quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Ano Novo

U2 - New Years Day


Todos os inícios de ano tem algo de mágico. A sensação de um novo começo e portanto de novas oportunidades. Sentimos a esperança renovada pelos 365 dias que se aproximam e fazemos votos. Lançamos desafios a nós próprios. Queremos recomeçar, não do zero, mas a partir de um ponto em que a experiência acumulada nos sirva de alicerce na construção de mais um ano.
(Porque sim, somos nós que o construimos. Somos nós que escolhemos cada reacção aos eventos de que somos personagem ou figurante.)

Nesse primeiro dia, é como se nos fosse dada a oportunidade de redireccionar caminhos e escolhas. Á nossa frente temos várias páginas em branco, de um calendário que aguarda as nossas indeléveis pegadas. Somos como uma criança, perante blocos de plasticina de várias cores, suspensa ante a responsabilidade do acto criativo.

E ainda assim, o tempo não parou. Tudo em redor se move numa incessante continuidade do que já conhecemos. Mas há uma espécie de silêncio - branco, cristalino - que se assemelha a um doce intervalo do tempo.

Que faremos nós deste Ano Novo? Seremos capazes de clarear os nossos dias? Seremos capazes de investir na nossa luminosidade interior e de a pulverizar à nossa volta?

É minha convicção que sim. Porque a musica que trago dentro não pode ser só minha.

Feliz 2008 ;)

domingo, 30 de dezembro de 2007

Precessão dos Equinócios - 2012

Estamos a entrar num novo ano:2008. Para muitos este será o ano 1 de um novo ciclo, já que em númerologia é de facto um ano 1 (2+0+0+8 = 10 = 1+0 = 1). Será também o inicio de um novo ciclo astrológico, com a entrada em Janeiro, de Plutão em Capricórnio, onde permanecerá até 2024. Mas sobre isto falarei num próximo post.

Falei de ciclos porque acredito que a Vida, o Universo se movem em ciclos, dentro de ciclos, dentro de ciclos e há concretamente um desses ciclos, com uma duração de cerca de 26.000 anos que está prestes a terminar e é sobre ele que pretendo falar neste post.


Muitos acreditam que o terminus deste ciclo de 26.000 anos acontecerá em 2012, apesar de nem todos estarem atentos a isso, há várias correntes que defendem que 2012 será um ano decisivo, para o bem ou para o mal, nos destinos do mundo. Muitos são os temas associados a 2012 mas o mais conhecido é o Calendário Maia que termina precisamente nesse ano. Em associação, fala-se também da Precessão dos Equinócios, que segundo alguns, atingirá um ponto culminante em 2012. Chamam-lhe alinhamento cósmico.

A propósito de tudo isto, deixo aqui uma entrevista com John Major Jenkins, um investigador desde há vários anos, do Calendário Maia.


Alf, se estiver por aí, diga de sua justiça. Era sobre isto que falava quando mencionei a Precessão dos Equinócios.


Author and Researcher John Major Jenkins joins us to discuss Mayan Cosmology, The Galactic Alignment, 2012 & The Mayan Calendar. Topics Discussed: How John’s Interest in the Mayan Calendar began, Mexico Mystique, Frank Waters, Hopi Documentary The Fifth Gate, Precession, the 26 000 Year Cycle (The Great Year), Hamlets Mill, Terrence McKenna (Invisible Landscape), the Milky Way & the Dark Rifts, Xibalba, The Mayan Ball Game, Chichen Itza (Kukulca), Tzab, Pleiades, The Significance of Sacrifice & Our World Today, Prophecy, 2012, The End of Time, Technology, and much more. Don’t miss out excellent Subscriber Interview with John Major Jenkins on Izapa, The Mayan Calendar and Pyramid of Fire.

OUVIR ENTREVISTA

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Sobreviver à Ciência


Não, não estamos no mês de "bater-na-ciência" mas vem a propósito.

Este é um LIVRO que descobri recentemente, da autoria de Jean-Jacques Salomon, editado pela "Instituto Piaget Editora".

Uma reflexão que merece ser lida e da qual deixo aqui a sinopse para abrir o apetite:


"Pode-se estabelecer um paralelo entre o século XVI e a nossa época do limiar do século XXI. O século XVI e o século XX assistiram a transformações, guerras e tumultos, e neles se jogou, além do destino da Europa, uma certa ideia do homem. Em ambos, houve uma procura de novas convicções, no primeiro, a transição da Idade Média para o Renascimento e, no segundo, a transição da idade da indústria para a civilização do imaterial, do virtual. De uma época para a outra, passou-se de um mundo onde a imagem de Deus era omnipresente para outro em que desapareceu a própria ideia de Deus; de uma crença numa vida para além da morte, para uma ausência de recurso para as injustiças ou os sofrimentos da vida, que a fé na ciência tenta em vão substituir. Esta religião da ciência e do progresso, que surgiu com a revolução industrial, desenvolveu-se principalmente a partir da Segunda Guerra Mundial. A partir desta altura houve uma mudança considerável do estatuto do cientista. Até então os sábios (como eram chamados) viviam numa espécie de torre de marfim, trabalhando em pesquisas «puras», cujas aplicações não lhes diziam respeito. [...] Estamos no fim de uma época, mas não no fim da história. A ciência aumentou sem dúvida o bem-estar pelo menos de uma parte da humanidade, mas ao mesmo tempo cava-se um fosso cada vez maior entre países ricos e países pobres e entre populações dentro de um mesmo país. É preciso criar um mundo novo, um mundo em que a procura do bem-estar social (isto é, para toda a sociedade) se sobreponha à ideologia do progresso custe-o-que-custar e às miragens por ela fabricadas. Sobreviver à ciência é voltar a um humanismo guiado pelo princípio de precaução, que nos permita afrontar o novo século XXI como se este fosse um novo Renascimento."

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Saúde Integral IV



Apontamentos Finais II


3 – Em jeito de conclusão, devo dizer que, como sou optimista por natureza, tenho esperança de que a necessária mudança de paradigma nas ciências médicas acabe por se concretizar mais cedo ou mais tarde. Temo que seja mais tarde, sobretudo entre nós neste cantinho da Europa, e temo ainda que até lá se enveredem por caminhos em zigue-zague, numa tentativa de fugir ao destino, que pode ser ainda mais nefasta do que a situação actual. Mas sobre o futuro apenas podemos especular...


4 – Há no entanto algo que podemos fazer, que já aqui foi referido, e muito bem, nos comentários ao primeiro post. Falo da auto-responsabilização pela nossa saúde. Neste sentido parece-me que assumirmos total responsabilidade pela nossa consciência seria um bom começo. Já ouviram falar no sistema do “Corpo-Espelho”?

Este sistema foi criado por Sir Martin Brofman. Segundo a sua teoria, baseada essencialmente nas filosofias orientais, qualquer sintoma de uma doença começa na nossa consciência vindo posteriormente a manifestar-se no corpo físico. Ou seja, Sir Martin defende que toda a doença é o reflexo de um mau uso da nossa consciência e que para invertermos a situação deveríamos começar por analisar a forma como pensamos, agimos, julgamos e nos relacionamos connosco próprios, com os outros e com o mundo. Feito isto, e detectada a “falha”, bastaria corrigi-la alterando padrões negativos de pensamento, julgamento e comportamento. Que tal vos parece isto quanto a responsabilização?
Podem ver AQUI mais informação a respeito de Sir Martin Brofman e do seu próprio processo de cura de uma doença supostamente terminal.


5 – Como aqui falei também na saúde espiritual, parte indissociável de uma saúde integral, não poderia terminar sem voltar a ela. É de referir a este respeito a Ajuda Espiritual nos Hospitais, componente que considero bastante importante no apoio ao doente.


6 – De volta ao principio: somos muito mais que um conjunto de órgãos articulados entre si e há muitas terapias, umas mais recentes outras milenares, a merecerem uma investigação cuidada em lugar do cepticismo autista que pura e simplesmente se recusa a olhar noutras direcções, como se a vida fosse uma rua estreita de sentido único e obrigatório.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Saúde Integral III


Apontamentos Finais I


1 - Comecei o primeiro post sobre este tema, referindo que me faz muita confusão a dúvida permanente. Sabemos que Descartes tem culpas no cartório por ter introduzido nos modelos do conhecimento a dúvida sistemática. Claro que como eu disse antes, a dúvida enquanto metodologia cientifica é importante mas caramba, será que os ecos de Edgar Morin e da sua Teoria da Complexidade ainda não se fazem ouvir? Quanto tempo mais teremos de esperar para que as Ciências, e neste caso concreto as da saúde, reconheçam que o actual modelo mecanicista e positivista é insuficiente para além de não ser representativo da realidade?

Não é o Universo um sistema? Não é o planeta um sistema mais pequeno dentro do outro maior? Não são as sociedades sistemas ainda menores? Não é o corpo humano outro sistema ainda mais pequeno dentro dos anteriores e portanto em constante interacção com eles?

Então porque raio somos analisados como se existíssemos isolados de todo este intercâmbio sistémico?

Bom, quem quiser perceber como aqui chegámos e o que se propõe para daqui sairmos poderá ler mais um ARTIGO dos Cadernos de Saúde Pública.


2 – Há no entanto progressos que importa referir, nomeadamente no campo da relação entre as emoções e o sistema imunitário, como é o caso da PSICONEUROIMUNOLOGIA Deste artigo cito o último parágrafo que diz o seguinte:

“A Psiconeuroimunologia contribui para que os pacientes possam compreender que seu corpo é uma somatória integrada e indissolúvel do mental com o orgânico, influenciado significativamente pela experiência de vida e por sua própria sensibilidade. Finalmente, a Psiconeuroimunologia não só deve contribuir solidamente para a compreensão da fisiopatologia médica como da visão holística da medicina.”

Até aqui estamos de acordo, é este o caminho, já tenho mais dúvidas em relação ao como fazê-lo. Se a medicina está tão subdividida em inúmeras especialidades qual vai ser o “especialista” que nos irá ver como um todo e não como um conjunto de partes? E vindo esta abordagem de uma nova disciplina da Psicologia, filha bastarda da ciência, como se resolve este imbróglio?

Fica a pergunta se alguém quiser/souber responder.

sábado, 15 de dezembro de 2007

Saúde Integral II

foto residente no blog holosgaia.blogspot.com


A Saúde Integral é muito mais do que a mera “ausência de doença”. É antes um estado de Ser equilibrado e harmonioso que se manifesta dentro e fora do corpo humano e na sua relação com o mundo. O estado natural do corpo é o da saúde, a doença ocorre quando esse estado de equilíbrio é perturbado. Seria portanto de esperar que quando sofremos de uma maleita ocasional, nos fosse diagnosticada e tratada, não apenas a doença mas também, e sobretudo, a origem do desequilíbrio que potenciou a doença.


Curar é mais do que “matar a doença”, curar é devolver o corpo ao seu equilíbrio natural, potenciando a saúde. A ciência médica fica muitas vezes aquém deste resultado, por se concentrar excessivamente no COMBATE à doença e pouco no AMOR à saúde.


Viram a diferença? Todo o combate é agressivo e tem consequências, ainda que nos salve a vida.
Na medicina convencional quase tudo é agressivo desde os métodos de diagnóstico aos medicamentos sintéticos e artificiais e claro às cirurgias.


Ora, os nossos amigos brasileiros, que nestas coisas nos ganham aos pontos, há muito que já perceberam isto, querem ver? Então leiam este ARTIGO que vale a pena!

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Saúde Integral I


Em Ciência, a dúvida é um método importante e que não deve ser desprezado. Já me faz bastante mais confusão quando se insiste na duvida permanente, ou pior, nas certezas inquestionáveis. Isto vem a propósito de uma discussão num outro blog, onde as terapias naturais têm vindo a ser apresentadas como não produzindo quaisquer resultados, sendo as curas que prometem meramente ilusórias.

Vamos por partes, há charlatães, isso todos sabemos, mas eles existem nas terapias alternativas como existem em todas as áreas económicas, sociais, politicas e até na área da medicina convencional.

Os argumentos a favor das terapias alternativas giram, invariavelmente, à volta do mesmo, a saber, elas oferecem métodos de diagnóstico e de tratamento pouco invasivos, ao contrário da medicina tradicional, e na sua grande maioria, consideram o ser humano de um ponto de vista holistico, ou seja, como um todo integrado, valorizando as relações mente/corpo/espírito, coisa que a medicina tradicional, salvo raras excepções (que apenas confirmam a regra), não faz.

Em abono da verdade, quando vamos ao médico, regra geral somos tratados, mas apenas daquele sintoma específico. Mais tarde voltamos com uma queixa diferente e somos de novo tratados do sintoma específico e assim sucessivamente. É uma visão meramente mecanicista. (Agora introduzindo um pouco de humor, ao qual não resisto, se quiséssemos ser tratados por mecânicos íamos directamente à oficina, não vos parece!)

Brincadeiras à parte, é óbvio que ir ao médico e fazer exames regularmente é fundamental, também é óbvio que muitas doenças pela sua gravidade não dispensam um tratamento clínico convencional. Não estou portanto, nem por sombras, a defender o abandono da medicina tradicional. No entanto, nada disto invalida o que foi dito antes. Ou seja, nós não somos apenas o nosso corpo e muito menos partes isoladas do mesmo. Se o corpo é o nosso veículo natural ele requer um condutor (mente/espírito) e esse condutor tem uma relação directa com as avarias (doenças) do veículo (corpo).

A mente e o espírito têm muito mais poder sobre nós do que possamos pensar. Acredito (e isto é apenas a minha crença pessoal, cada um tirará para si as suas melhores conclusões) que sentimentos de raiva, ódio, inveja, rancor, vingança, insatisfação, humilhação, discriminação, angustia, para nomear apenas alguns, se forem persistentes, mais cedo ou mais tarde acabam por se manifestar fisicamente sob a forma de doenças. Do mesmo modo, acredito também no inverso, que os sentimentos positivos se manifestam positivamente no nosso bem-estar e saúde geral.

Ora, muitas terapias alternativas exploram precisamente esta relação entre as emoções e o seu reflexo físico, e ao contrário da medicina convencional, “tratam o doente não a doença”. É isto que atrai as pessoas e as leva a adoptar terapias alternativas em complemento da medicina tradicional. E sim, produzem-se resultados.

Vou continuar este tema nos próximos post’s mas para já, deixo-vos aqui um exemplo do que acabo de dizer, dirigido sobretudo aos que não acreditam na "energia vital".

sábado, 8 de dezembro de 2007

OVNIS Part II

Bom, no seguimento do último post, pediram-me para colocar aqui umas imagens de OVNIS, mas como eles não existem, e à falta de melhor, restam-me umas imagens do Rato Mickey, divirtam-se!

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Os OVNIS existem?

Tó - Acreditas em Ovnis?
Zé - Claro que não!
Tó - Porquê?
Zé - Porque nunca vi nenhum!

Tó - Acreditas em átomos?
Zé - Claro que sim.
Tó - Porquê, já viste algum?
Zé - Não, mas muitas pessoas já viram.


Acreditar no que não é explicável pela ciência ou pela razão é complicado nos dias que correm. É quase como passar a si próprio um atestado de loucura. O que faz sentido e tem lógica é acreditar que o Universo surgiu por acaso, que a realidade é exclusivamente constituída pelo que podemos observar e que somos os únicos habitantes de um Universo constituído por milhões de galáxias. Claro que, ainda que existisse vida noutros planetas, não poderia ser mais inteligente que nós ou possuir tecnologia mais avançada. Isso não cabe na cabeça de ninguém. Se nós só usamos 10% do cérebro é porque os outros 90% não podem ser usados e pronto. Agora virem dizer que podem existir outros povos com capacidades superiores às nossas? Isso nunca! Onde é que já se viu? Querem ver que iríamos ser ensinados por eles e não o contrário?! Que todo o nosso conhecimento e instrumentos de repente seriam obsoletos? Que muito do que temos como certezas afinal não corresponderia à verdade? Que a nossa ciência, medicina e tecnologia de ponta afinal seriam arcaicas? Que a forma como nos organizamos, fazemos politica e gerimos recursos seria considerada disfuncional e pouco inteligente? Não, definitivamente os Ovnis NÃO PODEM existir, assunto encerrado.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Um outro mundo… é possível!

"Um outro mundo… é possível!

Colóquio em torno da obra do Prof. Joseph Stiglitz

SEXTA-FEIRA, 30 NOVEMBRO 15h SALÃO NOBRE DA REITORIA DA UNIVERSIDADE DE LISBOA

O colóquio realizar-se-á em torno da obra de Joseph Stiglitz, Prémio Nobel da Economia em 2001. A sessão inaugural será presidida por Eurico Figueiredo e a sessão de encerramento por Fernando Condesso.

Organizado pela Cooperativa Cultural Contraponto – cujo objectivo consiste em promover a reflexão, a investigação e a difusão sobre questões emergentes a nível global e na sociedade portuguesa, com impacto marcante a médio prazo – o colóquio visa contribuir para um debate aberto sobre o tema da “Globalização e Equidade”, tendo como base de reflexão os trabalhos inovadores do Prof. Stiglitz, da Universidade de Columbia e, em particular, a sua obra “Making Globalization Work” (2006).

O conteúdo desta conferência será publicado no N.º 1 da revista Contraponto.


Conferencistas
Dr. Jorge Sampaio
Dr. Miguel Saint Aubyn
Dr. Francisco Louçã
Dr. Almeida Santos

Comentadores
Dr.ª Teodora Cardoso
Dr. Nuno Ramos de Almeida
Arq.ª Helena Roseta
Dr. Eduardo Paz Ferreira


Entrada livre, sujeita à lotação da sala"

Texto extraído do convite recebido da Reitoria da Universidade de Lisboa
Organização e Informações
Cooperativa Cultural Contraponto
Rua Braancamp, 52, 9º Direito, 1250-051 Lisboa
Tel.: +351 213 863 980

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Christmas = Shopping?...

foto residente no blog toobusylivinglife.blogspot.com

Estamos em Novembro e a agitação está aí: é quase Natal!
Os Centros Comerciais usam os seus tradicionais enfeites natalícios;
As ruas engalanadas de luz e cor, projectam estrelas, anjos e azevinhos;
Os fins-de-semana levam rios de gente a desaguar nas lojas vestidas de Natal;
O mundo inteiro parece convergir num único sentido, carregando sacos, pacotes e laçarotes.

Todos os anos hesito antes de mergulhar na multidão acotovelada na cansativa busca da prenda ideal, mas todos os anos lá estou eu, como que levada por uma força misteriosa, que me puxa para cumprir um desígnio superior a mim. Pois este ano resisto! Finco os pés no chão e não me permito ser levada na enxurrada.

Que me perdoem os que não vão receber uma prenda minha este Natal, mas decidi não impor a mim própria a “tortura” das compras natalícias.

Gosto muito de dar mas será preciso todo este turbilhão para demonstrar a alguém que o apreciamos, que o lembramos, que conta com o nosso amor? Perdoem o cliché radiofónico mas… “Valeria a pena pensar nisto!”

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Que Futuro?

No próximo dia 26 de Novembro, segunda-feira, às 18 horas, no El Corte Inglês, em Lisboa Sala de Âmbito Cultural (piso 7), decorrerá a apresentação do livro "Que Futuro? – Ciência, Tecnologia, Desenvolvimento e Ambiente", de Filipe Duarte Santos (Gradiva). Para os interessados aqui fica o resumo da obra e a biografia do autor.


Resumo da Obra:

Que Futuro? - Ciência, Tecnologia, Desenvolvimento e Ambiente aborda os principais desafios enfrentados actualmente pelo desenvolvimento social e económico, no contexto das mudanças globais no século XXI. Assim, apresenta uma análise pormenorizada das questões relacionadas com as alterações climáticas, a dependência dos combustíveis fósseis, a desflorestação, a perda de biodiversidade, a desertificação, a poluição do ar, da água, dos solos e dos oceanos, ao mesmo tempo que trata aspectos relativos aos problemas de superpovoamento, pobreza, injustiças sociais e económicas e conflitualidade.
A ênfase é colocada nas incertezas e nos riscos do futuro a curto prazo, nos próximos cinquenta a cem anos, no que respeita à degradação ambiental e à sustentabilidade do actual paradigma de crescimento.
Depois de analisados os discursos sobre o desenvolvimento e o ambiente – desde o prometaico e o da modernização ecológica aos mais radicais – defende-se que o discurso mais promissor para o futuro é o do desenvolvimento sustentável, embora a sua implementação nos últimos trinta anos esteja ainda muito longe do desejável.
Um grande livro escrito por um cientista português, reconhecido internacionalmente como um dos mais reputados especialistas mundiais nas matérias.


Biografia:

Filipe Duarte Santos é professor catedrático de Física na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Desde a década de 1980 dedica-se sobretudo à investigação nas Ciências do Ambiente e em especial às Mudanças Globais e Alterações Climáticas. É professor convidado de várias universidades prestigiadas dos Estados Unidos da América e da Europa. Com cerca de cento e vinte artigos científicos publicados, coordenou a redacção do primeiro e único Livro Branco sobre o Estado do Ambiente em Portugal, publicado em 1991. Integra desde 1998 o Conselho Nacional do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável e é membro efectivo da Academia das Ciências de Lisboa. É gestor da área de Desenvolvimento Sustentável do Programa Ibero-Americano CYTED – Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento.


Texto extraído do convite recebido da Reitoria da Universidade de Lisboa
Divisão de Actividades Culturais e Imagem da DSRE
Sítio: http://www.ul.pt/

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Mentes Brilhantes



Urville é a maior cidade (imaginária) da Europa com cerca de 12 milhões de habitantes e o seu "arquitecto", GillesTréhin, é autista. Desde os 12 anos que desenha compulsivamente. Estes são alguns dos seus mais recentes desenhos.


Mais informações sobre o autismo e as suas manifestações de sobredotação
aqui onde podem ser encontrados outros casos semelhantes.

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Lado Esquerdo/Lado Direito


Clica na bailarina. Em que sentido está a girar?

Quem vê a bailarina a girar no sentido dos ponteiros do relógio está a usar mais o lado direito do cérebro, quem a vê girar no sentido inverso está a usar mais o lado esquerdo.


No meu caso, para quem me conhece, já sabe que a vejo como se fosse o próprio ponteiro do relógio. Quer dizer, quase sempre... :)

Testem com os vossos amigos, é giro!


Podem ver a noticia completa aqui

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Descascando a Cebola

Diz-se que nos assemelhamos a uma cebola, cujo centro se encontra envolvido por camadas e camadas de protecção. Significaria isto que quando interagimos com o outro o fazemos através da nossa “casca” exterior. Será esta a explicação para o facto de estabelecermos relações superficiais? Relações em que nos tocamos ao nível das nossas “cascas” mas nunca, ou raramente, ao nível dos nossos “centros”? Será o “factor cebola” – como resolvi chamar-lhe, que nos impede de uma verdadeira intimidade com o outro? Não, não estou a falar desse tipo de intimidade. Acho até que o sexo é muitas vezes usado para fingir a existência de verdadeira intimidade. Claro que o sexo implica uma boa dose de intimidade física mas eu falo da outra, da intimidade emocional. Aquela em que, para além do corpo, são as próprias almas que se tocam. Alguns de nós, em algum momento das nossas vidas, já fomos abençoados com essa maravilhosa experiência. Descrevemo-la como uma emoção profunda e inexplicável. Sabemos que é possível, sabemos que existe e sabemos mais: sabemos que as nossas “cascas” podem ter diferentes cores, texturas, aparências mas o núcleo, o centro, a essência que habita em cada um de nós, essa é universal. Sabemos tudo isto mas ainda temos medo. Camadas e camadas de medo acumulado na nossa memória celular. Assim, vamos mantendo o nosso núcleo o mais escondido possível (até de nós próprios muitas vezes). É uma defesa, claro mas será útil? Talvez o tenha sido no passado mas continuará a sê-lo? O que aconteceria se todos, ainda que de modo gradual, fossemos descascando as nossas “camadas” de medo, que se manifestam sob a forma de arrogância, prepotência, frieza, superioridade, indiferença ou manipulação, revelando ao mundo a nossa verdadeira natureza? Como seriam então as relações entre parceiros, amigos, familiares, países...? Como seria?

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Deus no Sec.XXI e o Futuro do Cristianismo


Livro escrito por vários autores de diversas áreas do saber, entre as quais, sociologia, genética, neurobiologia, filosofia, teologia, psiquiatria e bioética entre outras. Aborda temas como os Desafios à Humanidade e ao Cristianismo, o Predomínio da Imagem e a Pobreza Simbólica ou o Diálogo Ciência-Fé na Actualidade.


A titulo de exemplo sobre o tipo de questões levantadas neste livro, deixo um pequeno excerto:

"Na medida em que somos feitos pelo meio-ambiente em que vivemos, mas, simultaneamente, somos nós que fazemos esse meio, parece ser vital não perder de vista aquilo que se poderia designar por construção do mundo interior de cada pessoa. Porque cada pessoa é um mundo, mais ou menos viçoso ou desértico, mais ou menos organizado ou caótico, mais ou menos respirável ou intoxicado.
A interioridade, a espiritualidade, a densidade da vida interior carece de ser cuidada e desenvolvida, sob pena de se diluir na exterioridade e, consequentemente, se esvaziar.
Como pode querer-se a comunicação se a originalidade e especificidade de quem participa no acto comunicativo não existem ou são a mera clonagem dos ares do tempo? Como se pode verdadeiramente ver a exterioridade - para além da ofuscação e do espectáculo ambientes - sem a luminosidade interior? Como dar sentido ao magma informativo e ao caudal dos conhecimentos, sem a aposta na procura da sabedoria? Como se pode aguentar e edificar a nossa "tenda" no meio do ruído que nos cerca sem a capacidade de fazer silêncio e de escutar?"

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

A Dor


Vivemos num mundo de opostos: o dia e a noite, a chuva e o sol, o bem e o mal e assim por diante; mas todos procuramos o lado bom da vida. Fomos ensinados assim, a viver sempre na expectativa do melhor e a celebrar os momentos risonhos com pompa e circunstância. Mas então e a dor? Ninguém nos ensinou a celebrar a dor. Melhor dito, ninguém nos ensinou a processar a dor, a passar por ela, a aprender com ela e finalmente a ultrapassá-la. Assim, como não sabemos o que fazer com ela, regra geral, disfarçamo-la.
Serve quase tudo desde rir, ir ao cinema, ir às compras, ir a uma festa...enfim, tudo menos sentir a dor, ouvi-la e perceber o que ela nos pede.
Perdemos deste modo muitas oportunidades de saber o que a dor tem para nos dar.
Do meu ponto de vista a dor tem inúmeras funções, nomeadamente, devolver-nos à nossa condição essencial de seres humanos, fazendo-nos encarar e aceitar as nossas fragilidades. Não creio, contudo, que passar pela dor seja obrigatoriamente sinónimo de sofrimento e auto-comiseração, pelo contrário, acho que é uma forma de promovermos o auto-respeito e o senso de humildade. Acredito ainda, que se aprendêssemos finalmente a vivênciar a dor, não como uma coisa má mas como algo que faz parte da experiência de vida de todos nós, haveria certamente maior sinceridade, abertura e compaixão nas relações humanas.
Enquanto tal não acontece, vivemos numa sociedade onde a dor cresce amordaçada. Não é pois de admirar que de vez em quando, a dor de alguém, inteira e nunca tratada, rebente como um grito calado por muito tempo, sob a forma de tiroteio, suicídio ou ataque de coração.
Dar atenção à dor não é preservá-la, é antes dar-lhe sentido e usá-la em nosso favor para que nos conduza até às nossas feridas mais profundas, pois só indo lá, onde dói, poderemos promover a cura.

terça-feira, 2 de outubro de 2007

A Importância do Vazio

“Se moldares uma chávena, terás de fazer uma concavidade: É o vazio no seu interior que a torna útil.”
Tao Te Ching

“Introduzida pelo próprio Einstein em 1917 e mais tarde posta de lado (chamou-lhe o seu “maior erro”), a energia negra ou a energia do nada ou do espaço vazio está agora a reemergir como a força motriz de todo o universo. Acredita-se hoje que toda esta energia negra cria um campo de antigravidade que afasta as galáxias umas das outras.”

Michio Kaku in “Mundos Paralelos”




Ao contrário do que nos diz a ancestral sabedoria oriental e as recentes descobertas da física sobre a organização do universo, nós, ocidentais, temos a tendência para viver atulhados de coisas. Quanto mais melhor. Roupa, sapatos, acessórios, telemóveis, mobília, biblôs, adereços, comida, electrodomésticos, jornais, revistas, livros, CD’s, pensamentos, compromissos, eventos, distracções, ambições e até pessoas... tudo e mais um par de botas!
Coleccionamos todas estas coisas nas nossas vidas como se o nosso sucesso, a nossa felicidade ou o nosso valor intrínseco se medisse pela quantidade de coisas que possuímos. Vivemos uma fome crónica de Ter e nunca estamos saciados.
Como poderemos nós usufruir e desfrutar das coisas mais significativas da vida se não lhes oferecemos espaços vazios que as realcem, que permitam o seu movimento, o seu fluir, na nossa casa, nos nossos armários, nas nossas mentes e nos nossos corações?
O paradoxo de tudo isto é que nos enchemos de coisas para preencher um vazio, uma espécie de buraco negro que trazemos no peito. Falta-nos algo mas não sabemos bem o quê. Por isso, empanturramo-nos com um pouco de tudo o que o mundo moderno nos pode dar. A má notícia é que o buraco negro continua lá apesar de todo o entulho com que nos inundamos. Com este nosso comportamento conseguimos apenas esgotar a nossa energia, ficar cada vez menos leves e cada vez mais escravos do Ter. Será que algum dia teremos a coragem de inverter o rumo das coisas para o lado do Ser?

terça-feira, 25 de setembro de 2007

O Preço da Paixão

Ela era apaixonada, vibrante, misteriosa e intensa. Tudo na sua vida tinha cor, ritmo, musicalidade e muita, muita intensidade. No seu abraço pequenino envolvia o mundo inteiro. Um mundo que amava com o coração a saltar do peito.
Era assim a nossa pequena Julia.
Quando conheci a Julia quis ser como ela, ter aquela felicidade estampada no rosto, aquele brilho nos olhos e o sorriso a condizer. Pouco depois a Julia morreu, ainda jovem, num terrivel acidente.
Por vezes dou por mim a pensar, qual seria o segredo de Julia, e se ainda estaria viva, se tivesse bebido da vida em goles mais pequenos.
Outras vezes penso, que a Julia na verdade não morreu.

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Espreitando o Mundo


Pedacinho de Céu


Às vezes olho para o céu


Sinto o mar ao pé de mim


Sinto calma, sinto paz,


Sinto o mundo a meus pés.


Ando descalça pela relva,


Misturo-me com os bichos da selva...


Vejo flores desabrochar,


Ouço pássaros chilrear...


Sinto as ondas nos pés


e as orlas que a maré fez:


- vincos na areia branca


marcados a búzios e conchas.


E as rochas!...


Pirilampos a acender e apagar


e cigarras a cantar...


Serras e vales e montes


e rios e lagos e fontes...


No ar, dançam perfumes com as folhas de outono, a cair...


E a chuva e o vento a rugir...


Ás vezes, olho para o céu e sinto que o mundo também é meu.