segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

2U

foto residente no site:letempsdescerises.no.sapo.pt


Chegaste com a força e a limpidez de uma cascata e desaguaste-me nos braços (afinal os deuses sabiam da minha sede de emoções puras e transparentes).

Digo sim, quero beber o brilho do teu sol e abraçar contra o peito a nudez da tua alma.

Não há sombras nem graus de cinzento. À tua volta apenas claridade e eu mergulho nela. Vou ao fundo de ti e ao fundo de mim e não tenho medo. Eu , que nem sei nadar, deixo-me ir, flutuo, sinto-me leve. Não me puxas nem me empurras, embalas-me e eu gosto.

Já te disse como é bom morar no teu peito? É um lugar muito acolhedor. Tem janelas largas por onde a luz entra sem parar. Não há corredores nem labirintos. É um espaço amplo, luminoso e fresco.
E eu esqueço-me do tempo no teu abraço...

Não sei onde vamos mas vou. Descobrirei contigo o caminho a cada passo. Talvez o mar!...

Nesta caminhada não há drama, nem tragédia, ninguém se desfaz em pedaços. Há a minha e a tua alma, o som de um sentimento, e as cores e a dança de estarmos vivos.

E eu esqueço-me do tempo no teu abraço...

domingo, 27 de janeiro de 2008

Um Pouco de Céu




"Só hoje senti
que o rumo a seguir
levava pra longe
senti que este chão
já não tinha espaço
pra tudo o que foge
não sei o motivo pra ir
só sei que não posso ficar
não sei o que vem a seguir
mas quero procurar

e hoje deixei
de tentar erguer
os planos de sempre
aqueles que são
pra outro amanhã
que há-de ser diferente
não quero levar o que dei
talvez nem sequer o que é meu
é que hoje parece bastar
um pouco de céu
um pouco de céu

só hoje esperei
já sem desespero
que a noite caísse
nenhuma palavra
foi hoje diferente
do que já se disse
e há qualquer coisa a nascer
bem dentro no fundo de mim
e há uma força a vencer
qualquer outro fim

não quero levar o que dei
talvez nem sequer o que é meu
é que hoje parece bastar
um pouco de céu
um pouco de céu"

Mafalda Veiga

sábado, 26 de janeiro de 2008

Plutão em Capricornio - 2008 a 2024



foto residente no site:www.gaia-astrologica.com.br

Plutão entra hoje, 26-01-2008, em Capricórnio, onde permanecerá até 2024.

Vão ser 16 anos de "expurgo" do lixo acumulado nas estruturas mais rígidas dos sistemas mundiais. Sistemas políticos, económicos, sociais, laborais e todas as estruturas ligadas ao poder e ao uso do poder vão ser "abanadas" quer individual, quer colectivamente.

Plutão, astrologicamente falando, é considerado o planeta da morte e renascimento. É o destruidor mas também o transformador. A sua energia assemelha-se à de um vulcão que traz à superfície todas as impurezas que já não podem ficar ocultas ou latentes.

Que faremos nós com esta energia? Depende de cada um. A astrologia, ao contrário do que alguns julgam, não impõe o comportamento X para a situação Y. Ao invés disso ela mostra-nos em que áreas da nossa vida podem ocorrer maiores tensões e ajuda-nos a lidar com elas mas o "como" dependerá sempre do nosso livre-arbítrio.

No que concerne à energia deste transito, ela será forte e por isso mesmo, quanto menor resistência lhe oferecermos maiores serão as probabilidades de a utilizarmos a nosso favor, em proveito da nossa própria transformação interior.

Será um bom período para reflectirmos sobre quem somos e em que medida, a forma como nos mostramos ao mundo, é ou não coincidente com quem somos de facto interiormente.

Qual é a minha verdade? (não a do meu pai, não a do meu patrão, não a do meu credo mas a minha)

E como aplico essa verdade? Que uso faço dela?

Quais são as minhas escolhas? Faço-as em nome de quê ou de quem?

Quais são os meus valores? Eles representam quem eu sou?

Estas são algumas das perguntas que seremos chamados a fazer durante este transito.

O desafio será grande mas se não-lhe fugirmos, os ganhos serão proporcionais.

O melhor conselho que posso dar a todos, incluindo a mim própria, neste momento é este:

Sejamos como o bambu que se verga sob o vendaval para não quebrar.

Há muita informação na net sobre este transito mas nem toda tem a qualidade desejável. Ainda assim, encontrei este Artigo que me pareceu bastante bom.

Namasté!

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Tabaco - A Maior Hipocrisia II

Parece que poucos entenderam o sentido do post anterior, por isso aqui fica o esclarecimento, que espero seja suficiente e definitivo quanto à sua essência.


Vamos por partes.

HISTÓRIA DO TABACO

"Parece que o hábito de se fumar foi introduzido primeiro em Inglaterra, em 1585 por sir Francisco Drake, que de volta da Virgínia, propagou e ensinou a manipular o tabaco, segundo o processo dos naturais daquela região. Então abriu-se a primeira casa de venda para o consumo da planta em França, e em Espanha supõe-se ser o uso do tabaco de fumo, devido a um frade espanhol, residente muitos anos na ilha de S. Domingos. O gosto da substância fornecia grandes proventos aos estados apesar de se reconhecer que era pernicioso ao organismo. Parece que foi no principio do século XVII, pouco mais ou menos, que em Portugal começou o seu consumo com uma certa importância sempre crescente, dando origem a um pequeno imposto arbitrado pelo rei, imposto este, que foi dia a dia aumentando com a gradual progressão dos lucros, que os comerciantes auferiam. Antes da aclamação de D. João IV, o contrato do tabaco foi arrematado pelo espaço de 3 anos na corte de Madrid, por um português em 40$000 reis por ano; passado esse prazo, Inácio de Azevedo, também português, o ajustou por 60$000 reis, mas tendo falecido, passou de novo o contrato ao primeiro. O acrescimento foi subindo de ano para ano, e em 1640, foi o contrato arrematado por 10:000 cruzados, e em 1674, por 66:000 cruzados. Do ano de 1675 em diante rendeu o tabaco 500:000 cruzados até um 1 milhão de cruzados, e no anuo de 1698 aumentou o dito contrato a 1 milhão e 600:000 cruzados e finalmente nos anos de 1707 e 1708 o castelhano D. João António de la Concha trouxe o contrato do tabaco arrendado por 2 milhões e 200.000 cruzados, em cada ano, não com pequena admiração da prodigiosa química, com que pó e fumo, em prata e ouro se convertiam. Assim se conservou algum tempo, para do novo retomar o aumento progressivo e chegar afinal à importância de 1520 contos anuais, que foi o preço do contrato que findou em 1864. Tendo sido abolido por lei das cortes o monopólio do tabaco a contar do 1º de Janeiro de 1865, foi posto em praça publica o contrato pelo segundo se mestre de 1864, e arrematado por uma companhia, juntamente com o edifício, maquinas e utensílios da fabrica, por 1:410$500 reis. A companhia havia sido instalada em 1845, por, ordem do governo, no edifício do antigo convento de Xabregas. Ao princípio foi este monopólio arrendado sem concorrência. Depois introduziu-se o uso de se dar em arrematação em praça pública a quem oferecesse maior lanço, para o que se organizavam companhias de capitalistas."

Estado
é uma instituição organizada politicamente, socialmente e juridicamente, ocupando um território definido, normalmente onde a lei máxima é uma Constituição escrita, e dirigida por um governo que possui soberania reconhecida tanto interna como externamente. Um Estado soberano é sintetizado pela máxima "Um governo, um povo, um território". O Estado é responsável pela organização e pelo controle social, pois detém, segundo Max Weber, o monopólio legítimo do uso da força (coerção, especialmente a legal).
Pasted from <http://pt.wikipedia.org/wiki/Estado>

"A origem da palavra sociedade vem do latim societas, uma "associação amistosa com outros". Societas é derivado de socius, que significa "companheiro", e assim o significado de sociedade é intimamente relacionado àquilo que é social. Está implícito no significado de sociedade que seus membros compartilham interesse ou preocupação mútuas sobre um objectivo comum. Como tal, sociedade é muitas vezes usado como sinonimo para o colectivo de cidadãos de um país governados por instituições nacionais que lidam com o bem-estar cívico."
Pasted from <
http://pt.wikipedia.org/wiki/Sociedade>

Posto isto, e como o título do post remete para a hipocrisia, convém também falar sobre ela, de preferência no contexto em que se insere o tema do post, ou seja, o terreno politico-social. Aconselho por isso a leitura deste artigo: Reflexões Sobre a Natureza do Poder Politico: O Problema da Hipocrisia de onde cito apenas este pequeno excerto:

"A tendência à burocratização do Estado e da empresa capitalista e o processo
de secularização - apontados por Weber - correspondem ao avanço da razão instrumental que resulta na perda da liberdade do homem. A eficiência e o êxito
desejados tornam-se quiméricos, uma vez que os meios adoptados pela razão instrumental não são orientados por princípios éticos. A lógica cega da burocracia e razão racionalista cientifica produzem grandes irracionalismos, extremamente perigosos aos homens, como as grandes armas de aniquilação que podem destruir o planeta."


E já que a existência do Estado pressupõe uma Constituição, espreitemos a nossa:

"
Artigo 60.º (Direitos dos consumidores)
1. Os consumidores têm direito à qualidade dos bens e serviços consumidos, à formação e à informação, à protecção da saúde, da segurança e dos seus interesses económicos, bem como à reparação de danos."
Falando em Direitos do Consumidor, vamos a eles:

"CAPÍTULO II
Direitos do consumidor
Artigo 3.º
Direitos do consumidor

O consumidor tem direito:
a) À qualidade dos bens e serviços;
b) À protecção da saúde e da segurança física;


Artigo 5.º
Direito à protecção da saúde e da segurança física

1-
É proibido o fornecimento de bens ou a prestação de serviços que, em condições de uso normal ou previsível, incluindo a duração, impliquem riscos incompatíveis com a sua utilização, não aceitáveis de acordo com um nível elevado de protecção da saúde e da segurança física das pessoas.

2- Os serviços da Administração Pública que, no exercício das suas funções, tenham conhecimento da existência de bens ou serviços proibidos nos termos do número anterior devem notificar tal facto às entidades competentes para a fiscalização do mercado.

3- Os organismos competentes da Administração Pública devem mandar apreender e retirar do mercado os bens a interditar as prestações de serviços que impliquem perigo para a saúde ou segurança física dos consumidores, quando utilizados em condições normais ou razoavelmente previsíveis."
Pasted from <
http://www.verbojuridico.net/legisl/1990x/l96_024.html>


No post anterior apresentei uma artigo sobre a dependência química provocada pela nicotina. Mas talvez não tenha sido suficiente. Por isso, apresento-vos agora um estudo clínico que compara os níveis de dependência de várias drogas, entre as quais a nicotina. Vejam aqui


CONCLUSÃO:

O tabaco mata! e quando não mata mói!
Logo, não é um bem de qualidade,
Nem faz bem à saúde antes pelo contrário,
A nicotina é uma droga,
Considerada aquela que causa maior grau de dependência física e psíquica,
A dependência faz aumentar o seu consumo,
Os Estados (do mundo inteiro), os mesmos que assumem poderes de protecção dos seus cidadão sabem disto através da Organização Mundial de Saúde,
As tabaqueiras fazem de tudo para aumentar a dependência do tabaco. É noticia de jornal.
A maioria dos fumadores quer deixar de fumar mas não consegue,
Ao contrário dos tóxico-dependentes de drogas duras, os fumadores não podem "fugir" das zonas da droga porque ela está em todo o lado e é legal,
Os Estados alertam para os perigos mas continuam a arrecadar o chorudo imposto,
Os que ainda são jovens podem beneficiar dos alertas e da proibição da publicidade e de fumar em espaços públicos, para não começarem a fumar,
Mas aqueles que começaram há décadas atrás, quando fumar era promovido como um hábito de gente com estilo e actores de cinema, esses, agora estão presos na armadilha do vício. Para eles de pouco ou nada servem os rótulos ou mesmo as imagens assustadoras.


Que nome se dá a um Estado e a uma Sociedade que defendem tudo quanto são direitos dos indivíduos e simultaneamente fabricam um produto para consumo humano, com o aviso "ISTO MATA"?


Seria mais honesto matarem-me com um tiro no peito!


Para os interessados, um livro:"O Cigarro"


"Este livro tem uma ambição prosaica: tenta resumir a história do cigarro com base nos conflitos entre a ciência e a indústria, entre o prazer e o risco. Parte de fatos recentíssimos (a revelação de milhares de documentos secretos dos fabricantes de cigarros nos EUA a partir dos anos 90, documentos estes praticamente desconhecidos no Brasil), passeia pelos 40 anos de mentira da indústria, retrata como nosso país entrou nessa briga, mostra que o antitabagismo tem 500 anos e discute qual o futuro da droga que, ao lado da cafeína, é a mais popular da história - ela seduz um quinto do planeta e tem vendas de US$ 300 bilhões por ano. "

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Tabaco - A Maior Hipocrisia I

Começo este post por assumir que sou fumadora. Um vício que dispensaria de bom grado (e não me venham falar de força de vontade!...)

Mas este post não é sobre mim, é sobre o tabaco.

É uma droga, todos sabemos; cria elevada dependência física e psicológica, também sabemos; provoca todo o tipo de doenças e em muitos casos leva à morte, são dados adquiridos.

Então que raio de sociedade é a nossa que continua a vender livremente um produto para consumo humano, em cujos rótulos se lê : MATA!

O que é que o estado faz em relação ao tabaco?

1 - Arrecada 80% do seu valor através do imposto do tabaco!
2 - Proíbe a publicidade ao tabaco
3 - Investe em campanhas anti-tabagismo
4 - Insere nos maços de tabaco fases como: FUMAR MATA e outras igualmente assustadoras
5 - Proíbe a venda a menores de 16 anos
6 - Cria legislação no sentido de defender os não fumadores

Meus amigos, não estamos a falar da venda de um kit-suicido que só compra quem se quer mesmo suicidar e por isso lá está o aviso: MATA!, não, estamos a falar de um produto que causa dependência a partir do primeiro cigarro e que vai matando lentamente depois de o incauto já estar preso nas malhas da nicotina!

Vejam este
artigo baseado numa notícia do "El País" onde se pode ler : "Os cigarros são uma obra de engenharia para aumentar a dependência".

Não basta ser prejudicial, não basta ser uma das principais causas de morte, não, ainda é preciso estratagemas para aumentar a
dependência e escravizar o fumador! E ninguém se manifesta? Ninguém diz nada? Esta coisa dos brandos costumes começa a mexer-me com os nervos!...

Para quem não sabe, eis como actua a
nicotina.

Mas dirão alguns: - Ok, é mau mas o estado lá vai arrecadando uns trocos à conta deste negócio!

Será que o estado de facto ganha alguma coisa? Então e o que o estado perde:

1 - A montante : nas campanhas de prevenção

2 - A jusante: em tratamentos hospitalares, medicamentos, subsídios de incapacidade para o trabalho, absentismo laboral...

Já alguém fez estas contas? Será que alguém as quer fazer?...


(e de acordo com este artigo parece que não sou a única a pensar assim...)

E dizem outros: - mas não se pode acabar com o tabaco assim de repente, são inúmeros postos de trabalho em causa!

E digo eu: - ai sim? só o facto de produzirem um produto que MATA deveria ser suficiente para começarem à procura de emprego noutro lado!

Mas então o que é que se produziria no lugar do tabaco? - Não faço a mínima ideia mas aceitam-se sugestões. Sejam criativos!


E para terminar, "la piece de resistance". Vejam este folheto extraído de um maço de Marlboro.




quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

BookCrossing

foto residente no site:migmeg.com.br


Eu adoro livros. Sou do tipo de pessoa que considera um livro como um amigo, que nos faz confidências e nos transporta para novos mundos, novas descobertas e aprendizagens.



Gosto do cheiro dos livros, de os folhear e quando acabo de ler o meu mais recente "amigo", gosto de o colocar na estante ao lado dos outros.



Tenho por isso uma relação muito física com os livros. Mas isto tem vindo a mudar...



O ano passado lá no emprego foi organizada uma acção de recolha de livros para instituições prisionais e de solidariedade. Participei com dois enormes sacos de livros e afinal, nem doeu nada!



Depois veio o BookCrossing e aderi... (mais informações adiante).
Ou seja, descobri o prazer de partilhar livros em lugar de os manter egoisticamente emprateleirados.
Vou guardando apenas aqueles que de tão sublinhados e de tantas anotações nas margens, já não são partilháveis :)
Devo dizer que é uma boa sensação, esta de guardar do livro apenas o seu conteúdo.
Para quem não conhece o conceito de bookcrossing e tem curiosidade, digo-vos em linhas gerais como funciona:


1- Decidimos qual o livro que queremos libertar

2 - Vamos ao site e registamo-nos

3 - Registamos o livro e damos-lhe uma pontuação (também podemos incluir um comentário ou resumo do livro)

4 - Imprimimos as etiquetas que o site disponibiliza

5 - Colamos as etiquetas no livro

6 - No espaço em branco da etiqueta escrevemos o numero que o site atribuiu ao nosso livro

7 - Deixamos o livro num espaço publico (jardim, café, biblioteca...)

8 - Voltamos ao site para informar o local onde o deixámos

9 - A partir daqui, com o número que lhe foi atribuido, podemos seguir-lhe o rasto

No site temos a possibilidade de pedir que nos enviem alertas para os livros libertados na nossa cidade e se nos interessar podemos ir lá resgatá-los.

Links uteis:

BookCrossing Portugal

Blog para bookcrossers


Como passei a receber por mail as novidades do BookCrossing, deixo aqui uma noticia que se refere a Portugal:

BOOKCROSSING NEWS

"Strawberries With Sugar -- BookCrossing Portuguese Style

Take a look at the number of Portuguese BookCrossers who have joined recently. The dramatic rise may be due in part to some recent television publicity we received, courtsey of Morangos com Açucar (Strawberries With Sugar). We're told that the Portuguese teen soap opera decided to show some of its cast finding a BookCrossing book and discovering the joy of BookCrossing. Viewers liked what they saw — there's been a 20-fold rise in membership in the days immediately following the broadcast. The episode aired on November 30 and BookCrossing even got a mention in the plot write up online for that day! Welcome to all our new members, whether they like their strawberries with sugar or plain!"

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Grãos de Areia...

foto residente no site:dominiosfantasticos.xpg.com.br


...é o que nós somos!


Basta ver estas FOTOS DO HUBBLE, que foram eleitas as 10 melhores.

Prestem atenção às descrições de cada foto.

Por exemplo a primeira, refere-se à Galáxia "Sombrero" que se encontra a 28 milhões de anos luz da Terra. Esta Galáxia tem "apenas" 800 biliões de sóis. Já imaginaram?...

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Como Consertar o Mundo


"Um cientista vivia preocupado com os problemas do mundo e estava resolvido a encontrar meios de minorá-los. Passava dias e dias trancado em seu laboratório, em busca de respostas para suas dúvidas, tentando, a todo custo, criar fórmulas ou instrumentos que o ajudassem a consertar o mundo.

Certo dia, seu filho de sete anos invadiu o seu “santuário” decidido a ajudá-lo a trabalhar. O cientista, nervoso pela interrupção, tentou que o filho fosse brincar em outro local.
- Meu filho, aqui não existe nada para você fazer. Vá procurar seus amigos para brincar de qualquer coisa!
O garoto não desistiu: - Não quero brincar, eu quero ajudar você a consertar qualquer coisa!

Vendo que seria impossível demovê-lo da idéia, o pai começou a folhear uma revista que encontrou por perto, procurando algo que pudesse ser oferecido ao filho como objeto de sua atenção, por um período que fosse o mais longo possível. De repente, deparou com o mapa do mundo e achou o que procurava.
- Você gosta de quebra-cabeça? – perguntou ao filho. – Então eu vou lhe dar o mundo para você consertar.

Com o auxílio de uma tesoura, recortou o mundo em vários pedaços e, junto com um rolo de fita adesiva transparente, entregou ao filho dizendo: - Aqui está o mundo todo quebrado. Veja se consegue consertar bem direitinho e me entregue somente quando estiver pronto. Faça tudo sozinho.

Na realidade, ele acreditava que a criança levaria algum tempo tentando e desistiria, por certo, indo procurar um brinquedo mais atraente em outro lugar.
Passadas algumas horas, duas ou três no máximo, ouviu a voz do filho que o chamava calmamente:
- Pai!... Pai!...
Levantou os olhos e disse:
- Filho, você deveria estar tentando consertar o mundo!
- Mas eu fiz tudo. Já consegui terminar tudinho! – respondeu o menino.

A princípio o pai não deu crédito às palavras do filho; seria humanamente impossível, na sua idade, ter conseguido recompor um mapa que, seguramente, jamais havia visto inteiro com detalhes.
Já lhe disse para fazer o seu trabalho e me deixar trabalhar sossegado, não disse? – respondeu um tanto irritado.
- Mas eu fiz, já fiz tudo, pai! Veja você mesmo!


- Relutante, o cientista levantou os olhos de suas anotações, certo de que iria ver um trabalho “digno de uma criança de sete anos”. Para sua surpresa, o mapa estava completo. Todos os pedaços haviam sido colados nos seus devidos lugares.
- Eu já lhe disse que era para fazer o trabalho sozinho. Ninguém deveria lhe ajudar a consertar o mundo! – falou já zangado pela interrupção.

- Mas pai, eu fiz sozinho... – tentava se fazer ouvir a criança.
- Não minta, que é pior!
- Não estou mentindo, meu pai! Não estou mentindo!
- Como seria possível...? Como você seria capaz? Você não sabia como era o mundo, você não poderia consertar o mundo! – respondeu irritado.

Pai, está certo! Vou lhe contar como foi: eu não sabia como era o mundo, mas, quando você tirou o papel da revista para recortar, eu vi que, do outro lado, havia a figura de um homem. Quando você me deu o mundo quebrado para consertar, eu tentei, mas não consegui. Virei os recortes e comecei a consertar o homem que eu sabia como era; quando consegui consertar o homem, virei a folha e vi que havia consertado o mundo."



Autor desconhecido

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Venha o que vier...


Ainda a iniciar 2008... um pouco de Fernando Pessoa.

foto residente no site: escapadelas.com


(muito pequeno? 1 clique na foto et voilá!...)

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Ano Novo

U2 - New Years Day


Todos os inícios de ano tem algo de mágico. A sensação de um novo começo e portanto de novas oportunidades. Sentimos a esperança renovada pelos 365 dias que se aproximam e fazemos votos. Lançamos desafios a nós próprios. Queremos recomeçar, não do zero, mas a partir de um ponto em que a experiência acumulada nos sirva de alicerce na construção de mais um ano.
(Porque sim, somos nós que o construimos. Somos nós que escolhemos cada reacção aos eventos de que somos personagem ou figurante.)

Nesse primeiro dia, é como se nos fosse dada a oportunidade de redireccionar caminhos e escolhas. Á nossa frente temos várias páginas em branco, de um calendário que aguarda as nossas indeléveis pegadas. Somos como uma criança, perante blocos de plasticina de várias cores, suspensa ante a responsabilidade do acto criativo.

E ainda assim, o tempo não parou. Tudo em redor se move numa incessante continuidade do que já conhecemos. Mas há uma espécie de silêncio - branco, cristalino - que se assemelha a um doce intervalo do tempo.

Que faremos nós deste Ano Novo? Seremos capazes de clarear os nossos dias? Seremos capazes de investir na nossa luminosidade interior e de a pulverizar à nossa volta?

É minha convicção que sim. Porque a musica que trago dentro não pode ser só minha.

Feliz 2008 ;)

domingo, 30 de dezembro de 2007

Precessão dos Equinócios - 2012

Estamos a entrar num novo ano:2008. Para muitos este será o ano 1 de um novo ciclo, já que em númerologia é de facto um ano 1 (2+0+0+8 = 10 = 1+0 = 1). Será também o inicio de um novo ciclo astrológico, com a entrada em Janeiro, de Plutão em Capricórnio, onde permanecerá até 2024. Mas sobre isto falarei num próximo post.

Falei de ciclos porque acredito que a Vida, o Universo se movem em ciclos, dentro de ciclos, dentro de ciclos e há concretamente um desses ciclos, com uma duração de cerca de 26.000 anos que está prestes a terminar e é sobre ele que pretendo falar neste post.


Muitos acreditam que o terminus deste ciclo de 26.000 anos acontecerá em 2012, apesar de nem todos estarem atentos a isso, há várias correntes que defendem que 2012 será um ano decisivo, para o bem ou para o mal, nos destinos do mundo. Muitos são os temas associados a 2012 mas o mais conhecido é o Calendário Maia que termina precisamente nesse ano. Em associação, fala-se também da Precessão dos Equinócios, que segundo alguns, atingirá um ponto culminante em 2012. Chamam-lhe alinhamento cósmico.

A propósito de tudo isto, deixo aqui uma entrevista com John Major Jenkins, um investigador desde há vários anos, do Calendário Maia.


Alf, se estiver por aí, diga de sua justiça. Era sobre isto que falava quando mencionei a Precessão dos Equinócios.


Author and Researcher John Major Jenkins joins us to discuss Mayan Cosmology, The Galactic Alignment, 2012 & The Mayan Calendar. Topics Discussed: How John’s Interest in the Mayan Calendar began, Mexico Mystique, Frank Waters, Hopi Documentary The Fifth Gate, Precession, the 26 000 Year Cycle (The Great Year), Hamlets Mill, Terrence McKenna (Invisible Landscape), the Milky Way & the Dark Rifts, Xibalba, The Mayan Ball Game, Chichen Itza (Kukulca), Tzab, Pleiades, The Significance of Sacrifice & Our World Today, Prophecy, 2012, The End of Time, Technology, and much more. Don’t miss out excellent Subscriber Interview with John Major Jenkins on Izapa, The Mayan Calendar and Pyramid of Fire.

OUVIR ENTREVISTA

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Sobreviver à Ciência


Não, não estamos no mês de "bater-na-ciência" mas vem a propósito.

Este é um LIVRO que descobri recentemente, da autoria de Jean-Jacques Salomon, editado pela "Instituto Piaget Editora".

Uma reflexão que merece ser lida e da qual deixo aqui a sinopse para abrir o apetite:


"Pode-se estabelecer um paralelo entre o século XVI e a nossa época do limiar do século XXI. O século XVI e o século XX assistiram a transformações, guerras e tumultos, e neles se jogou, além do destino da Europa, uma certa ideia do homem. Em ambos, houve uma procura de novas convicções, no primeiro, a transição da Idade Média para o Renascimento e, no segundo, a transição da idade da indústria para a civilização do imaterial, do virtual. De uma época para a outra, passou-se de um mundo onde a imagem de Deus era omnipresente para outro em que desapareceu a própria ideia de Deus; de uma crença numa vida para além da morte, para uma ausência de recurso para as injustiças ou os sofrimentos da vida, que a fé na ciência tenta em vão substituir. Esta religião da ciência e do progresso, que surgiu com a revolução industrial, desenvolveu-se principalmente a partir da Segunda Guerra Mundial. A partir desta altura houve uma mudança considerável do estatuto do cientista. Até então os sábios (como eram chamados) viviam numa espécie de torre de marfim, trabalhando em pesquisas «puras», cujas aplicações não lhes diziam respeito. [...] Estamos no fim de uma época, mas não no fim da história. A ciência aumentou sem dúvida o bem-estar pelo menos de uma parte da humanidade, mas ao mesmo tempo cava-se um fosso cada vez maior entre países ricos e países pobres e entre populações dentro de um mesmo país. É preciso criar um mundo novo, um mundo em que a procura do bem-estar social (isto é, para toda a sociedade) se sobreponha à ideologia do progresso custe-o-que-custar e às miragens por ela fabricadas. Sobreviver à ciência é voltar a um humanismo guiado pelo princípio de precaução, que nos permita afrontar o novo século XXI como se este fosse um novo Renascimento."

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Saúde Integral IV



Apontamentos Finais II


3 – Em jeito de conclusão, devo dizer que, como sou optimista por natureza, tenho esperança de que a necessária mudança de paradigma nas ciências médicas acabe por se concretizar mais cedo ou mais tarde. Temo que seja mais tarde, sobretudo entre nós neste cantinho da Europa, e temo ainda que até lá se enveredem por caminhos em zigue-zague, numa tentativa de fugir ao destino, que pode ser ainda mais nefasta do que a situação actual. Mas sobre o futuro apenas podemos especular...


4 – Há no entanto algo que podemos fazer, que já aqui foi referido, e muito bem, nos comentários ao primeiro post. Falo da auto-responsabilização pela nossa saúde. Neste sentido parece-me que assumirmos total responsabilidade pela nossa consciência seria um bom começo. Já ouviram falar no sistema do “Corpo-Espelho”?

Este sistema foi criado por Sir Martin Brofman. Segundo a sua teoria, baseada essencialmente nas filosofias orientais, qualquer sintoma de uma doença começa na nossa consciência vindo posteriormente a manifestar-se no corpo físico. Ou seja, Sir Martin defende que toda a doença é o reflexo de um mau uso da nossa consciência e que para invertermos a situação deveríamos começar por analisar a forma como pensamos, agimos, julgamos e nos relacionamos connosco próprios, com os outros e com o mundo. Feito isto, e detectada a “falha”, bastaria corrigi-la alterando padrões negativos de pensamento, julgamento e comportamento. Que tal vos parece isto quanto a responsabilização?
Podem ver AQUI mais informação a respeito de Sir Martin Brofman e do seu próprio processo de cura de uma doença supostamente terminal.


5 – Como aqui falei também na saúde espiritual, parte indissociável de uma saúde integral, não poderia terminar sem voltar a ela. É de referir a este respeito a Ajuda Espiritual nos Hospitais, componente que considero bastante importante no apoio ao doente.


6 – De volta ao principio: somos muito mais que um conjunto de órgãos articulados entre si e há muitas terapias, umas mais recentes outras milenares, a merecerem uma investigação cuidada em lugar do cepticismo autista que pura e simplesmente se recusa a olhar noutras direcções, como se a vida fosse uma rua estreita de sentido único e obrigatório.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Saúde Integral III


Apontamentos Finais I


1 - Comecei o primeiro post sobre este tema, referindo que me faz muita confusão a dúvida permanente. Sabemos que Descartes tem culpas no cartório por ter introduzido nos modelos do conhecimento a dúvida sistemática. Claro que como eu disse antes, a dúvida enquanto metodologia cientifica é importante mas caramba, será que os ecos de Edgar Morin e da sua Teoria da Complexidade ainda não se fazem ouvir? Quanto tempo mais teremos de esperar para que as Ciências, e neste caso concreto as da saúde, reconheçam que o actual modelo mecanicista e positivista é insuficiente para além de não ser representativo da realidade?

Não é o Universo um sistema? Não é o planeta um sistema mais pequeno dentro do outro maior? Não são as sociedades sistemas ainda menores? Não é o corpo humano outro sistema ainda mais pequeno dentro dos anteriores e portanto em constante interacção com eles?

Então porque raio somos analisados como se existíssemos isolados de todo este intercâmbio sistémico?

Bom, quem quiser perceber como aqui chegámos e o que se propõe para daqui sairmos poderá ler mais um ARTIGO dos Cadernos de Saúde Pública.


2 – Há no entanto progressos que importa referir, nomeadamente no campo da relação entre as emoções e o sistema imunitário, como é o caso da PSICONEUROIMUNOLOGIA Deste artigo cito o último parágrafo que diz o seguinte:

“A Psiconeuroimunologia contribui para que os pacientes possam compreender que seu corpo é uma somatória integrada e indissolúvel do mental com o orgânico, influenciado significativamente pela experiência de vida e por sua própria sensibilidade. Finalmente, a Psiconeuroimunologia não só deve contribuir solidamente para a compreensão da fisiopatologia médica como da visão holística da medicina.”

Até aqui estamos de acordo, é este o caminho, já tenho mais dúvidas em relação ao como fazê-lo. Se a medicina está tão subdividida em inúmeras especialidades qual vai ser o “especialista” que nos irá ver como um todo e não como um conjunto de partes? E vindo esta abordagem de uma nova disciplina da Psicologia, filha bastarda da ciência, como se resolve este imbróglio?

Fica a pergunta se alguém quiser/souber responder.

sábado, 15 de dezembro de 2007

Saúde Integral II

foto residente no blog holosgaia.blogspot.com


A Saúde Integral é muito mais do que a mera “ausência de doença”. É antes um estado de Ser equilibrado e harmonioso que se manifesta dentro e fora do corpo humano e na sua relação com o mundo. O estado natural do corpo é o da saúde, a doença ocorre quando esse estado de equilíbrio é perturbado. Seria portanto de esperar que quando sofremos de uma maleita ocasional, nos fosse diagnosticada e tratada, não apenas a doença mas também, e sobretudo, a origem do desequilíbrio que potenciou a doença.


Curar é mais do que “matar a doença”, curar é devolver o corpo ao seu equilíbrio natural, potenciando a saúde. A ciência médica fica muitas vezes aquém deste resultado, por se concentrar excessivamente no COMBATE à doença e pouco no AMOR à saúde.


Viram a diferença? Todo o combate é agressivo e tem consequências, ainda que nos salve a vida.
Na medicina convencional quase tudo é agressivo desde os métodos de diagnóstico aos medicamentos sintéticos e artificiais e claro às cirurgias.


Ora, os nossos amigos brasileiros, que nestas coisas nos ganham aos pontos, há muito que já perceberam isto, querem ver? Então leiam este ARTIGO que vale a pena!

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Saúde Integral I


Em Ciência, a dúvida é um método importante e que não deve ser desprezado. Já me faz bastante mais confusão quando se insiste na duvida permanente, ou pior, nas certezas inquestionáveis. Isto vem a propósito de uma discussão num outro blog, onde as terapias naturais têm vindo a ser apresentadas como não produzindo quaisquer resultados, sendo as curas que prometem meramente ilusórias.

Vamos por partes, há charlatães, isso todos sabemos, mas eles existem nas terapias alternativas como existem em todas as áreas económicas, sociais, politicas e até na área da medicina convencional.

Os argumentos a favor das terapias alternativas giram, invariavelmente, à volta do mesmo, a saber, elas oferecem métodos de diagnóstico e de tratamento pouco invasivos, ao contrário da medicina tradicional, e na sua grande maioria, consideram o ser humano de um ponto de vista holistico, ou seja, como um todo integrado, valorizando as relações mente/corpo/espírito, coisa que a medicina tradicional, salvo raras excepções (que apenas confirmam a regra), não faz.

Em abono da verdade, quando vamos ao médico, regra geral somos tratados, mas apenas daquele sintoma específico. Mais tarde voltamos com uma queixa diferente e somos de novo tratados do sintoma específico e assim sucessivamente. É uma visão meramente mecanicista. (Agora introduzindo um pouco de humor, ao qual não resisto, se quiséssemos ser tratados por mecânicos íamos directamente à oficina, não vos parece!)

Brincadeiras à parte, é óbvio que ir ao médico e fazer exames regularmente é fundamental, também é óbvio que muitas doenças pela sua gravidade não dispensam um tratamento clínico convencional. Não estou portanto, nem por sombras, a defender o abandono da medicina tradicional. No entanto, nada disto invalida o que foi dito antes. Ou seja, nós não somos apenas o nosso corpo e muito menos partes isoladas do mesmo. Se o corpo é o nosso veículo natural ele requer um condutor (mente/espírito) e esse condutor tem uma relação directa com as avarias (doenças) do veículo (corpo).

A mente e o espírito têm muito mais poder sobre nós do que possamos pensar. Acredito (e isto é apenas a minha crença pessoal, cada um tirará para si as suas melhores conclusões) que sentimentos de raiva, ódio, inveja, rancor, vingança, insatisfação, humilhação, discriminação, angustia, para nomear apenas alguns, se forem persistentes, mais cedo ou mais tarde acabam por se manifestar fisicamente sob a forma de doenças. Do mesmo modo, acredito também no inverso, que os sentimentos positivos se manifestam positivamente no nosso bem-estar e saúde geral.

Ora, muitas terapias alternativas exploram precisamente esta relação entre as emoções e o seu reflexo físico, e ao contrário da medicina convencional, “tratam o doente não a doença”. É isto que atrai as pessoas e as leva a adoptar terapias alternativas em complemento da medicina tradicional. E sim, produzem-se resultados.

Vou continuar este tema nos próximos post’s mas para já, deixo-vos aqui um exemplo do que acabo de dizer, dirigido sobretudo aos que não acreditam na "energia vital".

sábado, 8 de dezembro de 2007

OVNIS Part II

Bom, no seguimento do último post, pediram-me para colocar aqui umas imagens de OVNIS, mas como eles não existem, e à falta de melhor, restam-me umas imagens do Rato Mickey, divirtam-se!

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Os OVNIS existem?

Tó - Acreditas em Ovnis?
Zé - Claro que não!
Tó - Porquê?
Zé - Porque nunca vi nenhum!

Tó - Acreditas em átomos?
Zé - Claro que sim.
Tó - Porquê, já viste algum?
Zé - Não, mas muitas pessoas já viram.


Acreditar no que não é explicável pela ciência ou pela razão é complicado nos dias que correm. É quase como passar a si próprio um atestado de loucura. O que faz sentido e tem lógica é acreditar que o Universo surgiu por acaso, que a realidade é exclusivamente constituída pelo que podemos observar e que somos os únicos habitantes de um Universo constituído por milhões de galáxias. Claro que, ainda que existisse vida noutros planetas, não poderia ser mais inteligente que nós ou possuir tecnologia mais avançada. Isso não cabe na cabeça de ninguém. Se nós só usamos 10% do cérebro é porque os outros 90% não podem ser usados e pronto. Agora virem dizer que podem existir outros povos com capacidades superiores às nossas? Isso nunca! Onde é que já se viu? Querem ver que iríamos ser ensinados por eles e não o contrário?! Que todo o nosso conhecimento e instrumentos de repente seriam obsoletos? Que muito do que temos como certezas afinal não corresponderia à verdade? Que a nossa ciência, medicina e tecnologia de ponta afinal seriam arcaicas? Que a forma como nos organizamos, fazemos politica e gerimos recursos seria considerada disfuncional e pouco inteligente? Não, definitivamente os Ovnis NÃO PODEM existir, assunto encerrado.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Um outro mundo… é possível!

"Um outro mundo… é possível!

Colóquio em torno da obra do Prof. Joseph Stiglitz

SEXTA-FEIRA, 30 NOVEMBRO 15h SALÃO NOBRE DA REITORIA DA UNIVERSIDADE DE LISBOA

O colóquio realizar-se-á em torno da obra de Joseph Stiglitz, Prémio Nobel da Economia em 2001. A sessão inaugural será presidida por Eurico Figueiredo e a sessão de encerramento por Fernando Condesso.

Organizado pela Cooperativa Cultural Contraponto – cujo objectivo consiste em promover a reflexão, a investigação e a difusão sobre questões emergentes a nível global e na sociedade portuguesa, com impacto marcante a médio prazo – o colóquio visa contribuir para um debate aberto sobre o tema da “Globalização e Equidade”, tendo como base de reflexão os trabalhos inovadores do Prof. Stiglitz, da Universidade de Columbia e, em particular, a sua obra “Making Globalization Work” (2006).

O conteúdo desta conferência será publicado no N.º 1 da revista Contraponto.


Conferencistas
Dr. Jorge Sampaio
Dr. Miguel Saint Aubyn
Dr. Francisco Louçã
Dr. Almeida Santos

Comentadores
Dr.ª Teodora Cardoso
Dr. Nuno Ramos de Almeida
Arq.ª Helena Roseta
Dr. Eduardo Paz Ferreira


Entrada livre, sujeita à lotação da sala"

Texto extraído do convite recebido da Reitoria da Universidade de Lisboa
Organização e Informações
Cooperativa Cultural Contraponto
Rua Braancamp, 52, 9º Direito, 1250-051 Lisboa
Tel.: +351 213 863 980

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Christmas = Shopping?...

foto residente no blog toobusylivinglife.blogspot.com

Estamos em Novembro e a agitação está aí: é quase Natal!
Os Centros Comerciais usam os seus tradicionais enfeites natalícios;
As ruas engalanadas de luz e cor, projectam estrelas, anjos e azevinhos;
Os fins-de-semana levam rios de gente a desaguar nas lojas vestidas de Natal;
O mundo inteiro parece convergir num único sentido, carregando sacos, pacotes e laçarotes.

Todos os anos hesito antes de mergulhar na multidão acotovelada na cansativa busca da prenda ideal, mas todos os anos lá estou eu, como que levada por uma força misteriosa, que me puxa para cumprir um desígnio superior a mim. Pois este ano resisto! Finco os pés no chão e não me permito ser levada na enxurrada.

Que me perdoem os que não vão receber uma prenda minha este Natal, mas decidi não impor a mim própria a “tortura” das compras natalícias.

Gosto muito de dar mas será preciso todo este turbilhão para demonstrar a alguém que o apreciamos, que o lembramos, que conta com o nosso amor? Perdoem o cliché radiofónico mas… “Valeria a pena pensar nisto!”

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Que Futuro?

No próximo dia 26 de Novembro, segunda-feira, às 18 horas, no El Corte Inglês, em Lisboa Sala de Âmbito Cultural (piso 7), decorrerá a apresentação do livro "Que Futuro? – Ciência, Tecnologia, Desenvolvimento e Ambiente", de Filipe Duarte Santos (Gradiva). Para os interessados aqui fica o resumo da obra e a biografia do autor.


Resumo da Obra:

Que Futuro? - Ciência, Tecnologia, Desenvolvimento e Ambiente aborda os principais desafios enfrentados actualmente pelo desenvolvimento social e económico, no contexto das mudanças globais no século XXI. Assim, apresenta uma análise pormenorizada das questões relacionadas com as alterações climáticas, a dependência dos combustíveis fósseis, a desflorestação, a perda de biodiversidade, a desertificação, a poluição do ar, da água, dos solos e dos oceanos, ao mesmo tempo que trata aspectos relativos aos problemas de superpovoamento, pobreza, injustiças sociais e económicas e conflitualidade.
A ênfase é colocada nas incertezas e nos riscos do futuro a curto prazo, nos próximos cinquenta a cem anos, no que respeita à degradação ambiental e à sustentabilidade do actual paradigma de crescimento.
Depois de analisados os discursos sobre o desenvolvimento e o ambiente – desde o prometaico e o da modernização ecológica aos mais radicais – defende-se que o discurso mais promissor para o futuro é o do desenvolvimento sustentável, embora a sua implementação nos últimos trinta anos esteja ainda muito longe do desejável.
Um grande livro escrito por um cientista português, reconhecido internacionalmente como um dos mais reputados especialistas mundiais nas matérias.


Biografia:

Filipe Duarte Santos é professor catedrático de Física na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Desde a década de 1980 dedica-se sobretudo à investigação nas Ciências do Ambiente e em especial às Mudanças Globais e Alterações Climáticas. É professor convidado de várias universidades prestigiadas dos Estados Unidos da América e da Europa. Com cerca de cento e vinte artigos científicos publicados, coordenou a redacção do primeiro e único Livro Branco sobre o Estado do Ambiente em Portugal, publicado em 1991. Integra desde 1998 o Conselho Nacional do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável e é membro efectivo da Academia das Ciências de Lisboa. É gestor da área de Desenvolvimento Sustentável do Programa Ibero-Americano CYTED – Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento.


Texto extraído do convite recebido da Reitoria da Universidade de Lisboa
Divisão de Actividades Culturais e Imagem da DSRE
Sítio: http://www.ul.pt/

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Mentes Brilhantes



Urville é a maior cidade (imaginária) da Europa com cerca de 12 milhões de habitantes e o seu "arquitecto", GillesTréhin, é autista. Desde os 12 anos que desenha compulsivamente. Estes são alguns dos seus mais recentes desenhos.


Mais informações sobre o autismo e as suas manifestações de sobredotação
aqui onde podem ser encontrados outros casos semelhantes.

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Lado Esquerdo/Lado Direito


Clica na bailarina. Em que sentido está a girar?

Quem vê a bailarina a girar no sentido dos ponteiros do relógio está a usar mais o lado direito do cérebro, quem a vê girar no sentido inverso está a usar mais o lado esquerdo.


No meu caso, para quem me conhece, já sabe que a vejo como se fosse o próprio ponteiro do relógio. Quer dizer, quase sempre... :)

Testem com os vossos amigos, é giro!


Podem ver a noticia completa aqui

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Descascando a Cebola

Diz-se que nos assemelhamos a uma cebola, cujo centro se encontra envolvido por camadas e camadas de protecção. Significaria isto que quando interagimos com o outro o fazemos através da nossa “casca” exterior. Será esta a explicação para o facto de estabelecermos relações superficiais? Relações em que nos tocamos ao nível das nossas “cascas” mas nunca, ou raramente, ao nível dos nossos “centros”? Será o “factor cebola” – como resolvi chamar-lhe, que nos impede de uma verdadeira intimidade com o outro? Não, não estou a falar desse tipo de intimidade. Acho até que o sexo é muitas vezes usado para fingir a existência de verdadeira intimidade. Claro que o sexo implica uma boa dose de intimidade física mas eu falo da outra, da intimidade emocional. Aquela em que, para além do corpo, são as próprias almas que se tocam. Alguns de nós, em algum momento das nossas vidas, já fomos abençoados com essa maravilhosa experiência. Descrevemo-la como uma emoção profunda e inexplicável. Sabemos que é possível, sabemos que existe e sabemos mais: sabemos que as nossas “cascas” podem ter diferentes cores, texturas, aparências mas o núcleo, o centro, a essência que habita em cada um de nós, essa é universal. Sabemos tudo isto mas ainda temos medo. Camadas e camadas de medo acumulado na nossa memória celular. Assim, vamos mantendo o nosso núcleo o mais escondido possível (até de nós próprios muitas vezes). É uma defesa, claro mas será útil? Talvez o tenha sido no passado mas continuará a sê-lo? O que aconteceria se todos, ainda que de modo gradual, fossemos descascando as nossas “camadas” de medo, que se manifestam sob a forma de arrogância, prepotência, frieza, superioridade, indiferença ou manipulação, revelando ao mundo a nossa verdadeira natureza? Como seriam então as relações entre parceiros, amigos, familiares, países...? Como seria?

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Deus no Sec.XXI e o Futuro do Cristianismo


Livro escrito por vários autores de diversas áreas do saber, entre as quais, sociologia, genética, neurobiologia, filosofia, teologia, psiquiatria e bioética entre outras. Aborda temas como os Desafios à Humanidade e ao Cristianismo, o Predomínio da Imagem e a Pobreza Simbólica ou o Diálogo Ciência-Fé na Actualidade.


A titulo de exemplo sobre o tipo de questões levantadas neste livro, deixo um pequeno excerto:

"Na medida em que somos feitos pelo meio-ambiente em que vivemos, mas, simultaneamente, somos nós que fazemos esse meio, parece ser vital não perder de vista aquilo que se poderia designar por construção do mundo interior de cada pessoa. Porque cada pessoa é um mundo, mais ou menos viçoso ou desértico, mais ou menos organizado ou caótico, mais ou menos respirável ou intoxicado.
A interioridade, a espiritualidade, a densidade da vida interior carece de ser cuidada e desenvolvida, sob pena de se diluir na exterioridade e, consequentemente, se esvaziar.
Como pode querer-se a comunicação se a originalidade e especificidade de quem participa no acto comunicativo não existem ou são a mera clonagem dos ares do tempo? Como se pode verdadeiramente ver a exterioridade - para além da ofuscação e do espectáculo ambientes - sem a luminosidade interior? Como dar sentido ao magma informativo e ao caudal dos conhecimentos, sem a aposta na procura da sabedoria? Como se pode aguentar e edificar a nossa "tenda" no meio do ruído que nos cerca sem a capacidade de fazer silêncio e de escutar?"

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

A Dor


Vivemos num mundo de opostos: o dia e a noite, a chuva e o sol, o bem e o mal e assim por diante; mas todos procuramos o lado bom da vida. Fomos ensinados assim, a viver sempre na expectativa do melhor e a celebrar os momentos risonhos com pompa e circunstância. Mas então e a dor? Ninguém nos ensinou a celebrar a dor. Melhor dito, ninguém nos ensinou a processar a dor, a passar por ela, a aprender com ela e finalmente a ultrapassá-la. Assim, como não sabemos o que fazer com ela, regra geral, disfarçamo-la.
Serve quase tudo desde rir, ir ao cinema, ir às compras, ir a uma festa...enfim, tudo menos sentir a dor, ouvi-la e perceber o que ela nos pede.
Perdemos deste modo muitas oportunidades de saber o que a dor tem para nos dar.
Do meu ponto de vista a dor tem inúmeras funções, nomeadamente, devolver-nos à nossa condição essencial de seres humanos, fazendo-nos encarar e aceitar as nossas fragilidades. Não creio, contudo, que passar pela dor seja obrigatoriamente sinónimo de sofrimento e auto-comiseração, pelo contrário, acho que é uma forma de promovermos o auto-respeito e o senso de humildade. Acredito ainda, que se aprendêssemos finalmente a vivênciar a dor, não como uma coisa má mas como algo que faz parte da experiência de vida de todos nós, haveria certamente maior sinceridade, abertura e compaixão nas relações humanas.
Enquanto tal não acontece, vivemos numa sociedade onde a dor cresce amordaçada. Não é pois de admirar que de vez em quando, a dor de alguém, inteira e nunca tratada, rebente como um grito calado por muito tempo, sob a forma de tiroteio, suicídio ou ataque de coração.
Dar atenção à dor não é preservá-la, é antes dar-lhe sentido e usá-la em nosso favor para que nos conduza até às nossas feridas mais profundas, pois só indo lá, onde dói, poderemos promover a cura.

terça-feira, 2 de outubro de 2007

A Importância do Vazio

“Se moldares uma chávena, terás de fazer uma concavidade: É o vazio no seu interior que a torna útil.”
Tao Te Ching

“Introduzida pelo próprio Einstein em 1917 e mais tarde posta de lado (chamou-lhe o seu “maior erro”), a energia negra ou a energia do nada ou do espaço vazio está agora a reemergir como a força motriz de todo o universo. Acredita-se hoje que toda esta energia negra cria um campo de antigravidade que afasta as galáxias umas das outras.”

Michio Kaku in “Mundos Paralelos”




Ao contrário do que nos diz a ancestral sabedoria oriental e as recentes descobertas da física sobre a organização do universo, nós, ocidentais, temos a tendência para viver atulhados de coisas. Quanto mais melhor. Roupa, sapatos, acessórios, telemóveis, mobília, biblôs, adereços, comida, electrodomésticos, jornais, revistas, livros, CD’s, pensamentos, compromissos, eventos, distracções, ambições e até pessoas... tudo e mais um par de botas!
Coleccionamos todas estas coisas nas nossas vidas como se o nosso sucesso, a nossa felicidade ou o nosso valor intrínseco se medisse pela quantidade de coisas que possuímos. Vivemos uma fome crónica de Ter e nunca estamos saciados.
Como poderemos nós usufruir e desfrutar das coisas mais significativas da vida se não lhes oferecemos espaços vazios que as realcem, que permitam o seu movimento, o seu fluir, na nossa casa, nos nossos armários, nas nossas mentes e nos nossos corações?
O paradoxo de tudo isto é que nos enchemos de coisas para preencher um vazio, uma espécie de buraco negro que trazemos no peito. Falta-nos algo mas não sabemos bem o quê. Por isso, empanturramo-nos com um pouco de tudo o que o mundo moderno nos pode dar. A má notícia é que o buraco negro continua lá apesar de todo o entulho com que nos inundamos. Com este nosso comportamento conseguimos apenas esgotar a nossa energia, ficar cada vez menos leves e cada vez mais escravos do Ter. Será que algum dia teremos a coragem de inverter o rumo das coisas para o lado do Ser?

terça-feira, 25 de setembro de 2007

O Preço da Paixão

Ela era apaixonada, vibrante, misteriosa e intensa. Tudo na sua vida tinha cor, ritmo, musicalidade e muita, muita intensidade. No seu abraço pequenino envolvia o mundo inteiro. Um mundo que amava com o coração a saltar do peito.
Era assim a nossa pequena Julia.
Quando conheci a Julia quis ser como ela, ter aquela felicidade estampada no rosto, aquele brilho nos olhos e o sorriso a condizer. Pouco depois a Julia morreu, ainda jovem, num terrivel acidente.
Por vezes dou por mim a pensar, qual seria o segredo de Julia, e se ainda estaria viva, se tivesse bebido da vida em goles mais pequenos.
Outras vezes penso, que a Julia na verdade não morreu.

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Espreitando o Mundo


Pedacinho de Céu


Às vezes olho para o céu


Sinto o mar ao pé de mim


Sinto calma, sinto paz,


Sinto o mundo a meus pés.


Ando descalça pela relva,


Misturo-me com os bichos da selva...


Vejo flores desabrochar,


Ouço pássaros chilrear...


Sinto as ondas nos pés


e as orlas que a maré fez:


- vincos na areia branca


marcados a búzios e conchas.


E as rochas!...


Pirilampos a acender e apagar


e cigarras a cantar...


Serras e vales e montes


e rios e lagos e fontes...


No ar, dançam perfumes com as folhas de outono, a cair...


E a chuva e o vento a rugir...


Ás vezes, olho para o céu e sinto que o mundo também é meu.

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Escrever




Escrever é soltar amarras,


É libertar fantasmas
É também fechar as garras,
Abrir a guarda.

Quem escreve confessa,
Deixa-se ir
Faz promessas,
Faz-se explodir no papel
Mostra-se
Cospe o amor e o fel

Escrever é ter o coração a saltar da pena
Deixá-lo saír é despir-se até à alma e mostrá-la

Escrever é um risco,
Um risco com preço de joia - a intimidade

E não podia ser menos um tostão
A intimidade é o ninho onde as palavras nascem
É dela que as asas crescem
E com elas os vôos da imaginação

São segredos,
São ansiedades,
Medos,
Talvez saudades...

Quando os dias se desdobram iguais,
Quando não há uis nem ais para gritar,
A tinta escorre apenas sem dizer nada.

Se não há nada para dizer!...

Não há amarras para soltar,
Nem fantasmas para libertar,
Nem amor nem fel para cuspir,
Nem ansiedades para sentir,
Nem medos, nem segredos,
Nem nada que valha a pena usar a pena para escrever

Se não há nada para dizer!...


segunda-feira, 21 de maio de 2007

Retrato

Sou chuva, lágrima, saudade
Sou moinho em colinas longínquas
Sou a recordação da mocidade

Sou o vento, o mar, as nuvens ambíguas
Cais, alvoroço, tempestade
Sou barco à deriva nas águas

Sou silêncio, oração serenidade
Espuma das ondas, figura de areia
Fada, gnomo, sereia

Sou poeta,
alma inquieta...

Pedra, nenúfar, madeira

Sou livro esquecido na prateleira,
Sou força, dor, silhueta

Sou mão, coração, feiticeira
Sou sorriso, sou careta

Sou perfume, vinho, maçã
Sou tocha acesa, sou atrito
Sou a noite e sou a manhã
Sou vôo de gaivota, sou grito

Sou o espantalho do arroz e do trigo
Sou beijo, sou tela, sou abrigo

Sou o agora e o depois
Sou um dia após o outro,
Sou tudo, nada, ilusão

Sou a luz e a escuridão.

segunda-feira, 7 de maio de 2007

Sonhadores



Esta foto foi tirada na maratona fotográfica de Lisboa em 2004 sob o título "Sonhadores". Retrata um grupo de jovens num amanhecer junto ao LUX após mais uma noitada de fim de semana. A idade de todos os sonhos e de todas as despreocupações...



Mas de sonhadores todos temos um pouco. Sempre vamos criando expectativas para o futuro enquanto os dias amanhecem junto ao rio das nossas vidas. À medida que o tempo passa vai-nos ficando uma certa nostalgia de outros tempos e de sonhos que não se realizaram mas ainda assim, que a capacidade de sonhar e de contemplar cada novo dia nos acompanhe pela vida fora.

quinta-feira, 22 de março de 2007

Caminhos


Muitos são os caminhos, poucos são os que nos levam onde queremos. Escolher um caminho é das coisas mais difíceis de fazer, e no entanto, fazemo-lo todos os dias. Mesmo sem notarmos isso estamos sempre a fazer escolhas, das mais simples às mais complexas. Onde nos levam os caminhos que escolhemos é coisa que não nos é dado a saber antecipadamente. Vamos andando...como se diz. Ainda assim, creio que para um mesmo destino na nossa vida temos, tal como numa estrada, várias hipóteses à nossa escolha. Às vezes são caminhos principais, outras são atalhos ou mesmo desvios. Às vezes são ruas estreitas e apertadas outras vezes são auto-estradas. Mas será que o caminho é importante? Não será antes a forma como nos relacionamos com o caminho o que mais importa? Há quem discorde e diga que o que importa é chegar ao destino que se pretende, eu acho que o mais importante é saber tirar partido do caminho que se escolhe e deixarmo-nos surpreender pela paisagem, pelas pessoas, pelo clima do caminho escolhido. E depois?... bem, depois logo se vê. Até porque a vida também tem rotundas e encruzilhadas que nos permitem optar, voltar atrás, ou seguir em frente. O que importa mesmo é fazer o caminho e ligarmo-nos a ele como o condutor se liga ao seu carro. Qualquer caminho, por mais acidentado e penoso que seja traz-nos sempre algo de bom se estivermos atentos.

sexta-feira, 16 de março de 2007

Viagem ao Interior


Fui ao baú dos meus poemas e encontrei lá este, que decidi partilhar Chama-se "Viagem ao Interior":

Do nada, do meio da névoa indecifrável surge a encruzilha
a chamar o livre arbítrio, a vontade , a coragem o bom senso....

Juntam-se a eles o medo - do frio, do desconforto, do erro...

Assim se adensa a tempestade trazendo dentro e enxurrada

Assim te encontras perdido na chuva e no vento ....
a alma ensopada até aos ossos,
o corpo pesado arrastando-se pelos dias,
dormindo embrulhado no desalento.

Depois perdes-te de ti numa 5ª dimensão interior...

Ao longe ouves ainda o ruído do pensamento
Numa voz morna e já, indolor

Lentamente sentes secar-te a alma
Enquanto a tempestade se afasta

Flutuas agora num vazio espesso
- Anestesia

E queres ficar nesse lugar distante de ti
Um lugar sem noite, sem dia
Sem principio, sem fim...

Sabes que existes mas não te vês e não sentes

e ficas assim aninhado no ausência
na deliciosa ausência de tudo.

É nesse intervalo do tempo, com a mente limpa
Que decides

Na certeza ou na incerteza desfez-se a encruzilhada
Foste ao fundo e voltaste