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sábado, 30 de abril de 2011
Breathe
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Conhece-te a ti mesmo!
No seguimento do post anterior, vou aprofundar aqui um pouco mais, a ideia que lhe está subjacente: "Conhece-te e ti mesmo!" um aforismo cuja origem se perde no tempo, e que esteve na base da filosofia de Sócrates (o verdadeiro porque hoje em dia há imitações de tudo).
Na Grécia antiga, nas escolas de mistérios, os estudantes eram incentivados a praticar,antes de mais nada, este preceito moral: conhecer-se a si próprio. Esse era o principio de tudo. Infelizmente, depois da queda do império romano e de, no seguimento disso, a sabedoria antiga ter transitado para o Oriente, pérolas preciosas de ensinamento como esta simplesmente desapareceram da cultura ocidental.
Na sociedade actual valoriza-se sobretudo a riqueza e a quantidade e qualidade dos bens que se possui, mas não O QUE SE É.
Deste modo, muitos nascem e morrem sem nunca saber quem foram ou o que vieram cá fazer.É triste!
Nas nossas escolas e nas nossas famílias não se ensina os mais novos a DESCOBRIREM-SE e a SEREM QUEM VIERAM PARA SER nesta vida. Em vez disso dá-se-lhes formulas já feitas, um leque curto de opções todas previamente formatadas e esquematizadas para encaixar no modelo social vigente.
Este é um processo subtil, ao ponto de que, a criança ou adolescente nem se apercebe dele. A páginas tantas dá por si preso a um emprego de que não gosta, a um casamento que o faz sentir-se castrado, a filhos que não estava preparado para ter...e, mais ainda, a uma hipoteca da casa para a vida toda que condiciona tudo o resto.
Nessa altura já foi apanhado na "ratoeira" do Fazer e do Ter em detrimento do SER.
Então perguntamos-lhe quem é e responde coisas como:
- Sou engenheiro
- Sou marido/esposa de fulano(a) tal
- Sou dono da casa X
- Sou filho de fulano e fulana, etc...
Ora, nada disto descreve quem se é, apenas o que se faz ou o que se tem!
Mas poucos se apercebem disto de forma plenamente consciente.
Conheço até muito boa gente que acha incrível que alguns de nós, eu incluída, invistam tanto em livros de auto-ajuda, desenvolvimento pessoal, filosofia etc.., que frequentem retiros espirituais ou que paguem a psicólogos e astrólogos.
Não é apenas um sinal dos tempos ou uma moda como outra qualquer. Não, é muito mais do que isso. É o ser humano a ir em busca de si próprio. E já que os antigos métodos de ensino filosófico se perderam, usam-se agora os que temos disponíveis.
Não pensem os mais iludidos que "Conhecer-se a si mesmo" não dá trabalho, nem inquietações. Pelo contrário, é preciso coragem, determinação, esforço e muitas vezes, atravessar um mar de dificuldades a que alguns chamam "a noite escura da alma".
Tudo isto para quê? Para nos tornarmos os SERES LIVRES que de facto, em essência, somos, para descobrirmos e exercermos a nossa verdade, para assumirmos o nosso PODER PESSOAL e o comando das nossas vidas, para criarmos EQUILÍBRIO mente-corpo-espírito e, em ultima instância para sermos FELIZES pois esse é o nosso direito inato.
Para terminar, deixo aqui uma citação, a mesma que inspirou este post, do empresário Manuel Forjaz, numa entrevista à revista Gingko:
"O normal seria que cada um de nós, tendo uma fonte interna de diversidade quisesse coisas diferentes. Por que os jovens pensam logo em trabalhar, comprar casa e carro? Por que anda tudo à procura do mesmo? Que viajem, façam vindimas, aprendam línguas, sejam inspiradores e revolucionários!"
Um bom conselho, na minha opinião!
terça-feira, 19 de abril de 2011
Propósito de vida
Partilho aqui um texto bastante interessante para reflectirmos sobre uma questão que considero bastante importante: - Quantos de nós estamos, de facto, a viver o nosso propósito de vida? Quantos de nós nos conhecemos suficientemente bem para saber que propósito é esse? Não andaremos apenas a viver a vida que vemos os outros viver? Agindo mais por imitação, por desejo de aceitação e de pertença do que por convicção própria e fidelidade a quem se é de verdade?
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Criacionismo
Tenho imensa pena de desapontar os evolucionistas que ainda hoje acreditam (entre outras coisas) que descendemos do macaco, mas também, que o Universo como o conhecemos resulta de um processo evolutivo. Estes moços simplesmente não querem acreditar que o Universo se originou de um momento de Criação.
Assim, deixo aqui alguns excertos do livro "A Face de Deus", da editora Guerra e Paz, actualmente nas livrarias. Curiosamente é um livro escrito por físicos, com prefácio e pósfácios escritos por alguns vencedores do Prémio Nobel da física e que fala sobre astrofísica e as suas mais recentes descobertas.
"O leitor acaba assim de ver o que está em jogo. A ligação estreita entre a criação do Universo e, invisível por detrás dela, o seu hipotético criador. Em nome de quê? Do principio muito antigo de causa e efeito: uma sorte para os espiritualistas e um quebra-cabeças para os ateus. Dito de forma mais simples, não há efeito sem causa.É, portanto, nesse âmbito - naquilo que Jean Guitton nos ensinou a compreender como "a causa na origem das causas" - que vamos procurar a misteriosa "face de Deus" de que fala George Smoot.
Porém, aonde nos levará isso? A qualquer coisa de totalmente desconhecido. A uma causa primordial que, segundo o prémio Nobel Arno Penzias, não se situa no nosso Universo: "O que descobrimos era uma radiação para a qual não existe nenhuma fonte conhecida no Universo".
Eis-nos perante a questão derradeira: se esta "fonte desconhecida" de onde emerge a radiação fóssil (e com ela todo o Universo) não existe aqui e agora, aonde ir buscá-la? Naturalmente, antes do Big Bang. Quando a energia e a matéria ainda não existem. É talvez nesse espírito que Penzias explicita, a propósito do nascimento de tudo aquilo que existe: "É uma criação a partir do nada. O aparecimento, a partir do nada, do nosso Universo"
"Segundo cremos, o Universo antes do Big Bang não assenta na energia mas somente na informação. Dêmos mais um passo e imaginemos, para usar uma metáfora cómoda, que todas as leis da Física estão gravadas numa espécie de "DVD cómico": que se passaria se o nosso disco não fosse colocado no leitor? Nada. O Universo tal como o conhecemos não existiria: a informação contida no disco ficaria então no tempo imaginário (exactamente como um filme permanece "fora do tempo" enquanto não é descodificado por um leitor de DVD). Porém, assim que o nosso "disco cósmico" começou a ser lido, a informação que contém, isto é, o conjunto das leis físicas que governam o Universo, entraria no mundo da energia e do tempo real: a velocidade ver-se-ia submetida, dentro do tempo, à acção das grandes lei e das constantes físicas. A constante da velocidade da luz, por exemplo, aquela que faz com que um raio de luz viaje à velocidade de 299 792 458 m por segundo. A origem dessa constante, o facto de se encontrar fixada nesse valor e não noutro, parece-nos verdadeiramente exterior ao mundo: como todas as outras, esta lei parece ter uma existência independente do Universo; sentimos confusamente que estas grandes lei vêm de outro sítio.
"Em "Deus e a Ciência", escrevemos com Jean Guitton que é possivel "apreender o Universo como uma mensagem expressa num código secreto, uma espécie de hieróglifo cósmico que começamos apenas a decifrar". Esta "mensagem secreta" parece inscrita na própria trama do Universo primordial, nesse tempo muito recuado onde o futuro de tudo o que é parece já encriptado na primeira luz. Isto quer dizer que a origem profunda da trama cosmológica poderia situar-se noutro lado, verosimilmente, que não no mundo físico. O Universo repousa efectivamente nas leis físicas, mas a origem destas leis parece situar-se "fora" da nossa realidade, estranhamente anterior ao próprio Big Bang. (...) Paul Davies (físico americano) não hesitará em escrever: "Pertenço àqueles investigadores que não subscrevem nenhuma religião convencional, mas que se recusam a acreditar que o Universo é um acidente fortuito. O Universo físico encontra-se disposto com tanto engenho, que não posso aceitar esta criação como um facto bruto. Deve existir, a meu ver, um nível de explicação mais profundo. Que se queira chamar-lhe "Deus" é uma questão de gosto e de definição".
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Balanço 2010 e Projectos 2011
2010 foi o ano em que me desfiz de toda a tralha que tinha acumulada em casa. Dei muita coisa e o que não tinha aproveitamento foi para o lixo. Limpei e arrumei os espaços e renovei a decoração.
Foi também o ano em que fiz um curso de Life Coaching, um curso de Meditação Budista e em que iniciei o curso que ainda frequento de Filosofia Prática.
Neste mesmo ano iniciei a minha actividade como voluntária da Associação Coração Amarelo de Oeiras.
Também fiz o Workshop de apresentação de "Um Curso em Milagres", que por sinal adorei, comprei o livro e estou a lê-lo com muita atenção e a sublinhar tudo o que me parece essencial.
Para trás ficou o projecto de escrever um livro (projecto adiado até um dia, quem sabe...)
No geral não me posso queixar muito do ano de 2010. Claro que estamos em crise, claro que temos de poupar mais, claro que a politica não nos inspira...mas eu pertenço ao grupo dos optimistas.
Para 2011 tenho 3 grandes projectos:
- Entrar na Universidade no Mestrado Integrado de Psicologia Clínica
- Perder peso
- Deixar de fumar
Vamos lá ver como correm as coisas em 2011. Eu cá apostava que vai correr bem!
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
Natal
Sagrada Família, óleo sobre tela de Francisco Bayeu (Zaragoza, 1734 - 1795)
Este ano decidi passar o Natal sozinha. Aparentemente esta decisão não corresponde ao que era esperado de mim pois logo me fazem um discurso de estranheza como se eu fosse uma sem-abrigo, coitadita.
Ora, não é nada disso. Simplesmente este ano quero usar o Natal como um período para parar, pensar e interiorizar. Algo que me parece muito propício fazer nesta quadra.
Vou cozinhar o tradicional bacalhau, vai haver doces e vinho, musica ambiente, velas e incenso. Mas não vou partilhar isso com ninguém porque me apetece a paz e o sossego de uma noite tranquila, sem stress, sem viagens, e sem engarrafamentos. É na verdade uma forma bastante despretensiosa e espiritual de viver o Natal.
O Natal é uma celebração cujas origens se perdem no tempo. Hoje em dia o sentido tradicional do Natal já se perdeu no meio de tanta filhós e de tanto papel de embrulho.
O Natal simboliza o nascimento do Messias, o mensageiro de Deus. Quantos é que ainda se detêm para pensar sobre isto? Quantos se sentem verdadeiramente imbuídos do espírito do Natal? e no entanto, como se foram criando tradições mundanas à volta desta data, tornaram-se escravos dessas tradições.
Muitos celebram o Natal apenas porque sim. Porque a maioria o faz.
Quem já me conhece sabe bem que eu não sigo a "carneirada" e que dificilmente faço "fretes", por isso não estranhem que o meu Natal este ano seja diferente.
Que tenhamos todos a coragem de sermos cada vez mais autênticos e verdadeiros connosco próprios e que nunca nos falte a capacidade de questionar e de fazer desvios se for o caso. Nem sempre os caminhos mais percorridos são os que melhor se adequam a nós.
Desejo a todos que este Natal vos traga amor, paz, alegria e muita luz!
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Despertar para 2012
Já li imensos livros e artigos sobre 2012. Vi vários documentários, filmes e entrevistas mas nada me tocou tão fundo como os vídeos que aqui partilho.
Está na hora. Está na hora de acordarmos para quem nós somos e está na hora de fazermos escolhas. Vamos continuar a agir com base no medo ou no amor? a partir do ego ou da alma? vamos racionalizar ou sentir o que nos diz o coração?
2012 está a aproximar-se a passos largos e vai acontecer quer queiramos ou não, quer acreditemos ou não, quer estejamos preparados ou não.
Façamos, enquanto é tempo, as nossas escolhas. É para isso que estamos a ser chamados: para a responsabilização individual pelo caminho que escolhemos percorrer. Ainda há tempo e ainda há esperança se todos olharmos para dentro e recuperarmos o amor que vive em nós e o compartilharmos com o mundo à nossa volta.
Vejam os vídeos e sintam nos vossos corações se vos faz ou não sentido. Aceitem apenas o que for validado pelo vosso coração mas não permitam a interferência da mente que nos puxa para o mundo materialista em que vivemos. Já todos sabemos onde isso nos leva. É tempo de mudar.
Vejam os vídeos e sintam nos vossos corações se vos faz ou não sentido. Aceitem apenas o que for validado pelo vosso coração mas não permitam a interferência da mente que nos puxa para o mundo materialista em que vivemos. Já todos sabemos onde isso nos leva. É tempo de mudar.
Video 1
Video 2
Video 3
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Um Eremita nos Himalaias
Um Eremita nos Himalaias é um livro fascinante de Paul Brunton. Escrito na primeira metade do século XX, é simultâneamente um livro de viagens e um livro de reflexões espirituais.
As deliciosas descrições das magnificas paisagens transportam-nos numa viagem, com o autor como guia, a estas longínquas e gélidas paragens.
Quase que sentimos o frio e as brisas geladas mas somos também recompensados com a visão das majestosas cores do nascer do sol nos picos e glaciares.
Ali, num casebre isolado, temporariamente ocupado pelo escritor, quais testemunhas à distância, ouvimos o som dos pássaros e do vento nas folhas das árvores e partilhamos com ele longos períodos de contemplação da natureza no seu mais puro e inexplorado esplendor.
E é no meio deste inebriante despertar dos sentidos que este livro nos leva ainda mais longe e mais fundo numa outra viagem. A viagem ao nosso interior.
Inspirado pelas mais antigas tradições Orientais, Paul Brunton procura acima de tudo o contacto com o seu Eu Superior e mostra-nos como percorrer esse caminho. Apesar de ser um ocidental e de viver numa época de grande expansão da técnica e da ciência, Paul Brunton decide largar todo o conforto civilizacional e partir em busca de si próprio numa tentativa, diria eu - bem sucedida, de resgatar a sua essência, aquela parte de cada um de nós que jaz adormecida sob as camadas de egocentrismo e materialismo exacerbados, tão comuns ainda nos nossos dias.
Por tudo isto e mais um tanto este livro é extremamente apetecível. Muito bem escrito e de leitura muito fácil.
Vale a pena ler!
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Higiene de vida em tempo de crise

A célebre expressão "Menos é mais" nunca fez tanto sentido como nos tempos actuais. Vale a pena reflectir sobre ela e pô-la em prática no nosso dia-a-dia. Se o fizermos a nossa vida fica mais leve, mais fluída, mais rica, mais interessante e menos stressante.
CASA
Esvazie a sua casa de ninharias que não usa e que não lhe servem para nada. Dê, venda, deite no lixo, liberte-se!
Se tiver demasiados móveis desfaça-se de alguns para criar novos espaços de circulação. Uma casa o mais minimalista possível é mais fácil de manter, de arrumar e de limpar e dá-lhe uma sensação de leveza. Além disso, esteticamente é mais agradável à vista do que um caos de objectos por todo o lado.
CORPO
Delicie-se com o banho diário e mime o seu corpo com bons produtos para o banho e bons cremes hidratantes. As marcas Nivea e Dove são das que melhor respeitam a sua pele.
Mexa-se. Se não pode ou não gosta de ir ao ginásio, faça caminhadas ao fim do dia e/ou ao fim-de-semana.
Andar é um exercício fantástico para todo o corpo.
Simplifique o guarda roupa. Doe tudo o que já não usa ou não lhe serve, para instituições de solidariedade e mantenha um bom conjunto de peças conjugáveis com várias outras, para simplificar a escolha dos conjuntos todas as manhãs.
Simplifique a sua alimentação e coma poucas quantidades. Uma alimentação rica em frutas, vegetais e cereais, conjugada ocasionalmente (uma a duas vezes por semana) com carnes e peixes magros e alguns lacticínios é quanto basta. Evite as carnes vermelhas e nada de pratos muito elaborados, exessivamente condimentados ou processados.
Estudos indicam que menos comida é sinónimo de mais saúde e maior longevidade.
Uma vez por ano faça um período de 3 a 7 dias de jejum à base de líquidos e frutas frescas para limpar e desintoxicar o seu organismo.
MENTE
Já diziam os Gregos: "Mente sã em corpo são". Limpe a sua mente de ideias confusas, distorcidas ou negativas. Faça meditação, de preferência 15 a 20 minutos por dia.
Alimente e cultive a sua mente com bons livros. Leia sobre a vida de grandes figuras da história que admira, leia boa poesia, leia a revista GINGKO, leia os seus filósofos de eleição. Invista no seu desenvolvimento pessoal. Pergunte-se de onde veio, para onde vai, o que faz aqui, qual o seu propósito, qual o melhor caminho para si e parta em busca das respostas. Essa é uma busca sem fim que o leva numa viagem fascinante, em direcção ao seu centro, à sua essência e a um profundo auto-conhecimento.
ESPIRITO
A componente espiritual das nossa vidas não deve ser descurada pois é de fundamental importância para uma vida equilibrada e saudável. Não tem que pertencer a uma religião ou a um grupo de culto, basta-lhe dar voz e expressão à sua alma e alimentá-la, fazendo-a crescer dentro de si.
Leia bons livros sobre espiritualidade. Pode começar por ler a trilogia "Conversas com Deus" da editora Sinais de Fogo mas não fique por aí.
Encontre a sua ligação pessoal com o Divino e desenvolva-a. Você é um ser espiritual a viver uma experiência humana e não o contrário.
EMOÇÕES
Livre-se das emoções tóxicas como o medo, a raiva ou o ódio. Cultive o amor por si próprio (quem não se ama a si mesmo não tem como amar os outros). Cultive e expanda as emoções positivas de amor, gratidão e compaixão.
RELACIONAMENTOS
Se alguns relacionamentos já não reflectem quem você é, descarte-os. Não tem que ficar prisioneiro de relacionamentos sem futuro, estagnados ou limitativos. Não se esqueça do ditado "Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és". Quanto aos outros, os que ainda lhe são queridos e importantes, invista neles. Expresse o seu amor por eles sempre que possível e nutra essa relação.
Se vive sozinho invista no relacionamento consigo próprio e seja a sua primeira prioridade. Desfrute da companhia que faz a si mesmo e invista no auto-conhecimento. Enriqueça a sua vida de dentro para fora, nunca o contrário.
FINANÇAS
Em tempo de crise importa saber poupar. Faça uma conta poupança e todos os meses coloque de parte algum dinheiro do seu salário. Mesmo que seja pouco vale sempre a pena. Não contraia empréstimos desnecessários ou acima das suas possibilidades. Use apenas um cartão de crédito. Evite comer fora de casa e reduza as saídas. Arranje programas de fim-de-semana em casa ou em contacto com a natureza evitando assim os grandes espaços comerciais. Nunca vá às compras quando tem fome. Faça uma lista de compras e siga-a à risca. Não se deixe tentar por saldos e promoções. Compre apenas o que lhe faz falta naquele momento.
FELICIDADE
A verdadeira felicidade vem de dentro. Ela existe dentro de cada um de nós como se fosse uma sementinha enterrada na terra. O segredo é alimentar essa semente e fazê-la crescer e dar frutos. Tudo o que vem de fora dá-nos apenas uma sensação efémera de felicidade. A que vem de dentro é a única felicidade duradoura.
Por isso não acredite que o ultimo modelo daquele telemóvel ou o carro topo de gama, ou o plasma, ou a casa na praia lhe vão trazer felicidade. Isso é uma ilusão criada pela nossa sociedade de consumo. Invista em si não em "coisas".
Não se esqueça "Menos é mais"!
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Revista Gingko
Para quem não conhece, a revista Gingko é uma revista recente em Portugal, que vale a pena conhecer e ler do principio ao fim. Uma revista que se afirma pelo seu carácter optimista, conteúdos actuais e criteriosamente seleccionados e um grafismo irrepreensivel. Todos os meses surge nas bancas um novo número desta revista, repleto de histórias e reportagens inspiradoras. Eu, nunca perco!
Para mais informações aqui fica o link para o site oficial e claro, a descrição deste "Projecto" para aguçar o apetite aos leitores mais desprevenidos:
Ser "a" revista do equilíbrio e da sustentabilidade - pessoal, profissional e ambiental.
Fazer uma guerra mensal contra a multidão publicitária do terror, do pessimismo, do derrotismo. Contar histórias positivas e inspiradoras.
Ter uma enorme disponibilidade para o novo e ser uma revista obcecadamente curiosa. Ter uma curiosidade infatigável. Por tudo.
Sair da redacção. Boas histórias não vêm até nós - e não moram no fim do corredor do escritório.
Construir uma equipa - de jornalistas, fotógrafos, designers, ilustradores e comerciais - que faça uma busca incansável por histórias inéditas, nunca antes contadas.
Ter um design cuidado e preocupação extrema com a fotografia. Se não formos esteticamente estimulantes e funcionalmente eficientes, desapareceremos na multidão.
Buscar incansavelmente o rigor jornalístico. Objectivo: não falhar no teste da confiabilidade. As histórias têm de ser verdadeiras, os especialistas têm de ser mesmo especialistas... Temos consciência de que, hoje, a confiabilidade é um bilhete de entrada para o respeito, antes do início sequer da competição.
Grande cuidado com a escrita. Acreditamos que a escrita serve para se deixar um traço. Escreve-se por pensar que esse traço pode despertar no outro qualquer emoção, qualquer perplexidade, qualquer ensinamento. Queremos que os leitores se sintam abraçados.
Aceitar responsabilidades. A maior de todas: tornar o mundo um lugar melhor para todos, criando auto-estima, equilíbrio, prosperidade e capacidade de fazer escolhas. Qualidade é um parâmetro pelo qual se excede as expectativas. Qualidade diz respeito a padrões. É simples: queremos definir altos padrões e depois excedê-los.
Transformar o controlo de qualidade num objecto de desejo. Para nós, nada nunca está perfeito."
Se ficaram curiosos corram até o quiosque mais próximo e comprem já o último número que acaba de sair.
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Humanidades nas Universidades Hoje
O último número da revista “Courrier Internacional” e mais concretamente, o seu artigo sobre o que se estuda hoje em dia nas universidades, motivou este post.
De facto vivemos numa era pautada pela procura de empregos associados ao crescimento económico e tecnológico. Assim sendo, os cursos das áreas de humanidades ou das ciências sociais e humanas perdem cada vez mais terreno. Em algumas universidades chegam mesmo a encerrar departamentos nestas áreas do conhecimento, tudo motivado pela baixa procura e pela crise económica que “obriga” a cortes nos custos, também com a educação.
Nos nossos dias, em detrimento de uma sólida cultura geral, privilegia-se a rápida aquisição de conhecimentos técnicos e especializados. Troca-se a biblioteca pelo laboratório e os testes qualitativos dão lugar aos quantitativos.
É uma pena que assim seja já que ao longo dos tempos, o estudo das disciplinas de humanidades, tem sido um importante pilar na formação de bons pensadores, estimulando o espírito crítico, a criatividade e fornecendo importantes bases de conhecimento generalista, tão importante para cimentar e inter-relacionar os diversos saberes.
Será este um ponto de viragem no ensino superior? Estamos perante um novo modelo?
Os que se pronunciam sobre estas questões também não sabem ao certo mas todos são unânimes a lamentar o que parece ser o início de um declínio anunciado.
terça-feira, 25 de maio de 2010
Biodiversidade
Nunca fui muito "à bola" com a Teoria da Evolução, mas seja. Se a grande maioria dos cientistas está de acordo, quem sou eu para a pôr em causa?!... Agora, o que eu gostaria que alguém me explicasse é que raio de evolução é esta que produz tantas espécies diferentes, quer de animais, quer de plantas, quer de minerais. Custa-me muito a crer na história do antepassado comum. Lamento mas essa é difícil de engolir. Já viram bem a quantidade de espécies diferentes que povoam este planeta? Seremos mesmo TODOS descendentes do mesmo embrião? E como se explica que o Ser Humano seja tão diferente de tudo o resto? Mais, como se explica que neste planeta existam não só os animais, as plantas e os humanos, mas também todas as condições quer alimentares, quer ambientais e climatéricas para a sua sobrevivência? Num só planeta temos milhões de espécies e também temos a água, o solo, o sol e a chuva que permitem que todos os seus habitantes subsistam. Se isto não é magia pura então não faço ideia do que seja. É uma combinação perfeitíssima de múltiplos factores distintos. Por exemplo, se o planeta estivesse mais perto do sol é certo que esturricávamos mas, se por outro lado estivesse mais afastado, aí congelávamos. O que é que isto nos diz? De todos os planetas que já investigámos nenhum outro reúne as mesmas condições. Que sucedeu então? A Terra, no meio do turbilhão do Big Bang foi eleita o planeta vencedor? E sendo o Big Bang uma explosão, tudo isto de que falei é produto do caos, certo? Acham isso provável?
Um planeta pode ter vida e ser apenas habitado por uma bactéria mas daí à multiplicidade de seres vivos que habitam este planeta vai uma grande distância.
Agora imaginem que de facto a "Vida" tinha, em si mesma, alguma forma de inteligência. Assim sendo, já seria normal produzir o animal e o respectivo alimento, certo? Pois bem, nem mesmo isso explica porque é que a fruta não é só maçãs mas também bananas, morangos, mangas, figos, uvas, melão, nêsperas, ananás...
Mas continuando. Se esta "Vida Inteligente" quisesse tornar a coisa mais bonita, criaria também as flores, que podiam ser malmequereres, mas não, nós também temos as begónias, as tulipas, as orquídeas, os antúrios, as esterlicias, as rosas, as papoilas, os lirios, o jasmim e assim por diante...
Visto de outra forma. O planeta podia ter vida e ser feio e inóspito mas não, por todo o lado na natureza a beleza é uma constante, quer nas cores, quer nas formas, quer nos aromas, quer no seu conjunto.
Será tudo isto fruto da evolução? É tudo isto um acaso? Seremos nós um acidente de percurso?
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Avatar
Há já algum tempo que não vou ao cinema mas vi em DVD o “Avatar” de James Cameron. Um filme muito bem conseguido com imagens magnificas e que nos mostra um paralelismo bastante cru com a actual realidade no nosso planeta: a devastação sem piedade do mundo natural em prol de interesses meramente materiais. Tudo começa com o desejo de explorar os recursos naturais do planeta e acaba na guerra atroz contra os que habitam um lugar belíssimo e pacífico, e que vivem em plena comunhão com a mãe natureza. O filme inclui ainda um elemento místico importante a que é dado o nome de “Eywa”, uma energia universal que permeia e conecta todas as coisa, unindo e alimentando os Na’vi, habitantes de Pandora e todos os seres do reino animal, vegetal e mineral que partilham o mesmo equilíbrio ecológico.
Um filme que nos faz reflectir sobre a ganância desmedida e brutal, que origina a destruição da biodiversidade, dos ecossistemas e da profunda ligação à Terra ainda manifestada por alguns povos, que vivem sintonizados com os ritmos naturais.
Será assim tão difícil a Humanidade perceber que somos todos peças da mesma engrenagem e que tudo o que destruímos acaba virando-se contra nós com impacto redobrado? Que todos precisamos de nos conectarmos com a energia de “Eywa” e ouvir a voz da floresta no nosso coração?
segunda-feira, 22 de março de 2010
O Livro dos Prazeres Inúteis
Um livro absolutamente delicioso com pequenos textos que nos remetem para pequenos prazeres que a vida coloca à nossa disposição, quase todos eles grátis e, segundo os autores, totalmente inúteis.
Deixo aqui alguns exemplos do que este livro nos oferece:
"Sexo Matinal
Ao contrário do desempenho sexual frenético que se segue a uma saída nocturna, o sexo matinal é deliciosamente despretensioso, relaxante e lento. Com a poeira do sono ainda nos seus olhos, as costas arqueadas e uma risadinha descontraída de satisfação, você brinca com o seu amante. Puxando-o para junto de si, com os tornozelos e nádegas de ambos a moverem-se sinuosamente debaixo dos lençóis. E deixando-lhe um sorriso largo na cara, ainda antes de os primeiros raios de luz do dia lhe terem tocado os olhos.
A seguir, juntam-se ao sol da manhã de sábado, com um prazer tranquilo e pleno de satisfação. Aparece uma bandeja de muffins torrados, com um bule de chá a acompanhar. Se há alguma maneira mais perfeita de começar o dia, ainda não a descobri."
"O Roupão
Não há uniforme mais apropriado para a preguiça do que o roupão. Só o mero facto de se ter um é um sinal de esperança. Um símbolo de que se pretende ser negligente. Os roupões acompanham o estado de não fazer nada, mas o que é que está verdadeiramente a fazer quando não está a fazer nada? A pensar, é isso que está a fazer. A sociedade tem medo da população com tempo para pensar.
Sabe-se que são as pessoas desse género que costumam mudar as coisas. É por isso que o roupão é o verdadeiro uniforme da revolução. No futuro, numa qualquer altura bem distante da nossa, os homens e as mulheres olharão com assombro para o dia em que os donos do poder global foram finalmente derrubados - por um exército de pessoas vestidas de roupão."
"Ficar Deitado de Papo para o Ar no Campo
Não fazer nada é bem capaz de poder salvar o planeta. Quando você se deita num campo, volta a ligar-se à terra sem a prejudicar. Se toda a gente se tivesse deitado de papo para o ar nos campos durante os últimos duzentos anos, em vez de construir fábricas, carros, armas e aviões, teria havido muito menos mortes e muito menos estragos ambientais. A maneira de salvarmos o planeta é abstermo-nos de o atacar e, por isso, deitarmo-nos nele pacificamente é um acto de cura radical."
quinta-feira, 18 de março de 2010
Tempestades Solares
De acordo com os investigadores da NASA, uma tempestade solar é algo que pode acontecer a qualquer momento. Actualmente o nosso Sol está muito sossegado. Quase como a calmaria que antecede a tempestade. Espera-se que a próxima atinja a maior intensidade registada nos últimos 50 anos. Esta previsão é da equipa liderada por Mausumi Dikpati do Centro Nacional para Pesquisa Atmosférica (NCAR)
Há quem preveja que o máximo da actividade solar ocorrerá em 2012 mas há também quem diga que será mais cedo, ainda em 2010 ou 2011.
Seja como for, uma tempestade electromagnética de grandes proporções seria catastrófica, sobretudo para os países mais desenvolvidos e portanto mais dependentes da tecnologia: GPS, satélites, sistemas de navegação, circuitos eléctricos, centrais eléctricas, telemóveis, elevadores, redes de distribuição da água, tudo isto e muito mais seria terrivelmente afectado.
Uma das primeiras coisas a faltar seria a água nas torneiras (sem electricidade, as bombas que fazem chegar a água aos pisos mais altos deixariam de funcionar). Também os carros e os seu circuitos eléctricos ficariam K.O. afectando as redes de distribuição dos supermercados e as deslocações em geral. As comunicações seriam interrompidas, os sistemas de climatização ficariam danificados pondo em risco todos os que habitam em locais muito quentes ou muito frios, os hospitais deixariam de conseguir assegurar cuidados médicos essenciais, os sistemas informáticos dariam o berro gerando o caos nos serviços e nos mercados internacionais...enfim, seria certamente uma grande trapalhada para quem vive quase totalmente na dependência de sistemas eléctricos e tecnológicos.
O pior é que não poderemos fazer nada para impedir que aconteça ou para minimizar os danos causados. Resta-nos aguardar!
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Ano Novo Vida Nova
No final de 2009 decidi fazer uma grande arrumação em casa. Toda a tralha foi criteriosamente inspeccionada, separada e distribuída. Algumas coisas foram dadas, outras foram deixadas junto ao contentor do lixo e foram aproveitadas por alguns transeuntes, outras ainda, viram como destino o lixo. A casa ficou mais leve. Depois foram as limpezas. Em seguida, como faltavam espaços de arrumação adquiri alguns móveis para esse efeito. Para completar o quadro também comprei plantas, uma fonte electrica e algumas peças de decoração. O resultado foi surpreendente. A casa ganhou uma nova vida e agora tudo está nos seus lugares. É uma sensação muito boa esta, de nos libertarmos de anos e anos de um acumular constante de ninharias, que no final não servem para mais do que encher prateleiras e gavetas.Ano Novo Vida Nova!
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
A Cimeira do Clima
Estou triste!
Afinal vi as esperanças que tinha (de que esta cimeira produziria um acordo vinculativo e com impacto global) totalmente goradas.
Foram duas semanas e 193 países em negociações e no fim não há acordo que nos valha. Li no "Público" que "no último dia da cimeira, os discursos dos líderes mundiais mostraram duas coisas: que todos dizem saber o que tem de ser feito para chegar a um acordo global e que cabe aos outros fazer o esforço que falta." Isto descreve muito sucintamente o que se passou em Copenhaga. Países pobres contra países ricos, os primeiros querem continuar o seu desenvolvimento económico e os segundos não o querem pôr em risco, através da implementação de medidas mais ou menos radicais (se bem que conscienciosas e necessárias) de combate à emissão de gases de efeito estufa.
É lamentável que o mundo ainda não consiga, politicamente, agir com unanimidade face aos perigos crescentes das alterações climáticas.
Dos poucos pontos favoráveis saídos desta cimeira foi o assumir de que a temperatura não deverá subir mais que os 2ºC em relação aos níveis pré-industriais. Ainda assim há quem afirme que, mesmo estes 2ºC colocam algumas ilhas em risco de desaparecimento, devido à esperada subida do nível do mar.
Havia ainda a esperança de que os EUA fossem mais longe na sua proposta de cortes das emissões poluentes mas tal não veio a verificar-se. O Presidente Obama ficou-se pelos 17% em relação aos valores de 2005, valor que havia já sido anunciado antes da cimeira. Acredito que por sua vontade até fosse capaz de se comprometer com mais mas este foi o valor ditado pela Câmara dos Representantes e como é obvio, Obama não podia fazer melhor. O Japão portou-se bem e assumiu que ajudaria os países em desenvolvimento com 15 mil milhões de dólares (10,4 mil milhões de euros) entre 2010 e 2012. Este tema das ajudas financeiras aos países menos desenvolvidos, para os auxiliar a se adaptarem às alterações climáticas, foi aliás o que obteve os melhores resultados. Foram já destinados 100 mil milhões de dólares por ano, a partir de 2020 para um fundo de apoio aos países pobres.
De qualquer forma, face às expectativas que havia em torno desta cimeira, podemos dizer que foi um tiro ao lado que está ainda longe do tiro certeiro de que a humanidade e o planeta precisam.
Resta-nos esperar pela próxima conferência em Dezembro de 2010 na Cidade do México e ter fé de que daí saia finalmente um acordo visto que o Protocolo de Quioto termina já em 2012.
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Nanotecnologia em Portugal
Em muitas das estatísticas das quais consta Portugal, aparecemos regra geral, nos últimos lugares das tabelas para as coisa boas e nos primeiros para as coisas menos boas. Uma tendência que é preciso as actuais gerações começarem a inverter. Afinal há que ter orgulho no nosso país e trabalhar para que isso seja possível.
No entanto, importa dizer, Portugal nem sempre fica na retaguarda. Há coisas muito positivas a acontecer, ou em vias disso, pelas quais podemos e devemos ficar satisfeitos e esperançados, de que mais e mais coisas venham engrossar esta lista e colocar-nos numa posição confortável, face ao resto da Europa e do mundo.
A título de exemplo menciono aqui o INL - Laboratório Internacional Ibérico de Nanotecnologia, que foi recentemente inaugurado em Braga.
30 milhões de euros de investimento inicial
200 cientistas provenientes de várias partes do mundo
100 estudantes de doutoramento
400 colaboradores
26 mil metros quadrados de área de construção
1200 metros quadrados destinados à micro e nanofabricação
30 milhões de euros de orçamento anual
Fruto de um acordo entre Portugal e Espanha, este laboratório permite a adesão de outros países do mundo, enquanto estados-membro.
O seu objectivo é desenvolver projectos em quatro áreas prioritárias da nanotecnologia. São elas: a nanomedicina, a monitorização ambiental e segurança e controlo de qualidade alimentar, a nanoelectrónica e a nanomanipulação molecular. Estas áreas de investigação eleitas como prioritárias, deverão produzir resultados com potencial de aplicação na medicina, no armazenamento de dados e novas formas de produzir e armazenar energia.
José Rivas Rey, catedrático em Física e investigador da Universidade de Santiago de Compostela, questionado sobre uma eventual revolução tecnológica, responde: " Agora que se discutem novos modelos económicos, julgo que as novas tecnologias vão dar uma ajuda, ao fazer surgir novos produtos, mais qualidade, melhores equipamentos, resíduos mais limpos, mais respeito pelo meio ambiente".
Para quem não está familiarizado com o que a nanotecnologia permite fazer, ficam alguns exemplos: bandas magnéticas dos cartões de crédito, os materiais das melhores raquetes de ténis, materiais especiais para automóveis e aviões ou ainda, na área da cosmética, os protectores solares compostos de nanopartículas, entre muitos outros.
"A nanotecnologia pode ser considerada como engenharia a uma escala atómica e molecular e estima-se que o investimento em nanotecnologia, já com imensos resultados práticos, venha a ter um grande impacto económico e social num futuro próximo".
Um projecto com futuro, desenhado para o futuro, inovador e que se pretende empreendedor, encontrando parcerias com universidades e empresas por esse mundo fora, ajudando a desenvolver novos e melhores produtos.
Um bom exemplo de como Portugal por vezes pode estar na linha da frente.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Novo sistema de ensino precisa-se!
Numa entrevista à revista Pais e Filhos em 2005, Rubem Alves, conceituado pedagogo brasileiro manifestava-se dizendo que "a escola destrói as crianças". Segundo diz, "a minha impressão é a seguinte: houve um momento em que se tentou padronizar a escola. A ideia da linha de montagem. Pegar nos alunos e fazer com que todos aprendessem as mesmas coisas, ao mesmo ritmo, com o mesmo objectivo. Então criaram-se aqueles programas abstractos, padronizados. Abastractos porquê? Porque não respondem aos desafios do momento. Nós aprendemos o desafio. Aprendemos aquilo que naquele momento nos é importante. E isso não acontece com os programas. Eles são organizações abstractas de conteúdos, que não estão relacionados com os desafios das crianças."
Para Rubem Alves "é preciso que os professores se sintam fascinados por aquilo que estão a fazer, que eles brinquem com as crianças (...) A função do professor não é ensinar o que ele sabe, é ensinar as crianças a procurar aquilo que elas não sabem (...) A grande coisa da educação é ensinar as crianças e os adolescentes a pensar. A maioria dos problemas da sociedade se resolveria se os indivíduos tivessem aprendido a pensar."
Claro que Rubem Alves tem toda a razão e as suas palavras não carecem de nenhuma reflexão profunda para apurarmos a sua validade. Por isso, e como este blog se afirma como um blog optimista, lembrei-me de falar aqui de um dos sistemas de ensino mais humanizados e menos "linha de montagem" como chama Rubem Alves ao ensino público tradicional. Falo das escolas Waldorf.
As escolas Waldorf já existem um pouco por todo o mundo. Em Portugal apenas tenho conhecimento de uma no Algarve e de um Infantário em Alfragide.
São escolas privadas e um pouco dispendiosas mas o seu sistema de ensino é inovador. É um sistema criado originalmente pelo filósofo Rudolf Steiner em 1919. A aprendizagem é interdisciplinar, integrando elementos práticos, artísticos e conceptuais. A abordagem Waldorf privilegia o papel da imaginação e da criatividade na aprendizagem, tudo isto aliado ao pensamento analítico.
Pretende-se com esta abordagem, facultar às crianças e jovens uma base a partir da qual possam crescer e torna-se indivíduos livres, bem integrados e possuidores de uma moral forte.
A estrutura do modelo pedagógico resume-se mais ou menos assim:
- Infantário - a aprendizagem é essencialmente experiencial, imitativa e baseada nos sentidos, preferencialmente através de actividades práticas.
- Escola primária - aprendizagem focada na expressão artística e na imaginação desenvolvendo a vida emocional da criança através de um conjunto de artes visuais e de representação.
- Ensino Secundário - a aprendizagem é focada no desenvolvimento da compreensão intelectual e ideais éticos tais como a responsabilidade social.
Para já exemplos como este ou o da escola Montessori são de louvar e encorajar.
Por cá, graças ao meu amigo "Gnomo", tive também conhecimento da "Escola da Ponte" em Vila das Aves, perto de Famalicão. Vejam aqui o seu projecto educativo.
Afinal há por aí alguns oásis onde se vivem excepções a um sistema de ensino massificado e descaracterizado. Vale a pena espreitá-los e manter a esperança de que num futuro mais ou menos próximo estas excepções venham a ser a regra.
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Aprender a Morrer
Na nossa sociedade, o tema da morte é ainda um tabu. Somos educados e preparados para a vida mas nunca para a morte. O que é estranho porque a morte é uma inevitabilidade e faz parte da vida. Todos sem excepção iremos morrer um dia. Não há como evitá-lo. Daí que talvez fosse bom haver maior frontalidade no tratamento deste tema. Evitar falar da morte como se ela não existisse não nos torna mais felizes, apenas mais alheados de uma realidade incontornável.
Vivemos e somos educados como se a vida, como a conhecemos, fosse para sempre. Tudo isto é um contracenso porque tudo na natureza à nossa volta se move em ciclos de morte e renascimento e nós fazemos parte do todo que nos envolve.
Só esta concepção errónea da realidade é que justifica que por exemplo não saibamos lidar com as pequenas mortes de todos os dias, sejam elas materiais ou emocionais. Temos, ao contrário de alguns povos antigos e sábios, uma imensa dificuldade de viver em desapego. Vivemos na ilusão dos sentidos e agarrados a coisas que só possuímos por empréstimo enquanto por cá andamos.
Claro que, para quem acredita que a morte é o fim de tudo, a simples ideia de morrer deve ser assustadora. Falamos não só da morte do corpo físico mas também da morte do ego e todos sabemos que o ego não quer morrer porque ele existe para nos permitir accionar os mecanismos de sobrevivência.
Já para aqueles que, como eu e tantos outros, acreditam na reencarnação, a morte não é uma ameaça mas uma oportunidade, não é um fim mas um recomeço. Morrer é mergulhar em outras dimensões da realidade.
Seja como for, com ou sem reencarnação, a morte existe e é para todos. Lembram-se do anúncio do chocolate “Mars” em que um índio se preparava para a morte e dizia “Hoje é um bom dia para morrer”? Para este índio a morte não era nem tabu, nem mistério apenas um momento pelo qual todos iremos um dia passar. Com a diferença de que ele estava preparado.
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