolar têm”, defendeu, acrescentando que “os pais estão autorizados a ser vaidosos com os filhos mas proibidos de querer a criar jovens tecnocratas de fraldas”. “Devia ser proibido que as crianças saíssem do jardim de infância a saber ler e escrever”, advertiu. 

A terminar, defendeu ser possível “ter sucesso escolar” e “gostar da escola”. “Tenho esperança que um dia as crianças queiram fugir para a escola”, concluiu.]



terça-feira, 3 de abril de 2012

"A Natureza tem a Solução"


Satish Kumar tem 75 anos e viajou de comboio de Londres até Lisboa para dizer que temos de ir mais devagar para chegar mais longe. Em 2011, este professor no Schumacher College, no Sul de Inglaterra, e director da revista Ressurgence esteve na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, para falar do livro Small is Beautiful, de E. F. Shumacher. Na mala trouxe a inspiração da Natureza e das palavras de Mahatma Ghandi e Martin Luther King.
Acredita que a solução para a crise no mundo está no respeito pela Natureza, no amor e na confiança. Caminhou 13 mil quilómetros, sem dinheiro, numa das maiores peregrinações de sempre pela paz mundial.

Transcrevo a seguir a entrevista que nos deixou:

"Quantas vezes já o chamaram de ingénuo ou irrealista?

Muitas, muitas vezes. Políticos, presidentes de empresas, estudiosos, até jornalistas... (risos). Dizem que as minhas palavras são impossíveis e que sou demasiado inocente e idealista. Mas a minha resposta é: o que têm feito os realistas? O mundo tem sido governado por eles e hoje temos crise económica, crise ambiental, guerras no Afeganistão, Iraque e Líbia, pobreza. O nosso realismo não é sustentável. Pusemos um preço em tudo. A floresta tem preço, os rios, a terra, tudo se tornou uma mercadoria. Talvez tenha chegado o momento de os idealistas fazerem alguma coisa. Esta é a minha resposta. Se sou idealista, não faz mal. A sustentabilidade exige um bocado de idealismo, de inocência.

Então, qual a resposta de um idealista à crise actual?

Esta não é uma crise económica, é uma crise do dinheiro. E o dinheiro é apenas uma ideia, um número no computador. Os realistas criaram este problema artificial e estão preocupados com a crise, voam pelo mundo, vão a Bruxelas, reúnem-se com banqueiros. Mas a terra continua a produzir alimentos, as oliveiras a dar azeite, as vacas a dar leite e os seres humanos não perderam as suas capacidades. Eu diria, regressemos à natureza. A natureza tem a solução, dá-nos tudo o que precisamos, alimentos, roupas, casas, sapatos, amor, poesia, arte.

Como por essa ideia nas mãos dos líderes políticos?

Por exemplo, Portugal devia ter mais dos seus próprios alimentos, roupas, sapatos, mobília, tecnologia. A globalização da economia é um problema. Estamos importando tantos produtos da China... Tudo isso se traduz em combustíveis fósseis para o transporte, com efeitos no clima. Além do mais, estamos chegando a um pico do petróleo. Quando se esgotar o que faremos? A economia local deveria ser a verdadeira economia; a economia global seria como a fina cobertura de açúcar em cima de um bolo, com apenas entre dez a 20% da economia.

Mas em muitos casos é mais barato importar...

Sim, mais barato em termos de dinheiro, mas não em termos de meio ambiente, porque não adicionamos todos os custos. Este é um desafio que lanço aos políticos, empresas, cientistas e jornalistas: o valor deve ser colocado no solo, nos animais, árvores e rios, nas pessoas, não no dinheiro. Se não o fizermos, dentro de cem anos teremos uma crise ainda maior. O dinheiro é apenas um bocado de papel ou de cartão, uma conta no banco. É uma medida da riqueza, como quando usamos uma fita métrica e dizemos que esta mesa tem dois metros de comprimento por um de largura. É da mesa que precisamos, mas para nós a fita métrica é mais importante. O dinheiro é útil, claro, mas é só isso.

Parece uma ideia difícil de concretizar. Por onde começar?

Mudando a forma de pensar. Podemos imprimir notas, criar dinheiro criando mais dívida. Mas se poluirmos os nossos rios e envenenarmos as nossas terras, não os podemos substituir. Devemos viver como peregrinos, não como turistas. O turista é egocêntrico, quer algo para ele próprio, bons hotéis, restaurantes e lojas. A sua atitude é a exigência, quer sempre mais e melhor. O hotel, o táxi ou o serviço não era bom o suficiente. O peregrino é humilde, deixa uma pegada leve na Terra, respeita a árvore e agradece-lhe pela sombra e frutos. A mente egocêntrica tem de mudar para respeitarmos a natureza.

Hoje conhecemos melhor as marcas dos automóveis do que os nomes das árvores...

Exactamente. Por isso, antes de mais nada precisamos trazer a natureza para a cidade, promover uma literatura ecológica. Não conhecemos a natureza porque a exilamos, temos medo dela. Não saímos de casa porque está demasiado frio, neve ou chuva. Precisamos estar confortáveis, civilizados. Na verdade, somos demasiado civilizados... (risos). As pessoas das cidades, como Lisboa, precisam abrir o coração à vida selvagem, caminhar na natureza. O fim-de-semana devia ter três dias para que, pelo menos, um dia pudéssemos andar a pé no campo. Mas não de carro porque assim não se vê nada. Quando caminhamos vemos as flores, a relva, as borboletas, as abelhas. Vemos e experimentamos tudo, não é um conhecimento dos livros.

Mas podemos estar na natureza e não reconhecer a importância de uma 
borboleta ou de uma abelha.

Não basta observar a natureza como um objecto de estudo. Isso é uma separação muito dualista. Só valorizamos a natureza se a experimentarmos, se nos tornarmos parte dela. A natureza não está só lá fora, nas árvores, montanhas, rios e animais. Nós somos a natureza. E ela tem valor intrínseco. Falamos de direitos humanos, mas também precisamos falar dos direitos da Natureza. Os rios têm o direito de se manterem limpos, as florestas têm o direito a permanecer de pé.

Quando tinha quatro ou cinco anos, a sua mãe disse-lhe para começar a andar e aprender com a natureza. Para nós será demasiado tarde?

Tal como minha mãe me ensinou a andar na natureza, gostaria que o mesmo acontecesse na nossa sociedade. Devemos educar as nossas crianças no amor pela natureza, aprendendo na natureza e não sobre a natureza, com livros e computadores. Gostaria de ver os pais levar os filhos para a natureza e a deixá-los subir nas árvores, escalar montanhas e nadar nos rios. Para as crianças não é tarde demais, elas estão prontas para isso. Talvez para os adultos seja tarde, até porque eles têm medo da natureza. Mas até eles podem descobrir que passariam a estar mais inspirados, teriam mais poesia, música e arte. Nossa sociedade está se tornando cada vez mais banal e prosaica.

Toda a sua vida você caminhou. Qual foi a viagem mais importante?

A mais importante caminhada que fiz, da Índia para a América (de 1962 a 1965), foi inspirada pelo filósofo britânico Bertrand Russell, que protestou contra as armas nucleares. Quando ele tinha 90 anos foi preso por isso. Uma manhã, quando eu tinha 25t anos e bebia café numa esplanada com um amigo, disse-lhe: "Aqui está um homem que, aos 90 anos, vai para a prisão pela paz no mundo. O que estamos, nós, jovens, a fazer aqui sentados a beber café?". Isso foi a inspiração. Eu e meu amigo fomos aconselhados por ela a partir sem dinheiro, porque a paz vem da confiança e a raiz da guerra é o medo. Se queremos paz temos de ter confiança nas pessoas, na natureza, no universo. Durante dois anos e meio caminhei 13 mil quilómetros sem qualquer dinheiro.

E como conseguiu sobreviver?

Fiquei em casa de pessoas que ia conhecendo. Quando não tinha dinheiro dizia que era a minha oportunidade para fazer jejum. Se não tinha um tecto, era a oportunidade para dormir sob as estrelas. Antes de partir, na Índia, disseram-me: "Vais a pé, sem dinheiro, podes não regressar". E respondi: "Se morrer enquanto caminhar pela paz isso será a melhor morte que poderei ter". Assim, caminhei pelo Paquistão, Afeganistão, Irão, Azerbaijão, Arménia, Geórgia, Rússia, Bielorússia, Polónia, Alemanha, Bélgica. Na França peguei um barco, apoiado pelos habitantes de uma pequena localidade, e fui até a Inglaterra, onde conheci Bertrand Russell. Ele me ajudou com os bilhetes de barco para Nova York. Daí caminhamos até Washington, onde conhecemos Martin Luther King. Foi uma demonstração de que podemos viver sem dinheiro e fazer a paz connosco, com as pessoas e com a natureza. Neste momento, a humanidade está em guerra com a natureza, estamos a destruí-la. E seremos perdedores se vencermos. A menos que façamos a paz com a natureza não poderá haverá paz na humanidade.

Qual a sua maior preocupação?

A minha maior preocupação é que a humanidade não acorde a tempo de resolver os desafios. Talvez estejamos demasiado obcecados com os nossos padrões de vida, com a dívida, o dinheiro. A sociedade industrial tem lutado pelo crescimento económico a todo o custo. Mas também tenho esperança na humanidade, num despertar de consciências. Cada vez mais jovens me dizem que temos de cuidar da Terra e que o crescimento económico não é suficiente, precisamos de bem estar. Se as pessoas não estão bem, de que serve o crescimento económico? É um bom começo. Até porque há abundância na natureza. Quantas azeitonas dá uma oliveira? De uma única semente, lançada à terra centenas de anos antes, obtemos milhões de azeitonas. Isso é a abundância e generosidade da natureza.

O alerta para a crise do meio ambiente tem mais de meio século. E hoje o problema está longe do fim. É uma mensagem difícil?

As grandes mudanças controem-se lentamente. Quanto tempo demorou para o apartheid acabar? Nelson Mandela esteve preso 27 anos. Mas o apartheid acabou. O mesmo se passa com os direitos humanos. Quando estive com Martin Luther King, em 1964, os negros não tinham direito ao voto. Hoje temos um homem negro na Casa Branca. E quanto tempo demorou para o muro de Berlim cair? Muito tempo, uma luta longa. Não sabíamos quando o muro iria cair, quando o apartheid iria acabar. Não precisamos saber. Estamos construindo um movimento ambiental e o momento vai chegar.

De que precisamos para ser felizes?

Aprender uma única palavra: celebração. Temos de celebrar a vida, a natureza, a abundância humana. As pessoas não são felizes porque não têm tempo para celebrar. Estão sempre ocupadas, vivem demasiado depressa. Os maridos não têm tempo para as mulheres e as mulheres não têm tempo para os maridos. Os pais não têm tempo para os filhos. As pessoas não têm tempo para celebrar a natureza. É preciso caminhar mais devagar abrandar para chegar mais longe, apreciar o que temos em vez de ignorar o que já temos e querer mais. Temos muita roupa no armário, mas ignoramos esse fato e vamos ao shopping comprar mais. O mundo tem o suficiente para as necessidades das pessoas, mas não para a sua ganância, já dissera Mahatma Ghandi. O universo é um grande presente para nós todos."

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Balanço 2011 e projectos para 2012


Revendo os projectos para 2011 tenho de reconhecer que fiquei aquém: - não deixei de fumar (apesar das tentativas), não perdi peso (apesar da dieta) e não fui para a Universidade (por falta de fundos!)

Mas fiz algumas outras coisas: - passei as férias de Verão numa comunidade bastante alternativa no Alentejo, onde aprendi imenso e conheci pessoas fantásticas de várias partes do mundo.

Em Setembro iniciei o curso de Astrologia Psicológica e Transpessoal e o curso de Psicologia Junguiana e neste final de ano iniciei uma nova actividade pessoal: dar consultas de Astrologia e Desenvolvimento Pessoal usando para isso todas as ferramentas que tenho vindo a reunir nos últimos anos.


Para 2012 espero impulsionar e dinamizar as consultas, terminar os cursos e talvez fazer um retiro de meditação. Os objectivos não atingidos em 2011 mantêm-se para 2012 porque "enquanto há vida há esperança"  :-)

Também estou expectante quanto ao que 2012 nos vai trazer colectivamente já que em 21 de Dezembro vamos assistir ao final de um ciclo de 26.000 anos (Precessão dos Equinócios) e de um ciclo mais pequeno de cerca de 5.000 anos que faz parte do anterior e, que tem sido, ao longo da história, um ciclo decisivo para o futuro das sociedades. Vamos lá ver o que acontece com a nossa, nestes finais de ciclo e respectivos reinícios.

Em 21 de Dezembro de 2012 vamos estar alinhados com o equador da Via Láctea pela primeira vez em 26.000 anos. Ninguém sabe ao certo o que devemos esperar. Há quem fale em 3 dias de escuridão mas para já são meras especulações. 

Em todo o caso 2012 vai marcar o fim e o início de algo maior que nós.

domingo, 13 de novembro de 2011

Liberdade Vs Responsabilidade



O 25 de Abril deveria ter sido a porta de entrada para a Liberdade. A verdadeira Liberdade que, pressupõe sempre responsabilidade. Mas não. O 25 de Abril foi antes a porta para o abuso da liberdade, para a extravagância, para o desnorte. É natural que fosse assim porque um povo que nunca foi livre não sabe viver em liberdade. Um povo oprimido quando vê a primeira fresta aberta esgueira-se a alta velocidade sem parar para pensar em preparar-se para a liberdade.

Deviam ter ensinado nas escolas, durante os primeiros anos do pós 25 de Abril, o que significa ser livre e o que é que isso implica em termos de cidadania, em termos de respeito pelos outros e pelo país. Isso não foi feito e o resultado está à vista. A malta não soube ser livre. A malta abusou dessa liberdade e quis enriquecer a qualquer custo ou pelo menos aparentar riqueza. A malta esbanjou recursos (privados e colectivos), a malta invadiu as cidades em busca da riqueza e foi muitas vezes parar aos bairros de lata. A malta não cresceu, não aprendeu, não se desenvolveu como povo e como indivíduos. 

Não ficámos mais ricos (excepto alguns espertos), nem mais sábios, nem mais patriotas, nem mais desenvolvidos. Tornámo-nos um bando de "patos-bravos" a viver de expedientes e de espertezas e a por o dinheiro sempre em primeiro lugar. 

Tornámo-nos um povo sem alma, sem carácter. É o salve-se quem puder porque "o mundo é dos espertos". A inteligência, a cultura, a sabedoria não interessam. Interessa é ter uma vivenda e um bom carro e férias no Algarve todos os anos por mais estúpido que se seja. 

Importámos os hamburgueres, as pizzas e as modas acessíveis a todos, importámos as telenovelas e os auto-estradas, os yuppis  e outras fantochadas mas não sabemos ser livres nem o que isso significa.

Somos pouco criativos, vivemos mais de imitações do que de originais e valorizamos sobretudo o que vem de fora porque temos vergonha do que é nosso. Por essas e outras razões não investimos em nós como indivíduos nem no país que desprezamos e que deixamos à deriva nas mãos dos governantes, dos quais sistematicamente nos queixamos.

Não soubemos usar a liberdade para construir um país de que os nossos filhos se pudessem orgulhar. Somos o país do "vai-se andando". Sem a ambição de participarmos das forças colectivas que bem ou mal movem o país. Caímos no individualismo amorfo e improdutivo.

Não admira que aqueles que se sentem excepção à regra saiam do país em busca de fontes de reconhecimento e de enriquecimento pessoal. E não admira também que aqueles que não podem fazê-lo se sintam totalmente desancorados, desmotivados e deprimidos neste país de lamurias, queixumes e azedumes. 

Liberdade implica responsabilidade activa e participativa de todos e em todas as frentes. Esta é a revolução do 25 de Abril que ficou por fazer: a revolução das mentalidades. 
         

sábado, 10 de setembro de 2011

Tamera Summer University

Tamera is a place where hope in a new world and in a brigther future grows and takes shape. Tamera is building a new sustainability model. 
Peace investigation and technology applied to the basic human needs such as agriculture or energy make part of this community's commitment towards a new way of living.
During this year's Summer University a lot has been said about these issues and I have had the privilege of being there to experience all of that. So I post here one of this year's speeches, by Talita, a brazilian girl of only 18.


Trough my staiyng in Tamera I met a lot of people from all over the world and I would like to address some of them right now wherever they are.

Rita and Yan it was very nice meeting you both. I hope you have enjoyed the trip to Tamera in my old car :-)
Philip, I was absolutely amazed by your permaculture project and I wish you all the success you can get in your home country, Kenya.
João, thank you so much for the words of inspiration and for the beautiful conversations we had. Whenever you come to Lisbon give me a call.
Bata, getting to know the Barefoot College from India was amazing. I hope you can continue with the good work helping hundreds of people as you have been doing so far. 
Jorge, thank you so much for pulling my car out of that hole :-) without your help I couldn't make it!
Majed, I can only wish that peace in Gaza and Palestine can be a reality soon enough, so that you can raise your child without war and fear.
Yasser,  it was very nice to meet you. You are a lovely person with the heart where it should be. You know exactly where you want to go and you are right. Don't mind of what others may think about you. 
I hope that the crisis in Egypt can soon be over and peace restored in Cairo and wish that your people can achieve a new democratic system with the elections soon to take place.

Thank you all for the days we have shared in Tamera and please be happy as much as possible. I am glad I met you all.

sábado, 9 de julho de 2011

Leis




Gritar!
Quero gritar que estou aqui, que sou alguém
Que a vida me convém


Mas não como ela é
Não como fio de esperança que mal se vê


E a vontade de Ser e de abrir a alma ao mundo para o mostrar,
sufoca-se-me na garganta quando tento gritar:


- Quero da vida o mel, o perfume, o sabor...
Da vida eu quero o calor e não o frio que atormenta 
Não quero a guerra sangrenta e a agressividade atróz
que existe e aumenta em cada um de nós


- Quero levantar a mão e dizer NÃO sempre que não quiser dizer SIM
Olhar para o alto e ver o céu verde se assim o sentir
e poder dizê-lo sem mentir porque essa é a minha verdade!


A verdade do mundo é imposta é fabricada
Não é a minha nem é a tua
Não tenho culpa que o sol a mim me pareça a lua 
e se gostaria que as rectas fossem curvas porque terei que as fazer rectas?
Porque essa é a lei da vida?


Quero gritar contra essas leis
Quero viver a vida como eu quero e sei!




escrito em 1991

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Inicio



Primeiro era o vazio, o nada.
Apenas uma bola enorme de fumo.
Era o tempo de esperança, do devir.


Das brumas, entre veios de nuvens, surgiu um raio de luz... 
Subindo no ar compacto, reflexos arroxeados projectando-se no infinito, formaram, em várias tonalidades, figuras estranhas.
Figuras moldadas na consistência ainda nublosa dos tempos.
Daquelas formas disformes e ténues, algo se começou a desenhar...


...reconheci-te!


Envolto em luz e véus de vapor, reconheci-te!
Do nada surgiu a forma suave de um corpo sem destino traçado, sem mancha de vício ou capricho.


Depois o tempo cresceu, transformou-se ...


...voltei a encontrar-te!


Num tempo distante do início dos tempos, marcado pelo ritmo acelerado da vida, das mudanças, encontrei-te! Eras tu! O mesmo que reconheci no dia primeiro.
Que bom ter-te encontrado!
Cansada  dos séculos de ansiosa espera, poderia enfim descansar entre os teus braços!


escrito em 1991   

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Mudança de Paradigma



Estamos no limiar de um Novo Paradigma, mas até lá, até à viragem absoluta, ainda vai doer um bocadinho. Segurem-se pois, ao assento da montanha russa e deixem-se ir, aproveitem a viagem, sabendo que por mais curvas, descidas abruptas e loopings que tenhamos pela frente, um dia o turbilhão irá dar lugar a algo novo e muito mais tranquilo.

No livro "O Tao da Física"  de Fritjof Capra, podemos ler no prefácio à segunda edição:

"Quando descobri o paralelo entre a visão do mundo dos físicos e dos místicos, sugerida anteriormente mas nunca profundamente explorada, tive a nítida sensação de que estava meramente a aclarar o que era óbvio e seria dado adquirido no futuro; por vezes, durante a escrita de "O Tao da Física", cheguei a sentir que estava a fazê-lo através de mim, mais do que por mim."

O Tao da Física foi um livro marcante na época (1974) e continuou a agitar algumas águas desde então.

Mais recentemente um físico que se tornou bastante conhecido depois da sua intervenção no documentário "What The Bleep do We Know!?", de seu nome, Amit Goswami, refere-se à leitura deste livro como um ponto importante na viragem da sua carreira.

Amit Goswami é indiano e por isso "bebeu" todo um manancial de conceitos místicos durante a sua infância e adolescência, mas os imperativos da carreira como físico levaram-no a afastar-se desses ensinamentos e a entregar-se por completo ao materialismo cientifico.

Até que, os seus próprios processos pessoais o levam a uma nova abordagem da própria ciência: "Foi muito útil neste particular um livro do filósofo Thomas Kuhn, que estabelece uma distinção entre pesquisa de paradigma e revoluções científicas, que mudam paradigmas; era tempo de chegar à fronteira da física e pensar em uma mudança de paradigma."

Para quem não conhece, deixo AQUI um site sobre este físico e escritor que tem vindo a abalar o mundo da física quântica, fazendo pontes com a espiritualidade.

Para mais informação deixo também uma ENTREVISTA com Amit Goswami.

Bem vindos a um pequeno vislumbre do futuro!